sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Sob o olhar das Estrelas, parte 08, por Érika Prevideli

Sob o olhar das Estrelas

Parte 08

   Bruno - Sem saber o que fazer
Nunca uma menina havia mexido tanto comigo da maneira como a Carol mexia. O simples fato de ela olhar diretamente nos meus olhos, deixava minha pele toda arrepiada. Era incrível o efeito que ela exercia sobre mim, mesmo sem poder tocá-la.
Acontece que, fomos criados assim, como sendo os melhores amigos, quase irmãos; então se algo saísse dessa margem, seria motivo de alerta de todos os lados. Seria como desejar o proibido. E o que mais me incomodava era que mesmo um não conseguindo ficar longe do outro, o próprio destino se encarregava de nos jogar para lados opostos e eu morria de medo que isso acontecesse para valer. Morria de medo de magoá-la de alguma forma e ela simplesmente resolvesse desaparecer da minha vida. A verdade era que mesmo morando longe, eu precisava ter contato com ela todos os dias, senão ficava louco. Nem que fosse uma conversa de alguns míseros minutos.
Quando comecei a namorar com a Melissa, achei que tivesse encontrado a garota certa. Ela era inteligente, engraçada, bonita e gostava demais de estar ao meu lado. Confesso que estar ao lado da Melissa era bom, ela era boa em todos os aspectos, principalmente nos sexuais. Ainda assim, vivia me flagrando pensando na Carol ou então comparando a Melissa com ela, e quando isso acontecia a Carol sempre ganhava nas comparações e me odiava por isso.
Por esse motivo, sabia que quando as férias chegassem meu vício que até então estava de certa forma sendo controlado, voltaria à tona instantaneamente.  E foi exatamente isso que aconteceu. Quando pisei meus pés em Porto Alegre, briguei comigo mesmo para não ligar para ela logo de cara. Tanto que cheguei no meio da tarde e só fui ligar para Carol no início da noite. Isso para mim já era um grande passo. Achei que estava no comando da situação no que dizia a respeito dos meus sentimentos.
Porém, quando a vi, percebi que estava errado. Eu não tinha controle algum sobre meus sentimentos. Quando a abracei e senti o cheiro bom que vinha dela, meu corpo inteiro reagiu à aquela sensação maravilhosa.
O sorriso, o olhar, o modo que ela falava, a maneira que os lábios dela se moviam, o jeito que ela mexia nos cabelos, o cheiro bom que vinha dos cabelos dela; enfim, tudo isso me deixava fora de orbita. Queria poder beijá-la a todo momento, mas infelizmente as coisas não funcionavam da maneira que eu queria.
Quando soube que ela não estava mais namorando, fiquei louco, cego de raiva, porque se tivesse ficado sabendo sobre o fim do namoro dela com aquele mala, eu jamais começaria a namorar. Entretanto, eu estava com a Mel e não sabia o que fazer sobre nosso namoro. Levar adiante ou terminar de vez e correr pra Carol.
Quando a Carol me perguntou se eu achava melhor nos afastarmos, senti como um tiro atravessando meu peito, cheguei até a ficar sem ar, era óbvio que eu não queria isso, aliás, eu não podia nem cogitar essa hipótese. Se ela soubesse o quanto eu a amava, ela jamais me perguntaria uma coisa daquela.
Assim os dias foram passando, as horas pareciam correr mais do que o normal, as semanas passaram que eu nem vi e quando dei por mim, já estávamos no final da segunda semana, e eu teria apenas mais alguns dias para ficar ao lado dela. Sobre meu vício? Eu não fazia ideia de como iria me acostumar novamente sem tê-la ao meu lado todos os dias.
Após o jantar, fui para o meu apartamento radiante, afinal, quando a Marília mencionou sobre a Carol ficar com a gente no final de semana, me segurei para não comemorar ali mesmo. Eu teria ela por tempo integral, em minha própria casa.
— Que sorriso é esse? — investigou minha mãe.
Caí no sofá e esbocei um sorriso ainda maior.
— Carol, certo?
— Você quem está dizendo. — disse, sem conseguir disfarçar.
— Bruno, Bruno! Sinceramente não entendo vocês. Vocês se gostam, isso é fato, está mais do que claro. Uma hora ela namora outro e não desgruda de você, então você vai estudar fora e se despede dela com aquele beijo que eu prefiro não comentar, e quando ela termina com o namorado é você que me aparece namorando? Por que vocês não assumem isso de vez? Ou sou eu que estou enxergando coisas demais?
— As coisas não são tão simples assim mãe, você sabe disso.
— Não, eu não sei! Não entendo por que complicam tanto.
— Mãe, eu amo a Carol! E morro de medo das coisas entre nós não darem certo, e aí? Como ficaríamos? Eu a perderia de vez.
Dona Ester riu sem entender.
— Então, não assume o que sente por ela, com medo de perdê-la? Isso não faz sentido.
Fiquei pensativo.
— De certa forma sim! Acho que nós dois pensamos assim, o medo de estragar o que existe entre nós é maior.
Minha mãe balançou a cabeça discordando.
— Olha, Bruno, só sei de uma coisa, os anos passam num piscar de olhos. Quando você se der conta pode ser tarde demais, pode estar casado com outra pessoa e infeliz por não ter tentado. Então meu filho, não caia nessa besteira, não deixe de lutar pelo o que você realmente ama apenas por medo. Se não der certo, tudo bem. Pelo menos não se culpará por não ter ao menos tentado.
Eu ri sem acreditar nas coisas que minha mãe havia acabado de dizer, com certeza, nunca mais me esqueceria de cada palavra dita.
— Mas, em se tratando de vocês dois, acredito que essa história terá sim um final feliz. Vocês se gostam há anos. Todo mundo consegue enxergar isso.
— É por isso que eu amo você Dona Ester! Você vê as coisas pelo lado bom. Nunca irei me esquecer do que você me disse, pode ter certeza.
— Espero que não, meu filho.
Concordei com a cabeça e a beijei em seguida.
Fui me deitar e só ficava pensando no quanto a Carol estava linda naquela noite. Jeitinho de menina e corpo de mulher. Ela me deixava maluco e nem se dava conta. Lembrei também do olhar fulminante que a Marília lançou sobre mim, como se pudesse ler meus pensamentos, e todos eles, claro, envolvendo a filha dela.
Tentei em vão dormir, mas ficava imaginando como seria a noite seguinte  e eu estava muito ansioso por aquilo. Meu celular vibrou, senti um frio na barriga, na esperança que fosse a Carol.
Oi, amor, sinto sua falta!
Onde você esteve o dia todo que não atendeu minhas ligações?
Saudades, amo você.
Melissa
“Caramba Melissa! O que que estou fazendo com você? Como será quando eu voltar para Lorena? Já que não tenho vontade de atender nem aos seus telefonemas.”
A verdade era que eu precisava encarar os fatos e ser justo com a Melissa, e para isso, teria que terminar o namoro que, aliás, nunca deveria ter começado.
Olhei no celular e vi que passava da uma da manhã e ao invés de mandar uma mensagem de volta para a Melissa, mandei para a Carol:
Adorei nosso jantar. Estar com você é sempre perfeito.
Boa noite J
Em questão de segundos a mensagem de Carol chegou.
Realmente estava perfeito, obrigada pelo convite. É sempre bom estar com você.
Beijos e Boa noite J
Mais do que depressa digitei outra mensagem:
 Sobre amanhã, estou contando os segundos.
P.s Você estava linda esta noite, aliás, você é linda!
Boa noite
Carol demorou pouco mais de um minuto para escrever a resposta. Mas então ela chegou:
Estou muito feliz em poder ficar com vocês. (Também estou contando os segundos). Hum e obrigada pelo elogio.
P.s Você estava lindo como sempre.
. “Essa garota me deixa louco meu Deus. O que eu faço?”
Fiquei deitado pensando por horas sobre minha história com a Carol, que não tinha o porquê de não dar certo. Eu precisava fazer dar certo, minha mãe estava coberta de razão.
Não sei a que horas peguei no sono, mas acordei com o celular tocando.
— Alô.
— Poxa Bruno, você sumiu, aconteceu alguma coisa? Tentei falar com você ontem o dia todo.
— Oi Mel, desculpa, ia ligar para você agora de manhã. É que eu ainda nem saí da cama.
— Você está bem?
— Estou sim. Mas minha avó precisou ser internada e ontem eu e minha mãe precisamos ficar o dia todo fora.
Menti, pois precisava pensar como diria a ela. E ainda não sabia se fazia isso pessoalmente ou por telefone.
— Mas agora ela está bem?
— Está sim.  Por isso não te liguei.
Menti novamente. Não liguei porque quando estava com a Carol, não pensava em mais nada.
— Tudo bem, só liguei por quê... Enfim, senti sua falta, mas depois eu te ligo, estou morrendo de saudades!
Fiquei em silêncio sem saber o que responder.
— Depois a gente se fala.
— Bruno, tá tudo bem mesmo?
— Tá sim, não se preocupe. Também estou com saudades.
— Hum, mal posso esperar. Estou contando os dias pra que essas férias terminem.
Apertei os olhos e passei a mão no cabelo.
— Mel, eu preciso desligar, tenho que acordar direito e então ligo pra você.
— Entendi, seu dorminhoco. Depois a gente se fala. Tchau meu amor. — ela falou e desligou em seguida.
“ Porra, o que eu faço? ”
Caí em seguida na cama como se fosse achar as respostas das quais eu precisava.
Mais tarde, após ter tomado um banho, Maria, a ajudante da minha mãe foi me avisar que o almoço estava pronto. Eu imediatamente liguei para a Carol, pois eu sabia que ela já estaria sozinha; afinal, a mãe dela viajaria logo pela manhã.
Carol não atendeu o telefone do apartamento, mas atendeu o celular. Ela estava na casa da Patrícia onde almoçaria e passaria parte da tarde, mas ficou de me ligar assim que chegasse. Fiquei me sentindo perdido à tarde toda sem ela ao meu lado. Fiquei com os caras, mas meu celular não saía da minha mão. Por volta das cinco horas, minha mãe chegou.
— Tudo bem, filho?
— Oi mãe, tudo bem!
— E a Carol, onde está?
— Ela foi a casa da amiga, mas acho que logo estará aqui. — falei tentando bancar o indiferente.
— Eu pensei em fazermos fondue, o que você acha?
— Ótimo.
— Se você quiser chamar seus amigos, sei lá, assim a Carol fica mais à vontade.
— Boa ideia! Vou ligar para eles e falo para a Carol chamar a Patrícia. Assim a gente se reúne aqui.
Minha mãe sorriu. Passei uma mensagem para o Gustavo, o Tiago e o Felipe, e eles aceitaram na hora. Em seguida liguei para a Carol.
— Oi, Bruno, ia te ligar, acabei de chegar.
— Estava preocupado.
— Nós ficamos estudando à tarde toda, e a mãe da Patrícia veio me trazer.
— Minha mãe pensou em fazermos fondue, e falou de chamar o pessoal, eu liguei para os caras, liga pra Patrícia e a gente se reuni aqui.
— Vai ser incrível. Mas eu quero ajudar.
— Eu só preciso ir buscar algumas coisas no supermercado, vem comigo?
— Claro! Me dá uns cinco minutos, pode ser?
Eu sorri só de saber que logo a veria.
— Tô indo aí. Beijo.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos.
— Um beijo, Bruno.
Sorri novamente, parecia o gato de Alice.
Em menos de cinco minutos toquei o interfone dela, que estava linda como sempre, de calça jeans, uma blusa de linha deixando parte dos ombros de fora e uma bota quase até o joelho. Minha boca ficou entreaberta ao vê-la. A Carol definitivamente sabia como me desconcertar.
Fomos ao supermercado, onde comprei todos os ingredientes para a fondue. Nós nos divertíamos até no supermercado. Ela sabia ser engraçada e sedutora ao mesmo tempo.
Quando chegamos ao meu apartamento, Carol fez questão de ir ajudar a minha mãe a preparar as coisas, e eu fiquei a rodeando o tempo todo. Já era em torno das sete horas da noite, quando elas terminaram de picar a carne, as torradas e as frutas.
Minha mãe arrumou a mesa como se fosse para uma festa. Em seguida foi até a sala, onde eu estava com a Carol.
— Vou tomar um banho. Ah Carol, fique à vontade!
Carol sorriu.
— Ester, obrigada! Eu também vou tomar um banho e pegar minhas coisas e já volto.
— Se quiser tomar um banho aqui, sinta-se em casa.
— Não se preocupe! Eu vou e volto num segundo. — ela disse dando outro sorriso encantador.
Minha mãe assentiu com um sorriso maternal e saiu em seguida.
— Quer que eu vá com você?
Carol olhou em meus olhos e em seguida me abraçou forte.
— Volto já, prometo! Logo os meninos chegarão, e você precisa estar aqui.
Concordei relutantemente.
Algum tempo depois, Gustavo chegou trazendo duas garrafas de vinho, e logo em seguida chegou Tiago.
Foi então que ela chegou, estava linda. Com os cabelos castanhos presos, apenas um brilho nos lábios e usava calça preta bem justinha no corpo, bota preta, blusa branca e por cima uma jaquetinha preta de couro; e ela estava com um cachecol claro enrolado no pescoço. Trazia consigo o travesseiro e uma mochila nas mãos.
— Não disse que era rápido!
Para mim demorou meses, juro.
— Carol, se quiser colocar suas coisas no quarto de hóspedes, já está pronto para você. — disse minha mãe.
Carol a cumprimentou e em seguida elas foram para o quarto.
— Como assim? Você não me avisou que poderíamos dormir aqui. — falou Tiago com sarcasmo.
— Se for assim, eu durmo no quarto de hóspedes com a Carol. — brincou Gustavo.
Fingi não escutar o comentário daquele babaca.
— A Marília foi viajar e minha mãe ofereceu para que ela ficasse aqui.
— Você é um filho da puta de sorte! — disse Gustavo dando-me um tapinha nas costas.
Forcei um sorriso e então elas voltaram. Carol cumprimentou os dois e sentou-se de frente pra mim, onde ficamos todos conversando. Por fim, chegaram Patrícia e Felipe.
— Boa noite Dona Ester. — falou Felipe beijando minha mãe.
Em seguida Patrícia fez o mesmo. Eu olhava para Pati sem entender o porquê havia me interessado nela um dia, não que ela fosse feia, aliás que ela era gata, mas não tinha nada a ver comigo e não fazia mais meu tipo. Era atirada, fácil demais e desbocada pra caralho.
Carol e Patrícia se abraçaram como se não se vissem há dias.
— E aí mascote? — disse Felipe abraçando fortemente Carol.
Confesso que senti ciúmes só de ver a proximidade dos dois.
— Para de chamá-la assim Felipe, é irritante. — falou Patrícia, parecendo enciumada
— Por que? Você não gosta, mascote?
— Não ligo, tudo bem por mim, já me acostumei com você me chamando assim. — Carol falou sem dar importância.
— Tá vendo, ela não liga, e eu a chamo assim desde sempre.
Patrícia revirou os olhos e balançou a cabeça em negação. Carol foi ajudar minha mãe terminar de preparar as coisas, eu a observava de longe, era a nora que minha mãe sempre sonhava.
Nossa noite foi bem divertida, os caras sempre muito animados, não nos deixavam sem rir por nenhum minuto. Todos se divertiram muito.
De vez em quando, meu olhar se cruzava com o olhar da Carol e numa dessas vezes eu a encarei sem ter a intenção de parar de olhá-la. Ela também não desviou os olhos dos meus por um bom tempo, todos conversavam ao nosso redor, mas era como se estivéssemos apenas nos dois naquela sala. Até que fomos interrompidos, pois o celular dela tocou, era a Marília.
Carol se afastou para falar com a mãe e elas conversaram por vários minutos. Depois disso, ela foi ajudar minha mãe com a bagunça. Momentos mais tarde, Gustavo e Tiago saíram, pois, eles tinham um encontro com umas garotas da faculdade.
Minha mãe agradeceu a Carol e mais uma vez reforçou para que ela ficasse à vontade. Depois despediu-se do Felipe e da Patrícia e foi se deitar.
Ficamos na sala apenas nós quatro. Felipe e a Patrícia se ajeitaram em um sofá de dois lugares. Carol sentou-se na ponta do sofá de três lugares e eu sentei-me próximo a ela. Colocamos um filme e desligamos a luz.
Tentava não demonstrar minha inquietação de estar ao lado dela, mas era impossível. Ela, porém, parecia estar muito mais à vontade do que eu. Era como se a minha presença não a deixasse abalada. Estávamos na metade do filme, quando Patrícia e Felipe começaram a se beijar de forma quase sensual. Fingimos não perceber por um momento, mas o clima entre eles estava ficando cada vez mais intenso. Porra! Eles estavam quase transando na minha sala e o pior: com a gente ali.
— A sorte que ela está de calça, caso contrário ela engravidaria só com esses amassos. — brincou Carol.
Dei um sorriso sem graça, e fiquei pensando como um dia pude ter escolhido a Patrícia ao invés da Carol.
— Ei, ainda estamos aqui. — falou Carol arremessando uma almofada na direção deles.
Felipe sorriu e se arrumou no sofá, tentando esconder sua ereção. Mas logo os beijos começaram novamente.
— Vou pegar um copo d’água, você aceita?
— Não.
Carol levantou-se e seguiu para a cozinha, me deixando com aqueles dois depravados. Eu tentei prestar atenção ao filme, mas era impossível com todos aqueles barulhos vindo dos beijos deles. Fui até a cozinha encontrar a Carol, e ela estava bebendo água e olhando pela janela, como se estivesse bem longe dali.
— Daria uma fortuna por seus pensamentos. — falei me aproximando dela.
— Só não quero ficar com aqueles dois na sala.
— É, as coisas estão esquentando.
— Ainda bem que sua mãe foi se deitar. Eu morreria de vergonha se ela visse os dois daquele jeito.
— Nem me fala. — falei pegando a mão dela em seguida. — Vem aqui! — disse ao abrir a porta de correr da sacada.
Estava muito frio, mas ainda assim era melhor do que ficar assistindo aos amassos de Felipe e da Patrícia. Ela sentou a meu lado e passou a mão e seu cabelo.
— Estava pensando, Bruno, é tão estranho! Como será daqui uns anos? Nós crescemos todos juntos, agora cada um de nós iremos para um lado e seguiremos caminhos totalmente diferentes.
— É, eu penso nisso também. Só espero que a gente não se separe. — falei segurando a mão dela.
Carol me olhou consternada.
— Daqui uns dias você vai embora. Está acabando!
— Eu sei. — falei sem demonstrar nenhum entusiasmo. — Você não faz ideia do quanto é ruim ficar longe daqui, longe de vocês, longe de você principalmente.
Ela me olhou ainda mais magoada.
— E você não faz ideia do quanto é ruim ficar sem você aqui.
Eu a abracei em seguida e senti que ela estava com frio. Sua pela estava gelada, e seus músculos tremiam.
— Vamos sair daqui, você está gelada. — eu disse me afastando dela. Nesse momento, ficamos de frente um para o outro; nossos lábios estavam a milímetros de distância.
Um silêncio ensurdecedor pairou sobre nós. Podia sentir sua respiração entrecortada. Meu coração batia acelerado. Inclinei-me e ela não recuou. Abri meus lábios e ela abriu os dela. Mal tocamos nossos lábios e alguém abriu a porta de correr. Carol assustou e  deu um pulo para trás. 

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