Sob o olhar das Estrelas
Parte 11
Centenas de pessoas ficaram ao nosso
redor. O Guilherme estava caído no chão e me olhou com ódio.
— Seu imbecil! Você acredita mesmo que ela
vai ficar na sua por muito tempo? Você é um bosta!
Senti uma mão em meu ombro. Olhei e era um
dos seguranças. Carol estava desnorteada e vi Guilherme se levantando e
segurando o braço dela.
— Você vai ter que sair meu jovem. — disse
o segurança instalando-se ao meu lado.
Balancei a cabeça concordando mas vi que a
Carol estava sendo segurada pelo babaca do ex-namorado.
— Carol, nunca imaginei isso de você!
Poderia ver você com qualquer cara, menos esse aí.
— Guilherme eu nunca menti para você.
Acabou acontecendo. É uma pena você não acreditar em mim.
— Não, eu realmente não consigo acreditar
em você. Não depois de ver vocês dois juntos.
Carol suspirou exasperada.
— O que eu faço e com quem eu fico desde o
momento que nós terminamos simplesmente não é mais da sua conta.
As pessoas ao redor começaram a gritar e
assoviar. E isso o deixou ainda mais irritado a encarando com ódio.
— Cara, você precisa sair. — insistiu o
segurança.
— Vamos Carol! — disse levando-a comigo.
Não
conseguimos ao menos voltar para a nossa mesa. Pois o segurança nos escoltaram
até a saída. Felipe e a Patrícia vieram imediatamente atrás de nós.
— Você está bem, Bruno? — indagou Felipe.
— Nós vamos para casa.
— Nós também vamos. — Felipe continuou.
— Carol, nós vamos com vocês! — completou
Patrícia.
— Não Pati, não se preocupe! Vocês podem
ficar e curtir a noite. E eu espero você mais tarde.
— Tá, claro. Deixa a chave no lugar de
sempre.
— A gente se fala depois.
Elas se abraçaram e em seguida saímos. Já
do lado de fora da boate, Carol se encolheu toda tentado proteger-se do frio
que estava quase insuportável.
— Vem aqui! — falei abraçando-a em
seguida.
Carol se envolveu em mim e senti suas mãos
trêmulas. Não sabia se era de nervoso ou por causa do frio.
— Você está bem?
— Estou sim. — ela respondeu com ar de
preocupada.
— Desculpa por isso! Queria que a nossa
noite fosse perfeita.
— Quem disse que não está perfeita? — ela falou
me abraçando.
Eu a beijei e em seguida o manobrista
trouxe meu carro e fomos para o edifício. Quando entramos no elevador do nosso
prédio, não consegui me segurar e a beijei de forma esfomeada, pressionando-a
contra o espelho do elevador. Nosso andar chegou num segundo e então a porta se
abriu e meus lábios simplesmente não queriam desgrudar dos lábios dela.
Carol abriu a porta do seu apartamento,
pois a Marília só voltaria de São Paulo na tarde do dia seguinte. Nós caímos no
sofá da sala ainda nos beijando. Seus beijos doces foram ficando cada vez mais
quentes. Minha pele, meus músculos e cada centímetro do meu corpo reagia a cada
toque dela.
— Eu sou maluco por você.
Ela sorriu e imediatamente retribuiu.
— Eu também sou maluca por você!
Ouvir aquelas palavras da boca dela foi
melhor do que um orgasmo. Não! Quase melhor.
Nesse momento, levantei-me e a peguei em
meu colo e a levei para o quarto dela. Fechei a porta e a coloquei
cuidadosamente sobre a cama.
Carol ficou deitada apenas me observando e
minha vontade era de tomá-la em meus braços naquele segundo. Mas precisava me
controlar. Inclinei-me sobre ela e beijei seus lábios com delicadeza. Em
seguida desci para o pescoço, depois para os ombros e então fui para parte da
barriga que ficava à amostra.
Carol não me impediu em nenhum momento. Eu
relutei, mas acabei não conseguindo me segurar e quando vi, já estava tirando
sua blusa preta. Foi então que eu vi seus seios perfeitamente torneados
sustentados por um sutiã branco de renda.
Aproximei meus lábios próximo à sua pele.
“Cacete, que peitos perfeitos”! Pensei.
Carol
ficou toda arrepiada apenas com o calor saindo dos meus lábios. Eu não sabia se
eu os beijava ou os admirava, mas não resisti a tentação e em segundos estava
com meus lábios e minha língua na pele dele.
Olhei mais uma vez em seus olhos e vi que ela também parecia estar
gostando. Se bem que era impossível alguém estar mais realizado naquela
situação do que eu. Sentia-me a pessoa mais feliz e mais ansiosa do mundo
naquele momento.
Nossos beijos estavam cada vez mais
intensos, tanto que minha ereção estava pressionando o corpo dela.
— Bruno, não! Precisamos parar. — ela
disse sem ser convincente.
Eu já estava sem meu casaco e sem minha
camiseta. Sua pele estava colada na minha e aquela sensação era maravilhosa.
— Você quer parar? — perguntei rezando
para receber um não como resposta.
— É melhor. — ela respondeu ofegante e
ainda sem ser persuasiva.
Aquela sensação podia ser comparada a uma
droga, eu não queria parar ali, queria mais e mais. Mas eu precisava
respeitá-la.
Nos beijamos por mais alguns momentos e
para diminuir minha vontade e minha ereção, tentei pensar em coisas muito ruins
como filmes de terror com cenas horríveis, filmes de guerras com sangue
jorrando para todos os lados, pedaços humanos jogados por toda parte; enfim,
tentei me desconcentrar o máximo que podia. Até que relutantemente minha ereção
diminuiu.
A encarei por um momento e percebi que
precisava sair de lá, caso contrário, todo meu esforço de tentar me controlar teria
sido em vão.
— Hum, preciso de água. — disse
levantando-me em seguida.
— Você está bravo comigo? — ela
perguntou-me apreensiva.
Achei aquilo ainda mais apaixonante. Como
eu poderia ficar bravo com ela, se o que eu mais queria era tê-la para mim para
sempre.
— Não! Claro que não! — exclamei. — Eu que
ultrapassei os limites. É que você é tão... — fiz uma pausa, para não dizer o
quanto ela era gostosa— Bom, sou eu quem preciso te pedir desculpas, eu não
consegui me controlar.
— Você não tem que pedir desculpas. Eu
também quis. — ela disse me dando um sorriso consolador.
Coloquei minha camiseta e a ajudei com a
blusa, embora minha vontade era de tirar o resto. Fomos até a cozinha e eu
virei um copo de água, para amenizar meu calor interno.
— Bruno, já está tarde. Acho que é melhor
você ir, antes que...
Carol me olhou e mordeu os lábios. Eu
sabia que no fundo ela não queria que eu fosse embora. Entretanto, era o mais
certo a fazer, antes que nos empolgássemos novamente. Estávamos como produtos
inflamáveis perto de uma chama de fogo. Era melhor nos afastarmos antes que o
fogo se espalhasse.
— Tá legal, tem razão, eu vou embora. — falei
selando os lábios dela.
Peguei meu casaco, minhas chaves, minha
carteira e fui em direção a porta. Carol me acompanhou e me beijou antes que eu
saísse. Novamente senti meus músculos reagirem aos beijos dela. Meu pau estava
lutando pra se comportar, mas era foda ter que resistir àquela garota.
— Preciso ir antes que eu não consiga me
controlar, você está me deixando louco assim!
Ela sorriu com malícia.
“Deus
como ela é demais”.
— Então vai!
A pressionei contra o batente da porta e a
beijei por mais algum tempo e saí em seguida.
Quando abri a porta do meu apartamento,
olhei frustrado para ela, que me sorriu acanhada. Eu sabia que ela queria tanto
quanto eu; mas ela era a Carol, se fosse qualquer outra eu voltava lá e simplesmente
a jogava no sofá. Porém, ela merecia muito mais do que isso.
— Oh meu Deus! — exclamei para mim mesmo,
tentando liberar minha frustração.
Joguei-me no sofá sem forças para fazer
mais nada, embora a frustração fosse grande, eu estava mais do que feliz em ter
ficado com ela a noite toda. Liguei a TV, mas nada me prendia a atenção. Foi o
tempo de eu ir até meu quarto que a campainha tocou. Estranhei pelo horário,
pois já passava das duas horas da manhã. Assim que abri a porta, eu a vi
parada, com os olhos brilhantes e um sorriso lindo nos lábios.
— Oi, eu... — ela fez uma pausa — Quer
saber? Eu não quero que você se controle.
Olhei para ela sem entender e uma luz
piscou no fundo do meu cérebro.
— Seu idiota! O que está esperando? — disse
uma voz vindo de dentro de mim.
Instantaneamente a puxei para dentro do
meu apartamento e comecei a beijá-la com , dessa vez sem intenção de parar.
Carreguei-a no colo até meu quarto e tranquei a porta em seguida. Coloquei-a
sobre minha cama e nos beijamos com voracidade. Ela era demais para ser
verdade. Quando vi, já estava sem minha camiseta outra vez e ela sem a blusa.
Beijei todo o seu corpo e fui descendo, descendo e então ergui sua saia.
Dessa vez, voltei para cima e a encarei.
— Você tem certeza?
Ela suspirou com dificuldade.
— Promete que vai ser cuidadoso?
“Espera! Como assim cuidadoso? ” — pensei.
“Será que ela é ... Mas como se ela namorou por quase dois anos aquele imbecil”?
Olhei para ela intrigado, mas precisava
perguntar.
— O que você quer dizer? Quer dizer, você nunca...
Ela me encarou corada.
— Não, nunca.
— Mas... Eu achei que você e seu namorado,
bom, sei lá... Achei que vocês já tivessem...
Carol imediatamente me interrompeu,
colocando seu dedo sobre meus lábios.
— Shiu! Vou te contar uma coisa:
Olhei para ela ainda mais curioso.
— Você foi o primeiro garoto que eu
beijei, e minha primeira vez não poderia ser diferente, tem que ser com você.
Ouvir aquilo da garota que eu amava foi no
mínimo um milhão de vezes melhor do que ganhar na mega-sena. Sentia-me sem
dúvida nenhuma o cara com a sorte maior do universo. Meu coração batia tão
rápido que quase entrou em colapso.
— Carol eu juro que eu não sabia. Aliás,
eu evitava de pensar sobre esse assunto, senão ficaria louco. Vivia me
torturando, imaginando vocês dois juntos.
Ela sorriu com divindade.
— Não precisamos fazer isso hoje. Vamos
esperar, quero que você esteja pronta e pode ter certeza que eu espero o tempo
que precisar.
— Eu estou pronta, Bruno. — ela falou sem hesitar.
A encarei sem saber o que fazer. E sim, eu
sabia o que fazer! Foi então que todo meu autocontrole foi para o espaço e comecei
a beijá-la bem devagar, saboreando seus lábios. Minhas mãos percorriam a pele
quente da Carol, que respondia a cada toque meu. Sua saia preta foi a primeira
coisa que sumiu dali, em seguida minha calça jeans.
Seus joelhos estremeciam a cada movimento
da minha mão que iam deslizando sobre sua pele. Beijei diferentes pontos do seu
pescoço, ombro e seios. Carol mordeu o lábio inferior me agarrando com mais
força do que antes.
Tirei seu sutiã branco de renda com todo o
cuidado e ao ver os seus seios totalmente despidos, soube no mesmo instante que
me controlar seria a tarefa mais difícil da minha vida. Olhei em seus olhos,
tentando ver algum vestígio de arrependimento, pois se fosse o caso, pararia no
mesmo segundo. Entretanto, os olhos dela me imploravam para que eu continuasse.
Tirei sua calcinha branca de renda e
inclinei-me sobre o corpo dela.
— Você tem certeza que quer isso? —
perguntei com sofreguidão.
— É tudo o eu mais quero.
Ao ouvir aquelas palavras algo dentro de
mim explodiu. Eu não consegui mais me fingir de forte. Tirei minha cueca e a
joguei para longe. Cuidadosamente abaixei meus quadris entre suas coxas,
colocando-me dentro dela.
Desde o momento que ela me deu aquele
primeiro beijo, há alguns anos, estar dentro dela, era a única coisa que eu
mais queria no mundo e eu estava realizando.
Inclinei meu rosto e a beijei ternamente.
— Eu te amo Carolina! Te amo muito!
Vi um vislumbre de um sorriso.
— Eu amo você mais do que tudo Bruno!
Movi meu corpo para frente e depois
recuei. Carol fechou os olhos com toda força, como se sentisse dor. Fiquei preocupado,
tanto que tive vontade de parar, pois não queria de forma alguma machucá-la.
— Tá tudo bem?
Ela me olhou e soltou um sorriso.
— Claro que sim. — respondeu quase em
sussurro.
Fiz pressão nela novamente e ela cerrou os
olhos com mais força. Seus dedos pressionavam minhas costas, puxando-me para
junto dela.
Carol me encarou e novamente fiz pressão,
e então senti que seu corpo ficou mais relaxado. Isso me permitiu que meu corpo
se movimentasse com mais facilidade dentro dela. Quanto mais ritmado eu ficava,
menos controle tinha sobre mim. Eu a beijei novamente e novamente, enquanto me
movia sem parar.
Um gemido escapou de seus lábios, fazendo
com que eu estremecesse por completo. Ela não sabia o quanto eu havia esperado
por aquele momento e não fazia ideia do quanto eu estava feliz por estar com
ela, dentro dela.
Carol me puxava cada vez mais para dentro
dela e isso me dava cada vez mais prazer. Parei meus movimentos por um minuto e
encostei minha testa na dela. Nossos corpos estavam suados mesmo com o frio que
fazia.
— Sonhei com isso desde que você me beijou
pela primeira vez.
Ela me encarou de forma apaixonada.
— Eu te amo, linda.
Carol me beijou carinhosamente e eu
continuei de onde havia parado. Quando achei que poderia prolongar aquela
sensação pelo resto da minha vida, a respiração dela ficou descompassada.
— Bruno!
Uma sensação inexplicável percorreu todo
meu corpo. Ao ver o prazer transbordando nos olhos dela e ao ouvir meu nome
sendo pronunciado por ela, daquela forma ofegante, não consegui me controlar e
meus movimentos tornaram-se ainda mais intensos. Até que senti nossos corpos estremeceram
juntos.
A abracei e beijei-a novamente. O cheiro
da sua pele estava misturado ao meu e aquilo era absurdamente mágico.
— Eu te amo, Bruno! — ela falou exausta e
satisfeita.
— Eu amo você, minha linda! — disse
beijando o topo de sua cabeça. — Você está bem? Está com dor?
— Estou bem. Não se preocupe!
Não conseguia mais desgrudar dela. Queria
beijá-la a noite toda, a vida toda; mas fui até a cozinha e peguei um copo com
água e um analgésico e levei para ela.
— O que é isso?
— Só para o caso de você sentir dor, se
você o tomar agora, tenho certeza que dormirá bem.
Ela sorriu e pegou o comprimido e o
engoliu em seguida.
— Agora vem aqui. — eu disse a puxando
para perto de mim e jogando o edredom por cima de nós.
Nós conversamos por um momento e eu já
estava ficando chato de tanto perguntar se ela estava bem. Depois de algum
tempo, não sei quanto tempo precisamente, mas adormecemos, abraçados. Tinha
medo de acordar e ter sido apenas um sonho, tanto que relutei pra não dormir. Acordei
com o sol adentrando em meu quarto. Os cabelos da Carol cobriam meu rosto. Eu
poderia acordar daquela maneira pelo resto da minha vida, pois jamais me
cansaria.
Ela dormia pacificamente e eu a admirei e
a observei por alguns minutos. Sua pele totalmente nua encostada na minha.
Sorri ao vê-la tão relaxada junto a mim. Sem dúvida nenhuma a noite anterior
tinha sido a melhor noite da minha vida.
“
Merda, como vai ser quando eu for embora? Não posso deixar essa garota aqui
sozinha. Não quero ficar longe dela. Ainda mais agora que ela é minha, ainda
mais sabendo o quanto ela é sensacional. Mas preciso pensar em alguma coisa. Vou
fazer que nosso relacionamento dê certo. Muitos casais conseguem conciliar um
namoro a distância. Com a gente pode ser assim também. Claro, vou voltar mais
vezes para Porto Alegre e quando eu não puder vir, ela vai me visitar. Também
tem a Marília, preciso falar com ela antes. Explicar sobre minha história com a
filha dela e minhas boas intenções em relação a Carol. Sim, minhas intenções
são as melhores possíveis. Eu quero me casar com ela daqui alguns anos, é só o
tempo de acabar minha faculdade e conseguir manter a mim e a ela. A Carol será
minha esposa e a mãe dos meus filhos, tenho certeza disso”. — conclui em
silêncio
Carol se mexeu e o cheiro bom vindo do seu
cabelo deixou-me atordoado.
“Meu Deus, eu sou alucinado por essa garota!
”
Ela se mexeu mais uma vez e abriu os olhos
devagar.
— Hum, bom dia!
Seu sorriso fez com que meu coração batesse
ainda mais rápido.
— Bom dia, linda! — falei selando os
lábios dela.
— Desde quando está acordado? Que horas
são?
Olhei em meu relógio e eram oito horas da
manhã.
— São oito horas, ainda está cedo. — disse
abraçando-a em seguida. — Vamos ficar aqui mais um pouco. Aliás, acho que não
quero sair daqui nunca mais.
Ela sorriu.
— Seu maluco! Daqui a pouco sua mãe chega.
Aí sim. E por falar nisso, preciso ligar para minha mãe, pra saber que horas é
o voo dela.
— Eu sei, mas vamos ficar mais uns
minutinhos aqui. Está tão bom ficar juntinho de você. Foi a melhor noite da
minha vida, sabia?
— Para mim também foi.
Carol sentou-se em seguida e se enrolou no
lençol.
— Mas preciso escovar meus dentes. Essa história
de beijos ardentes ao acordar é coisa de filme.
Sorri em resposta. Era ela gostosa, linda
e maluca. Carol foi para meu banheiro e decidi ligar para minha mãe. Queria ter
certeza que não seríamos pegos em flagrante.
Enquanto falava com a minha mãe, Carol
saiu do meu banheiro usando apenas uma camiseta minha. Estava sexy para
caralho.
Carol me olhou parecendo se divertir com a
situação. Eu a encarei com vontade de jogá-la na minha cama novamente.
— Sua mãe perguntou de mim? — Carol
perguntou, ficando de joelhos sobre minha cama.
— Perguntou! Ela queria saber se você
dormiu bem? Se está segura? Se eu cuidei de você. — falei indo de encontro a
ela — Você dormiu bem Carolina? Eu, cuidei de você direitinho?
Ela me olhou com malícia
— Hum, dormi muito bem por sinal! E sim,
você está de parabéns, cuidou muito bem de mim.
Então vem aqui que eu quero cuidar mais de
você. — falei puxando-a contra mim. Eu a abracei e fui escovar meus dentes, já
que ela tinha feito o mesmo.
Ela me olhou sorrindo e caiu na cama novamente.
Escovei meus dentes e quando voltei, ela estava deitada preguiçosamente,
analisando cada movimento meu. Parecia estar tímida, então me acheguei perto dela
e a abracei.
— Você está bem? Fiquei preocupado com
você ontem à noite?
— Claro que eu estou bem! Tudo estava
perfeito. Você foi perfeito, você é perfeito para mim.
Ela me beijou e retribui seus beijos da
melhor maneira possível. Instantes depois eu a puxei sobre meu corpo e fizemos
amor novamente e mais uma vez foi incrível. Algum tempo depois caímos exaustos
na cama e ambos estávamos famintos.
— Vou preparar um café da manhã para você.
— Hum, estou precisando mesmo. Você sugou
minhas forças. — ela disse em meio de um sorriso. — Mas antes eu preciso de um
banho. Tem certeza que sua mãe chega mais tarde?
— Hum, banho? Excelente ideia. Tenho sim.
Ela avisou que volta depois do almoço. Temos bastante tempo ainda. — disse em
tom de provocação.
Eu a abracei novamente.
— Acho que vou acompanhar você nesse
banho, posso?
— Com certeza!
Segundos depois estávamos no chuveiro
rindo de alguma coisa, quando meu celular começou a tocar.
— Mas que droga. Deixa tocar.
— Bruno, você precisa ver quem é? E se for
sua mãe? E se ela estiver voltando?
— Não, acho que não! Ela me ligaria em
casa.
— Meu Deus, por falar nisso nem avisei a
Pati que ficaria aqui. Ela deve ter dormido sozinha no meu apartamento. Que
péssima amiga eu sou! — ela disse escondendo o rosto.
— Claro que não! Com certeza o Felipe
ficou com ela.
Meu celular começou a tocar outra vez. E
de novo, até cair a ligação.
— Tá, desisto, eu vou atender! — falei
saindo do chuveiro e enrolando uma toalha em minha cintura.
O número era desconhecido.
— Alô.
— Bom dia, com quem eu falo? — perguntou
uma voz feminina.
— Bruno.
— Sr. Bruno aqui é do Hospital Carlos
Scherer e estou ligando, pois encontramos o seu número no celular de uma
paciente que deu a entrada aqui ontem à noite.
— Qual hospital? — perguntei desconfiado,
pensando em ser a respeito da internação da minha avó.
— Hospital Carlos Scherer. Ontem à noite
uma paciente chamada Melissa Diel, deu entrada aqui.
— O quê? Como assim? — perguntei
desnorteado.
— Isso mesmo, Melissa Diel. Ela sofreu um
acidente de carro ontem à noite na Rodovia da Conceição e foi trazida para cá.
Estamos tentando entrar em contato com os outros familiares, mas não
conseguimos falar com mais ninguém. Hoje pela manhã ela me pediu para que eu
telefonasse nesse número.
— O que aconteceu com ela? Como ela está?
— Ela está bem, agora está consciente,
fora de perigo. Teve alguns ferimentos e várias escoriações. Vou lhe passar
nosso endereço e o quarto que ela está para que o senhor possa vir encontrá-la.
— Sim, claro, pode falar.
Como não encontrei nenhum papel, peguei
uma caneta e escrevi na palma da minha mão. Estava totalmente sem reação. Assim
que desliguei o telefone, sentei-me na beirada da cama, tentando digerir o que
a moça havia dito ao telefone.
“Ela tentou falar comigo várias e várias
vezes e decidiu vir para cá e chegando aqui acontece isso! Mas que porra!”
A porta do meu banheiro se abriu. Carol
saiu de lá enrolada em uma toalha, com os cabelos penteados, mas ainda
totalmente molhados. Seu cheiro era magnífico.
— Ei, o que aconteceu?
— Você não vai acreditar!
— O que foi? Foi a sua avó? Aconteceu
alguma coisa com ela?
Eu soltei um riso sem graça.
— Não Carol, não foi nada com minha avó.
Foi a Melissa.
Carol me olhou surpresa, franzindo o
cenho.
— O que tem ela?
— Ela estava vindo para cá, para me ver e sofreu
um acidente de carro. Foi ontem à noite e ainda não conseguiram falar com
ninguém.
— Sério? Mas... — Carol fez uma longa
pausa, com olhar aflito — Como ela está?
— Eu não sei. A moça disse que ela está
fora de perigo, está consciente, mas teve alguns ferimentos.
Fiquei olhando para o nada sem saber o que
fazer. Sentindo-me totalmente perdido e culpado.
— Você vai fazer o quê?
Olhei pra ela, com medo das minhas
próprias palavras, afinal, não era assim que eu tinha planejado continuar meu
dia, que até então estava perfeito.
— Eu não sei! Mas eu preciso...
As palavras sumiram da minha boca.
— Claro! — disse ela, levantando-se em
seguida e pegando suas roupas que estavam no chão.

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