Sob o olhar das Estrelas
Parte 09
— Hum, desculpa! Nós só viemos nos
despedir. — falou Patrícia sem graça por ter nos flagrado.
— Ei, cara, amanhã a gente se fala, eu vou
levar a Pati.
— Beleza, vamos combinar alguma coisa para
amanhã.
— Combinado, irmão. — falou Felipe
dando-me um abraço.
— Até amanhã, mascote. — disse Felipe
beijando o rosto de Carol e a abraçando em seguida.
— Tchau Felipe, até amanhã.
— Eu ligo pra você. — disse Patrícia,
dando a ela uma piscadela.
Carol deu um sorriso sem graça.
— Até amanhã, Pati.
Se eu tivesse armado, mataria aqueles dois
com certeza. Eles estavam quase treparam na minha sala e quando eu ia dar um
beijo na Carol eles simplesmente me jogam um balde de água fria.
— Vamos acabar de assistir ao filme?
— Hmmm, acho que vou me deitar. Estou
cansada.
— Carol, vem aqui! Disse tentando abraçá-la.
— Bruno, é melhor não. Sua pode aparecer,
e...
— Só um beijo, por favor? Eu tô ficando
maluco. — supliquei.
Ela me olhou sem saber o que fazer. Eu me
aproveitei da situação e me decidi por ela. Inclinei-me e a beijei em seguida.
Seu beijo era tão doce quanto eu me lembrava. Eram sem dúvida nenhuma os lábios
mais gostosos que eu já havia provado. E eu já havia provado centenas deles,
mas nenhum se comparava aos dela.
O cheiro dela me deixava louco. Eu a
beijei como desejava beijá-la há muito tempo e sabia que ela sentia o mesmo por
mim. Meu corpo todo reagiu, vibrando por estar com ela em meus braços. Minha
ereção estava prestes a romper o tecido jeans. Minhas mãos passearam em seu
corpo e logo mergulharam sob o tecido macio da sua blusa. Foi então que mais
uma vez ouvimos um barulho de porta se abrir. Por sorte, minha mãe precisava
atravessar um corredor antes de chegar na sala.
Carol se jogou no sofá e eu me joguei no
outro e quando minha mãe entrou, fingimos estar assistindo ao filme.
— Eles já foram?
— Saíram há alguns minutos. — falou Carol
totalmente sem jeito.
— Por que o filme está sem o som?
— Não, eu... hmmm... abaixei o volume
agora que você chegou, mãe.
Minha mãe me olhou como se eu fosse um
réu.
— Carol se precisar de alguma coisa não
hesite em me chamar. Sua cama está com roupas limpas, têm toalhas limpas no
banheiro, produtos de higiene, mas caso eu tenha me esquecido de algo, por
favor me avise.
— Ester, está tudo perfeito! Não se
preocupe. Não tenho nem como lhe agradecer.
— Imagina, minha querida! Não tem que me
agradecer, nunca se esqueça que para mim você é a filha que eu não tive.
“Só que me faltava essa! Minha mãe
querendo dizer que a Carol é quase minha irmã. ”
— Bom, vocês me dão licença, eu vou
deitar. Boa noite Ester, e muito obrigada por tudo. — disse Carol se levantando
e abraçando minha mãe.
Assim que ela entrou no quarto e fechou a
porta, levantei-me e fui para a cozinha.
-— Bruno! — disse minha mãe vindo em minha
cola.
— O que foi, mãe?
Peguei um copo de água e o bebi em
seguida.
— Não nasci ontem. Mas não se esqueça que
a Carol é uma garota bem diferente dessas outras. Quero que a respeite. E se
tiver intenção de ficar com ela, lembre-se que precisa terminar seu namoro
primeiro.
— Eu sei disso, mãe. Não se preocupe!
Ela me olhou intrigada e em seguida pegou
um frasco que estava sobre a pia e tirou um comprimido, provavelmente algum
remédio que a fazia dormir melhor, e o engoliu em seguida.
— Espero que saiba mesmo, meu filho! Odiaria
ficar numa situação ruim com ela e com a Marília.
Ela inclinou-se e beijou-me meu rosto e
saiu em seguida.
— Boa noite, querido.
— Boa noite, mãe.
Fui para meu quarto confuso com meus
próprios pensamentos. Minha mãe mais uma vez estava certa. Precisava falar com
a Melissa o quanto antes.
Fiquei algum tempo tentando dormir. Minha
vontade era de ir ao quarto do lado e falar com a Carol. Mas eu não quis atrapalhá-la.
Ela já tinha saído desconcertada demais da sala.
Eu ri sozinho me lembrando da cara que
ficamos quando minha mãe quase nos flagrou. E o beijo dela? O gosto dos lábios
dela era simplesmente mágico, me fazia querer beijá-la a noite toda.
Na manhã seguinte, levantei assim que
minha mãe saiu para o trabalho. Fui até o quarto de hóspedes e a porta ainda
estava fechada. Bati uma vez e nada, bati novamente e nada. Na terceira vez
Carol abriu a porta. Estava com os cabelos bagunçados e cara de sono, e ainda
assim estava linda.
— Bom dia! — falei dando-lhe um sorriso
sem graça.
— Bom dia, Bruno. — ela disse voltando
para a cama e se enrolando no edredom feito um caracol.
Fui atrás e sentei-me ao lado dela,
enquanto ela se ajeitava.
— Dormiu bem?
— Estava dormindo bem até você quase
derrubar a porta.
— Demorei para dormir.
— Então por que acordou tão cedo?
— Precisava ver você.
— Bruno, você viu o que aconteceu ontem,
não viu? Quase nos flagraram duas vezes, em questão de minutos.
— Não estávamos fazendo nada demais.
Nesse momento ela me encarou.
—
Tá, mas quando sua mãe foi até a sala, eu quase tive um colapso. Isso não é
certo! Ela me recebeu na casa dela de braços abertos, e é como se eu a traísse.
—
Seduzindo o filhinho dela?
—
Engraçadinho. — disse ela, me batendo com o travesseiro.
— Minha mãe adora você, sabe disso, não
sabe?
— Ela me adora, mas ela sabe que você tem
uma namorada e isso não pega bem pra mim.
Eu olhei para ela e acabei soltando um
sorriso.
— Qual é, Carol? Ela já viu a gente se beijando.
E ela sabe mais ou menos o que se passa com a gente.
— E o que se passa com a gente?
Puxei o edredom e me deitei ao lado dela
nos cobrindo em seguida.
— Bom, é uma pergunta complexa; mas se
analisarmos não é tão difícil assim para respondê-la.
— Ah, não é? Então me diga.
— Acontece que nós não conseguimos ficar
longe um do outro. Isso é mais do que óbvio. E quando estamos perto, queremos
ficar ainda mais perto, tipo meus lábios nos seus lábios.
Ela soltou uma risada alta.
— Cala a boca, que piegas!
— Por quê? Estou mentindo?
Carol virou-se e ficou encarando o teto.
— Você não gostou que eu te beijei ontem?
— Claro que eu gostei. — ela falou
respirando fundo. — Mas não é certo; você tem uma... enfim, eu sei lá, nós
somos amigos, tenho medo que as coisas mudem entre nós.
Fiquei em silêncio. Não sabia ao certo o
que pensar. Eu achei que ela estava tão afim quanto eu. Entretanto, no fundo eu
sabia que o receio dela fosse pelo fato de eu estar namorando.
— Eu não nasci para ser a outra, saiba
disso! — Carol falou dando um sorriso e virando de costas para mim.
— Não quero que você seja a outra. Só
depende de você.
— Duvido que você larga da sua namorada! Você
está apaixonado por ela. Está com cara de apaixonado.
Carol virou-se para mim e deu um sorrisinho.
Balancei a cabeça em negação.
—
Você sabe muito bem que não é por ela.
— Hmmm, tô caindo de sono. Vamos dormir
mais um pouquinho!
Carol se enrolou ainda mais no edredom
fazendo uma barreira entre nós dois.
Amava o jeito zangado dela pela manhã.
Fiquei deitado ao lado dela inalando o cheiro que vinha dos seus cabelos. Como
estava muito frio, puxei o edredom e me cobri, ficando colado ao seu corpo.
Acordei com a Maria batendo na porta do quarto.
Carol se espreguiçou e sentou assustada ao ver que já era tarde.
— Meu Deus que horas são?
— Umas dez horas. — respondi, ainda sem me
mexer.
Olhei no relógio apenas para confirmar e
vi que já passava das onze horas da manhã.
— Bruno, levanta! Imagina o que a Maria
não vai pensar em ver a gente aqui?
— A Maria está acostumada com a gente
desde que éramos crianças. Ela não vai pensar nada, relaxa.
Continuei imóvel, mas Carol usou suas
habilidades para sair do emaranhado de cobertas e passando por cima de mim. Ela
usava um pijama de malha bem justinho, o que deixava a bunda dela ainda mais gostosa.
— Larga de ser preguiçoso e levanta daí! —
ela disse puxando e edredom que estava sobre mim.
— Eu preguiçoso? Vim acordar você sete
horas, e você nem quis conversa.
Ela sorriu para mim e em seguida abriu a
porta do quarto. Ouvi ela conversar com a Maria, e pelo jeito a Marília havia
ligado duas vezes. Levantei e fui atrás dela, mas ela já estava no banheiro.
— Bruno, sua namorada te ligou.
— Sério? Droga, eu vou ligar para ela.
Saí resmungando e fui para meu quarto. Meu
celular estava sobre a cômoda, e tinha no mínimo umas vinte chamadas não
atendidas da Melissa.
“ Mas que merda!”
Deixei o celular sobre a cômoda e em
seguida fui ao banheiro tomar um banho.
Momentos depois, saí do banheiro e encarei
meu celular mais uma vez, mas ainda não estava com coragem de ligar para a Mel.
Coloquei uma calça cargo, uma camiseta e um moletom aberto. A manhã estava a
bem gelada em Porto Alegre, e como eu tinha alguns planos resolvi me agasalhar.
Fui até a sala, mas Carol não estava lá,
estava o quarto se arrumando.
— Maria, não precisa se preocupar com o
almoço, nós vamos sair para comer alguma coisa.
— Ainda bem que nem comecei. — disse ela
dando de ombros.
— Ah, e se minha mãe me ligar, diga a ela
para ligar no celular da Carol. Mas apenas se ela ligar, se outra pessoa ligar,
sei lá, inventa uma desculpa.
— Essa outra pessoa seria sua namorada?
— Bingo!
Ela sorriu e concordou sem questionar.
— Devia parar de fingir que não sente nada
pela Carol. Até um cego consegue ver o que se passa com vocês.
— Você não foi a única a me dizer,
acredite!
— Eu sei. Sua mãe vive dizendo isso. —
disse ela, dando de ombros e saindo.
Carol apareceu na sala me deixando ainda
mais aturdido. Ela conseguia ficar cada vez mais bonita. Mesmo uma calça jeans
a deixava gostosa para inferno.
— Eu vou para o meu apartamento, tenho
umas coisas para fazer por lá e depois acho que vou estudar um pouco.
— Nem pensar! Nós vamos sair. Hoje você é
minha convidada, esqueceu?
— Sair para onde?
— Não sei, no caminho a gente resolve.
Vamos?
Segurei a mãe dela, e ela me olhou
incrédula. Mas não recusou meu convite. Fomos para o estacionamento pegar meu Golf
preto, que ganhei quando fiz dezoito anos, logo no começo do ano. Ainda cheirava
a novo. Carol entrou no carro sem dizer nada. Mas assim que saímos do prédio
ela virou-se sorrindo para mim.
— Não sei se eu sou mais louca, ou se é
você!
— Podemos fugir se você quiser.
Ela balançou a cabeça negativamente e
sorriu em seguida. Seguimos viagem conversando, ríamos de quase tudo, principalmente
das histórias ligados a nós. Ela me conhecia como ninguém mais e eu sabia até o
que ela estava pensando. No fundo eu sabia que mesmo estando longe, eu vivia
dentro dela, assim como ela completava minha vida. Perguntei a ela sobre o
porquê ela e o Guilherme tinham largado, mas ela acabou desconversando, então
preferi não me aprofundar muito no assunto.
Duas horas depois estávamos em Gramado.
Carol parecia satisfeita e feliz por estar ali. Passeamos um pouco pela cidade e
decidimos parar para comer alguma coisa. Assim que saímos do carro eu peguei a
mão da dela, que não hesitou em segurá-la. Era a primeira vez que saíamos como
um casal, quase um casal.
Fomos a um restaurante tradicional em
Gramado que ficava ao ar livre. O tempo estava nublado e o vento chegava a
cortar nossa pele. Passei meus braços sobre os ombros de Carol, trazendo-a mais
próxima de mim.
— Você está gelada.
Ela riu e entrelaçou seus braços em minha
cintura enquanto andávamos. Assim que chegamos ao restaurante, fizemos nossos
pedidos. Carol desviava o olhar dos meus, toda vez que eu a encarava. Ela
olhava para todos os lugares, menos para mim. E eu a encarava cada vez mais.
Até que ela desistiu e finalmente nossos olhares se cruzaram.
Eu sorri para ela. Meu coração
transbordava de alegria. Sentia-me o cara mais sortudo do mundo, por estar com
a garota mais linda.
— Por que estamos aqui, afinal?
— Porque eu queria ficar com você,
conversar com você, sem que ninguém nos interrompesse. Acho que devemos isso um
ao outro, não acha?
Ela não disse nada, apenas me analisou.
— Precisávamos ter esse tempo a sós.
Passamos as férias inteiras juntos, mas sempre tinha alguém por perto, ou
alguém ligando. Por isso, decidi que esse dia seria só nosso.
— Tá, mas... Quer saber? Não sei se a
nossa situação é complicada ou se somos nós que vivemos complicando.
— Acho que somos nós que a complicamos.
— E por que acha isso?
— Porque por mim eu estaria com você desde
quando você começou a namorar com aquele babaca. Acontece que você nem olhava
para mim naquela época.
Carol balançou a cabeça soltando um riso
sem graça.
— Você sabe que isso não verdade. Além
disso, andava ocupado demais saindo com todas aquelas garotas. No fundo eu
sabia que nunca olharia pra mim da forma como eu gostaria.
— Não fala isso. Sou maluco por você, sabe
disso, não sabe?
Ela me encarou aturdida.
— Quando você me beijou pela primeira vez,
sei lá, meu mundo desabou sobre mim. Foi como um encantamento, fiquei louco por
você. E então em seguida você começou a namorar com aquele cara, e eu me vi sem
chão. Contudo, não podia me afastar de você, não conseguia ficar longe. Então
tentei esquecer você de todas as formas. Tentei encontrar alguma coisa de você
em cada garota com quem saí, mas isso foi besteira porque... Enfim, não
encontrei alguém que pudesse me fazer esquecer você.
— Tá, mas agora é você quem está namorando.
— Eu sei. Mas nunca achei que fosse
terminar com seu namorado. Quer dizer, você não fez isso quando estávamos
perto, por isso não imaginei que fosse fazer logo quando fui embora.
— Bom, mas agora a situação está
invertida. Você tem um alguém. E gosta dela, dá pra perceber isso.
Não sabia exatamente o eu dizer naquele
momento.
— Foi difícil ver você indo embora e foi
ainda mais difícil quando soube que estava com alguém. Você falava com muito carinho
dela pra mim. Sabia que estava apaixonado e feliz, foi por isso que achei
melhor não dizer nada sobre o fim do meu namoro. Não tinha esse direito e mesmo
agora, não acho certo estragar o seu momento, você achou uma garota legal, não
quero bagunçar tudo isso.
— Você já fez isso, Carol.
Ela olhou sem entender.
— Quando conheci a Melissa, achei que
finalmente tivesse superado nossa história. Ela é uma garota incrível e por um
momento me fez pensar que o que eu sentia por ela era o suficiente pra esquecer
você, acontece que toda vez que a gente se falava, tinha vontade de vir
correndo pra cá.
Ela deixou um sorriso escapar.
— E esses dias me fizeram ver que...
Balancei a cabeça em negação.
— O que eu sinto pela Mel não é e nunca vi
ser o suficiente pra me fazer esquecer você. Não tem como, Carol.
Nossos olhares estavam perdidos um no
outro.
— Tenho vontade de fazer o relógio parar,
porque eu sei que daqui alguns dias, minha rotina volta ao normal e não vou
mais vê-la todos os dias. Isso tá me matando por dentro.
Ela corou. Em seguida nossos pedidos
chegaram.
— Eu também não quero que o tempo passe.
Esses dias estão sendo perfeitos para mim e eu sei que logo você vai embora e
sua vida volta ao normal, seu namoro volta ao normal, com ela frequentando seu
apartamento todos os dias. Fico destruída toda vez que penso em vocês sozinhos.
Fiquei em silêncio tentando me colocar no
lugar dela e ela tinha motivos de sobra para pensar daquela maneira. Afinal,
diversas vezes que ela ligava em meu apartamento era a Melissa que atendia ao
telefone.
Estiquei meus braços alcançando a mão dela
e as segurando em seguida.
— Eu não quero mais isso também. Não quero
mais essa situação. Podemos fazer isso dar certo, mesmo eu morando longe.
Carol ficou em silêncio, e aquele silêncio
parecia uma eternidade.
— Você está disposto a terminar seu namoro
por minha causa?
— Claro que sim. Respondi sem hesitar. — Só
depende de você.
— Tá, mas você sabe que vai ser
complicado, quer dizer, têm nossas mães, a distância que nos separa, meus
vestibulares. Não parece ser tão simples.
— Estou disposto a enfrentar tudo isso. É
tudo o que eu mais quero.
Carol sorriu e seu sorriso foi o
suficiente para iluminar todo o meu dia.
— E você?
— É tudo o que eu mais quero. — ela
respondeu convicta.
Senti meu coração disparar de felicidade.
Não me contive e saí do meu lugar para me sentar ao lado dela e a beijei, não
me importando com o fato de estarmos em um restaurante. Foi um beijo
maravilhoso, um momento do qual eu jamais iria me esquecer, afinal, finalmente
iríamos fazer dar certo.
Almoçamos feito dois bobos sorridentes.
Era a primeira vez que ficávamos juntos em público, sem tentar esconder nada de
ninguém ou de nós mesmos. Saímos do restaurante e fomos dar uma volta pelo Lago
Negro. Enquanto andávamos, eu a abracei e a beijei.
Seus lábios doces também não queriam
desgrudar dos meus. Eu a ergui do chão e a girei em volta do meu corpo.
— Nem acredito eu estou aqui com você,
sabia?
— Promete que vamos fazer dar certo? Eu
tenho medo que de as coisas não funcionem e ...
— Claro que vai dar certo, eu prometo. — falei
sem deixá-la terminar a frase.

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