terça-feira, 5 de setembro de 2017

Sob olhar das Estrelas, parte 11, por Érika Prevideli

Sob o olhar das Estrelas

Parte 11

Centenas de pessoas ficaram ao nosso redor. O Guilherme estava caído no chão e me olhou com ódio.
— Seu imbecil! Você acredita mesmo que ela vai ficar na sua por muito tempo? Você é um bosta!
Senti uma mão em meu ombro. Olhei e era um dos seguranças. Carol estava desnorteada e vi Guilherme se levantando e segurando o braço dela.
— Você vai ter que sair meu jovem. — disse o segurança instalando-se ao meu lado.
Balancei a cabeça concordando mas vi que a Carol estava sendo segurada pelo babaca do ex-namorado.
— Carol, nunca imaginei isso de você! Poderia ver você com qualquer cara, menos esse aí.
— Guilherme eu nunca menti para você. Acabou acontecendo. É uma pena você não acreditar em mim.
— Não, eu realmente não consigo acreditar em você. Não depois de ver vocês dois juntos.
Carol suspirou exasperada.
— O que eu faço e com quem eu fico desde o momento que nós terminamos simplesmente não é mais da sua conta.
As pessoas ao redor começaram a gritar e assoviar. E isso o deixou ainda mais irritado a encarando com ódio.
— Cara, você precisa sair. — insistiu o segurança.
— Vamos Carol! — disse levando-a comigo.
 Não conseguimos ao menos voltar para a nossa mesa. Pois o segurança nos escoltaram até a saída. Felipe e a Patrícia vieram imediatamente atrás de nós.
— Você está bem, Bruno? — indagou Felipe.
— Nós vamos para casa.
— Nós também vamos. — Felipe continuou.
— Carol, nós vamos com vocês! — completou Patrícia.
— Não Pati, não se preocupe! Vocês podem ficar e curtir a noite. E eu espero você mais tarde.
— Tá, claro. Deixa a chave no lugar de sempre.
— A gente se fala depois.
Elas se abraçaram e em seguida saímos. Já do lado de fora da boate, Carol se encolheu toda tentado proteger-se do frio que estava quase insuportável.
— Vem aqui! — falei abraçando-a em seguida.
Carol se envolveu em mim e senti suas mãos trêmulas. Não sabia se era de nervoso ou por causa do frio.
— Você está bem?
— Estou sim. — ela respondeu com ar de preocupada.
— Desculpa por isso! Queria que a nossa noite fosse perfeita.
— Quem disse que não está perfeita? — ela falou me abraçando.
Eu a beijei e em seguida o manobrista trouxe meu carro e fomos para o edifício. Quando entramos no elevador do nosso prédio, não consegui me segurar e a beijei de forma esfomeada, pressionando-a contra o espelho do elevador. Nosso andar chegou num segundo e então a porta se abriu e meus lábios simplesmente não queriam desgrudar dos lábios dela.
Carol abriu a porta do seu apartamento, pois a Marília só voltaria de São Paulo na tarde do dia seguinte. Nós caímos no sofá da sala ainda nos beijando. Seus beijos doces foram ficando cada vez mais quentes. Minha pele, meus músculos e cada centímetro do meu corpo reagia a cada toque dela.
— Eu sou maluco por você.
Ela sorriu e imediatamente retribuiu.
— Eu também sou maluca por você!
Ouvir aquelas palavras da boca dela foi melhor do que um orgasmo. Não! Quase melhor.
Nesse momento, levantei-me e a peguei em meu colo e a levei para o quarto dela. Fechei a porta e a coloquei cuidadosamente sobre a cama.
Carol ficou deitada apenas me observando e minha vontade era de tomá-la em meus braços naquele segundo. Mas precisava me controlar. Inclinei-me sobre ela e beijei seus lábios com delicadeza. Em seguida desci para o pescoço, depois para os ombros e então fui para parte da barriga que ficava à amostra.
Carol não me impediu em nenhum momento. Eu relutei, mas acabei não conseguindo me segurar e quando vi, já estava tirando sua blusa preta. Foi então que eu vi seus seios perfeitamente torneados sustentados por um sutiã branco de renda.
Aproximei meus lábios próximo à sua pele.
“Cacete, que peitos perfeitos”! Pensei.
 Carol ficou toda arrepiada apenas com o calor saindo dos meus lábios. Eu não sabia se eu os beijava ou os admirava, mas não resisti a tentação e em segundos estava com meus lábios e minha língua na pele dele.  Olhei mais uma vez em seus olhos e vi que ela também parecia estar gostando. Se bem que era impossível alguém estar mais realizado naquela situação do que eu. Sentia-me a pessoa mais feliz e mais ansiosa do mundo naquele momento.
Nossos beijos estavam cada vez mais intensos, tanto que minha ereção estava pressionando o corpo dela.
— Bruno, não! Precisamos parar. — ela disse sem ser convincente.
Eu já estava sem meu casaco e sem minha camiseta. Sua pele estava colada na minha e aquela sensação era maravilhosa.
— Você quer parar? — perguntei rezando para receber um não como resposta.
— É melhor. — ela respondeu ofegante e ainda sem ser persuasiva.
Aquela sensação podia ser comparada a uma droga, eu não queria parar ali, queria mais e mais. Mas eu precisava respeitá-la.
Nos beijamos por mais alguns momentos e para diminuir minha vontade e minha ereção, tentei pensar em coisas muito ruins como filmes de terror com cenas horríveis, filmes de guerras com sangue jorrando para todos os lados, pedaços humanos jogados por toda parte; enfim, tentei me desconcentrar o máximo que podia. Até que relutantemente minha ereção diminuiu.
A encarei por um momento e percebi que precisava sair de lá, caso contrário, todo meu esforço de tentar me controlar teria sido em vão.
— Hum, preciso de água. — disse levantando-me em seguida.
— Você está bravo comigo? — ela perguntou-me apreensiva.
Achei aquilo ainda mais apaixonante. Como eu poderia ficar bravo com ela, se o que eu mais queria era tê-la para mim para sempre.
— Não! Claro que não! — exclamei. — Eu que ultrapassei os limites. É que você é tão... — fiz uma pausa, para não dizer o quanto ela era gostosa— Bom, sou eu quem preciso te pedir desculpas, eu não consegui me controlar.
— Você não tem que pedir desculpas. Eu também quis. — ela disse me dando um sorriso consolador.
Coloquei minha camiseta e a ajudei com a blusa, embora minha vontade era de tirar o resto. Fomos até a cozinha e eu virei um copo de água, para amenizar meu calor interno.
— Bruno, já está tarde. Acho que é melhor você ir, antes que...
Carol me olhou e mordeu os lábios. Eu sabia que no fundo ela não queria que eu fosse embora. Entretanto, era o mais certo a fazer, antes que nos empolgássemos novamente. Estávamos como produtos inflamáveis perto de uma chama de fogo. Era melhor nos afastarmos antes que o fogo se espalhasse.
— Tá legal, tem razão, eu vou embora. — falei selando os lábios dela.
Peguei meu casaco, minhas chaves, minha carteira e fui em direção a porta. Carol me acompanhou e me beijou antes que eu saísse. Novamente senti meus músculos reagirem aos beijos dela. Meu pau estava lutando pra se comportar, mas era foda ter que resistir àquela garota.
— Preciso ir antes que eu não consiga me controlar, você está me deixando louco assim!
Ela sorriu com malícia.
 “Deus como ela é demais”.
— Então vai!
A pressionei contra o batente da porta e a beijei por mais algum tempo e saí em seguida.
Quando abri a porta do meu apartamento, olhei frustrado para ela, que me sorriu acanhada. Eu sabia que ela queria tanto quanto eu; mas ela era a Carol, se fosse qualquer outra eu voltava lá e simplesmente a jogava no sofá. Porém, ela merecia muito mais do que isso.
— Oh meu Deus! — exclamei para mim mesmo, tentando liberar minha frustração.
Joguei-me no sofá sem forças para fazer mais nada, embora a frustração fosse grande, eu estava mais do que feliz em ter ficado com ela a noite toda. Liguei a TV, mas nada me prendia a atenção. Foi o tempo de eu ir até meu quarto que a campainha tocou. Estranhei pelo horário, pois já passava das duas horas da manhã. Assim que abri a porta, eu a vi parada, com os olhos brilhantes e um sorriso lindo nos lábios.
— Oi, eu... — ela fez uma pausa — Quer saber? Eu não quero que você se controle.
Olhei para ela sem entender e uma luz piscou no fundo do meu cérebro.
— Seu idiota! O que está esperando? — disse uma voz vindo de dentro de mim.
Instantaneamente a puxei para dentro do meu apartamento e comecei a beijá-la com , dessa vez sem intenção de parar. Carreguei-a no colo até meu quarto e tranquei a porta em seguida. Coloquei-a sobre minha cama e nos beijamos com voracidade. Ela era demais para ser verdade. Quando vi, já estava sem minha camiseta outra vez e ela sem a blusa. Beijei todo o seu corpo e fui descendo, descendo e então ergui sua saia.
Dessa vez, voltei para cima e a encarei.
— Você tem certeza?
Ela suspirou com dificuldade.
— Promete que vai ser cuidadoso?
“Espera! Como assim cuidadoso? ” — pensei. “Será que ela é ... Mas como se ela namorou por quase dois anos aquele imbecil”?
Olhei para ela intrigado, mas precisava perguntar.
— O que você quer dizer? Quer dizer, você nunca...
Ela me encarou corada.
— Não, nunca.
— Mas... Eu achei que você e seu namorado, bom, sei lá... Achei que vocês já tivessem...
Carol imediatamente me interrompeu, colocando seu dedo sobre meus lábios.
— Shiu! Vou te contar uma coisa:
Olhei para ela ainda mais curioso.
— Você foi o primeiro garoto que eu beijei, e minha primeira vez não poderia ser diferente, tem que ser com você.
Ouvir aquilo da garota que eu amava foi no mínimo um milhão de vezes melhor do que ganhar na mega-sena. Sentia-me sem dúvida nenhuma o cara com a sorte maior do universo. Meu coração batia tão rápido que quase entrou em colapso.
— Carol eu juro que eu não sabia. Aliás, eu evitava de pensar sobre esse assunto, senão ficaria louco. Vivia me torturando, imaginando vocês dois juntos.
Ela sorriu com divindade.
— Não precisamos fazer isso hoje. Vamos esperar, quero que você esteja pronta e pode ter certeza que eu espero o tempo que precisar.
— Eu estou pronta, Bruno. — ela falou sem hesitar.
A encarei sem saber o que fazer. E sim, eu sabia o que fazer! Foi então que todo meu autocontrole foi para o espaço e comecei a beijá-la bem devagar, saboreando seus lábios. Minhas mãos percorriam a pele quente da Carol, que respondia a cada toque meu. Sua saia preta foi a primeira coisa que sumiu dali, em seguida minha calça jeans.
Seus joelhos estremeciam a cada movimento da minha mão que iam deslizando sobre sua pele. Beijei diferentes pontos do seu pescoço, ombro e seios. Carol mordeu o lábio inferior me agarrando com mais força do que antes.
Tirei seu sutiã branco de renda com todo o cuidado e ao ver os seus seios totalmente despidos, soube no mesmo instante que me controlar seria a tarefa mais difícil da minha vida. Olhei em seus olhos, tentando ver algum vestígio de arrependimento, pois se fosse o caso, pararia no mesmo segundo. Entretanto, os olhos dela me imploravam para que eu continuasse.
Tirei sua calcinha branca de renda e inclinei-me sobre o corpo dela.
— Você tem certeza que quer isso? — perguntei com sofreguidão.
— É tudo o eu mais quero.
Ao ouvir aquelas palavras algo dentro de mim explodiu. Eu não consegui mais me fingir de forte. Tirei minha cueca e a joguei para longe. Cuidadosamente abaixei meus quadris entre suas coxas, colocando-me dentro dela.
Desde o momento que ela me deu aquele primeiro beijo, há alguns anos, estar dentro dela, era a única coisa que eu mais queria no mundo e eu estava realizando.
Inclinei meu rosto e a beijei ternamente.
— Eu te amo Carolina! Te amo muito!
Vi um vislumbre de um sorriso.
— Eu amo você mais do que tudo Bruno!
Movi meu corpo para frente e depois recuei. Carol fechou os olhos com toda força, como se sentisse dor. Fiquei preocupado, tanto que tive vontade de parar, pois não queria de forma alguma machucá-la.
— Tá tudo bem?
Ela me olhou e soltou um sorriso.
— Claro que sim. — respondeu quase em sussurro.
Fiz pressão nela novamente e ela cerrou os olhos com mais força. Seus dedos pressionavam minhas costas, puxando-me para junto dela.
Carol me encarou e novamente fiz pressão, e então senti que seu corpo ficou mais relaxado. Isso me permitiu que meu corpo se movimentasse com mais facilidade dentro dela. Quanto mais ritmado eu ficava, menos controle tinha sobre mim. Eu a beijei novamente e novamente, enquanto me movia sem parar.
Um gemido escapou de seus lábios, fazendo com que eu estremecesse por completo. Ela não sabia o quanto eu havia esperado por aquele momento e não fazia ideia do quanto eu estava feliz por estar com ela, dentro dela.
Carol me puxava cada vez mais para dentro dela e isso me dava cada vez mais prazer. Parei meus movimentos por um minuto e encostei minha testa na dela. Nossos corpos estavam suados mesmo com o frio que fazia.
— Sonhei com isso desde que você me beijou pela primeira vez.
Ela me encarou de forma apaixonada.
— Eu te amo, linda.
Carol me beijou carinhosamente e eu continuei de onde havia parado. Quando achei que poderia prolongar aquela sensação pelo resto da minha vida, a respiração dela ficou descompassada.
— Bruno!
Uma sensação inexplicável percorreu todo meu corpo. Ao ver o prazer transbordando nos olhos dela e ao ouvir meu nome sendo pronunciado por ela, daquela forma ofegante, não consegui me controlar e meus movimentos tornaram-se ainda mais intensos. Até que senti nossos corpos estremeceram juntos.
A abracei e beijei-a novamente. O cheiro da sua pele estava misturado ao meu e aquilo era absurdamente mágico.
— Eu te amo, Bruno! — ela falou exausta e satisfeita.
— Eu amo você, minha linda! — disse beijando o topo de sua cabeça. — Você está bem? Está com dor?
— Estou bem. Não se preocupe!
Não conseguia mais desgrudar dela. Queria beijá-la a noite toda, a vida toda; mas fui até a cozinha e peguei um copo com água e um analgésico e levei para ela.
— O que é isso?
— Só para o caso de você sentir dor, se você o tomar agora, tenho certeza que dormirá bem.
Ela sorriu e pegou o comprimido e o engoliu em seguida.
— Agora vem aqui. — eu disse a puxando para perto de mim e jogando o edredom por cima de nós.
Nós conversamos por um momento e eu já estava ficando chato de tanto perguntar se ela estava bem. Depois de algum tempo, não sei quanto tempo precisamente, mas adormecemos, abraçados. Tinha medo de acordar e ter sido apenas um sonho, tanto que relutei pra não dormir. Acordei com o sol adentrando em meu quarto. Os cabelos da Carol cobriam meu rosto. Eu poderia acordar daquela maneira pelo resto da minha vida, pois jamais me cansaria.
Ela dormia pacificamente e eu a admirei e a observei por alguns minutos. Sua pele totalmente nua encostada na minha. Sorri ao vê-la tão relaxada junto a mim. Sem dúvida nenhuma a noite anterior tinha sido a melhor noite da minha vida.
 “ Merda, como vai ser quando eu for embora? Não posso deixar essa garota aqui sozinha. Não quero ficar longe dela. Ainda mais agora que ela é minha, ainda mais sabendo o quanto ela é sensacional. Mas preciso pensar em alguma coisa. Vou fazer que nosso relacionamento dê certo. Muitos casais conseguem conciliar um namoro a distância. Com a gente pode ser assim também. Claro, vou voltar mais vezes para Porto Alegre e quando eu não puder vir, ela vai me visitar. Também tem a Marília, preciso falar com ela antes. Explicar sobre minha história com a filha dela e minhas boas intenções em relação a Carol. Sim, minhas intenções são as melhores possíveis. Eu quero me casar com ela daqui alguns anos, é só o tempo de acabar minha faculdade e conseguir manter a mim e a ela. A Carol será minha esposa e a mãe dos meus filhos, tenho certeza disso”. — conclui em silêncio
Carol se mexeu e o cheiro bom vindo do seu cabelo deixou-me atordoado.
“Meu Deus, eu sou alucinado por essa garota! ”
Ela se mexeu mais uma vez e abriu os olhos devagar.
— Hum, bom dia!
Seu sorriso fez com que meu coração batesse ainda mais rápido.
— Bom dia, linda! — falei selando os lábios dela.
— Desde quando está acordado? Que horas são?
Olhei em meu relógio e eram oito horas da manhã.
— São oito horas, ainda está cedo. — disse abraçando-a em seguida. — Vamos ficar aqui mais um pouco. Aliás, acho que não quero sair daqui nunca mais.
Ela sorriu.
— Seu maluco! Daqui a pouco sua mãe chega. Aí sim. E por falar nisso, preciso ligar para minha mãe, pra saber que horas é o voo dela.
— Eu sei, mas vamos ficar mais uns minutinhos aqui. Está tão bom ficar juntinho de você. Foi a melhor noite da minha vida, sabia?
— Para mim também foi.
Carol sentou-se em seguida e se enrolou no lençol.
— Mas preciso escovar meus dentes. Essa história de beijos ardentes ao acordar é coisa de filme.
Sorri em resposta. Era ela gostosa, linda e maluca. Carol foi para meu banheiro e decidi ligar para minha mãe. Queria ter certeza que não seríamos pegos em flagrante.
Enquanto falava com a minha mãe, Carol saiu do meu banheiro usando apenas uma camiseta minha. Estava sexy para caralho.
Carol me olhou parecendo se divertir com a situação. Eu a encarei com vontade de jogá-la na minha cama novamente.
— Sua mãe perguntou de mim? — Carol perguntou, ficando de joelhos sobre minha cama.
— Perguntou! Ela queria saber se você dormiu bem? Se está segura? Se eu cuidei de você. — falei indo de encontro a ela — Você dormiu bem Carolina? Eu, cuidei de você direitinho?
Ela me olhou com malícia
— Hum, dormi muito bem por sinal! E sim, você está de parabéns, cuidou muito bem de mim.
Então vem aqui que eu quero cuidar mais de você. — falei puxando-a contra mim. Eu a abracei e fui escovar meus dentes, já que ela tinha feito o mesmo.
Ela me olhou sorrindo e caiu na cama novamente. Escovei meus dentes e quando voltei, ela estava deitada preguiçosamente, analisando cada movimento meu. Parecia estar tímida, então me acheguei perto dela e a abracei.
— Você está bem? Fiquei preocupado com você ontem à noite?
— Claro que eu estou bem! Tudo estava perfeito. Você foi perfeito, você é perfeito para mim.
Ela me beijou e retribui seus beijos da melhor maneira possível. Instantes depois eu a puxei sobre meu corpo e fizemos amor novamente e mais uma vez foi incrível. Algum tempo depois caímos exaustos na cama e ambos estávamos famintos.
— Vou preparar um café da manhã para você.
— Hum, estou precisando mesmo. Você sugou minhas forças. — ela disse em meio de um sorriso. — Mas antes eu preciso de um banho. Tem certeza que sua mãe chega mais tarde?
— Hum, banho? Excelente ideia. Tenho sim. Ela avisou que volta depois do almoço. Temos bastante tempo ainda. — disse em tom de provocação.
Eu a abracei novamente.
— Acho que vou acompanhar você nesse banho, posso?
— Com certeza!
Segundos depois estávamos no chuveiro rindo de alguma coisa, quando meu celular começou a tocar.
— Mas que droga. Deixa tocar.
— Bruno, você precisa ver quem é? E se for sua mãe? E se ela estiver voltando?
— Não, acho que não! Ela me ligaria em casa.
— Meu Deus, por falar nisso nem avisei a Pati que ficaria aqui. Ela deve ter dormido sozinha no meu apartamento. Que péssima amiga eu sou! — ela disse escondendo o rosto.
— Claro que não! Com certeza o Felipe ficou com ela.
Meu celular começou a tocar outra vez. E de novo, até cair a ligação.
— Tá, desisto, eu vou atender! — falei saindo do chuveiro e enrolando uma toalha em minha cintura.
O número era desconhecido.
— Alô.
— Bom dia, com quem eu falo? — perguntou uma voz feminina.
— Bruno.
— Sr. Bruno aqui é do Hospital Carlos Scherer e estou ligando, pois encontramos o seu número no celular de uma paciente que deu a entrada aqui ontem à noite.
— Qual hospital? — perguntei desconfiado, pensando em ser a respeito da internação da minha avó.
— Hospital Carlos Scherer. Ontem à noite uma paciente chamada Melissa Diel, deu entrada aqui.
— O quê? Como assim? — perguntei desnorteado.
— Isso mesmo, Melissa Diel. Ela sofreu um acidente de carro ontem à noite na Rodovia da Conceição e foi trazida para cá. Estamos tentando entrar em contato com os outros familiares, mas não conseguimos falar com mais ninguém. Hoje pela manhã ela me pediu para que eu telefonasse nesse número.
— O que aconteceu com ela? Como ela está?
— Ela está bem, agora está consciente, fora de perigo. Teve alguns ferimentos e várias escoriações. Vou lhe passar nosso endereço e o quarto que ela está para que o senhor possa vir encontrá-la.
— Sim, claro, pode falar.
Como não encontrei nenhum papel, peguei uma caneta e escrevi na palma da minha mão. Estava totalmente sem reação. Assim que desliguei o telefone, sentei-me na beirada da cama, tentando digerir o que a moça havia dito ao telefone.
“Ela tentou falar comigo várias e várias vezes e decidiu vir para cá e chegando aqui acontece isso! Mas que porra!”
A porta do meu banheiro se abriu. Carol saiu de lá enrolada em uma toalha, com os cabelos penteados, mas ainda totalmente molhados. Seu cheiro era magnífico.
— Ei, o que aconteceu?
— Você não vai acreditar!
— O que foi? Foi a sua avó? Aconteceu alguma coisa com ela?
Eu soltei um riso sem graça.
— Não Carol, não foi nada com minha avó. Foi a Melissa.
Carol me olhou surpresa, franzindo o cenho.
— O que tem ela?
— Ela estava vindo para cá, para me ver e sofreu um acidente de carro. Foi ontem à noite e ainda não conseguiram falar com ninguém.
— Sério? Mas... — Carol fez uma longa pausa, com olhar aflito — Como ela está?
— Eu não sei. A moça disse que ela está fora de perigo, está consciente, mas teve alguns ferimentos.
Fiquei olhando para o nada sem saber o que fazer. Sentindo-me totalmente perdido e culpado.
— Você vai fazer o quê?
Olhei pra ela, com medo das minhas próprias palavras, afinal, não era assim que eu tinha planejado continuar meu dia, que até então estava perfeito.
— Eu não sei! Mas eu preciso...
As palavras sumiram da minha boca.

— Claro! — disse ela, levantando-se em seguida e pegando suas roupas que estavam no chão.

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