segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sob o olhar das Estrelas, parte 27, por Érika Prevideli

Sob o olhar das Estrelas
Parte 27

No domingo era o dia dos namorados, nossas mães ainda estavam em São Paulo, já que ficariam até assinarem os papéis do apartamento. Eu liguei para ela e a convidei para almoçarmos em algum lugar.
— Hum, eu vou adorar, quero mesmo levar minha mãe em algum lugar bem legal. Mas só tem um problema.
— Qual? — indaguei deduzindo o que poderia ser.
— O César quer passar o dia comigo. É dia dos namorados.
— Droga, é verdade, nem me lembrei. — menti.
—  Vou falar com ele, acho que ele não se importará em ir com a gente. Encontro vocês no hotel, pode ser?
— Claro! — respondi, fingindo não me importar.
Pouco mais de duas horas, ela chegou com a mãe no hotel, onde eu e minha mãe aguardávamos por elas.
— Oi. — falei encarando-a todo sorridente.
Respirei aliviado. Ele não estava.
Senti que um certo rubor apareceu em seu rosto.
— Oi. — ela disse sorrindo.
— E seu namorado não vem?
— Não. Ah... Ele precisa preparar umas aulas, nos veremos mais tarde.
Não consegui disfarçar meu contentamento. Seguimos para um restaurante indicado pelo Felipe. Era daqueles cheios de frescura, mas o lugar era realmente incrível. Conversamos como há muito tempo não fazíamos. Aproveitamos para passar a limpo os seis meses que ficamos separados. Minha mãe e a Marília quiseram ir para um shopping e eu e a Carol ficamos conversando em um parque próximo de lá. E era como se não tivéssemos nos afastado por nenhum dia sequer, a afinidade entre nós dois era simplesmente inexplicável. Ela não era apenas a garota da minha vida, era também minha amiga, minha confidente e minha melhor metade.
Fizemos planos em relação aos nossos apartamentos, sobre como seria nosso dia a dia, possíveis programas que poderíamos fazer juntos e claro, ela tratou de elaborar um lista sobre tudo o que tínhamos que comprar.
Carol foi para casa já estava anoitecendo e eu e minha mãe ficamos no hotel, onde Felipe apareceu com Tiago e Gustavo e ficamos conversando por horas e horas e no final da noite, levamos Gustavo para o aeroporto.
Na segunda-feira pela manhã o pai da Carol também chegou, ele queria acompanhar de perto o novo lugar onde a filha iria morar.
 Eu tinha que ir me apresentar na empresa, mas minha mãe cuidaria de toda a papelada do apartamento para mim. O emprego era excelente. Logicamente que trabalhar no Brasil tinha suas vantagens, por exemplo, as pessoas eram mais carismáticas. E eu que estava totalmente nervoso, saí de lá satisfeito mais do que com a minha escolha.
No final do dia, corri para o apartamento da Carol, onde minha mãe, a Marília e o Ricardo estavam reunidos para conversarmos sobre o contrato. Claro que trataram logo de nos passar vários e vários sermões, sobre responsabilidade, segurança entre outras coisas. Eu até tentava me controlar, mas puta-merda, ela estava linda com a roupa de trabalho, usando saia lápis e uma camisa de seda. Estava embasbacado olhando a mulher mais linda que eu já conhecera.
“Bruno se concentra! ” Pensava comigo mesmo. Minutos após eu me auto censurar, peguei-me olhando para ela novamente. Ela olhou para mim e sorriu. Aquilo encheu minha noite.
A conversa foi bem como eu imaginava. Nossos pais falaram dos termos do contrato dos apartamentos, e nos rezaram uma bíblia, sobre nos cuidarmos, pois São Paulo era uma cidade que não era nenhum pouco segura, sobre nos respeitarmos, sobre um cuidar do outro, enfim, tudo o que já sabíamos décor e salteado.
Ricardo quis que deixássemos com ele a questão da mobília do apartamento. Como ele tinha as lojas de móveis, fez questão de presentear não só a filha dele, mas a mim também. Tentei argumentar várias vezes, mas ele não quis saber de conversa. Ele nos fez acessar o site da loja e escolher o que quiséssemos. Tanto eu, quanto a Carol achávamos isso totalmente errado, porém, o pai dela foi resoluto. Minha mãe quis entrar na onde e disse que compraria todo o resto, porém, nem a deixei terminar de falar. Eu já estava me estabilizando e queria começar minha nova vida conquistando minhas coisas, sem depender de ninguém.
Quando Ricardo estava indo embora, despediu-se delas e quando foi se despedir de mim, falou quase que inaudível.
— Acho que você ainda será meu genro!
Olhei para ele e apenas lhe dei um sorriso amarelo. Era tudo o que eu mais queria.
Passei quase uma semana sem ver a Carol. Estava saindo tarde da empresa e ela andava cheia de compromisso com o professorzinho. Na sexta-feira liguei para ela e a convidei pra sair para beber alguma coisa comigo e com o Felipe. Ela topou na hora e felizmente, era a noite que o namorado dela estaria dando aula em outra cidade. Trabalhei o dia todo pensando que reencontraria e aquilo fez com que meu coração quase explodisse de felicidade.
Fomos a um bar onde uma banda de rock estava se apresentando. Carol estava linda usando uma saia preta e uma blusa ameixa. Seu sorriso não saía dos lábios e a todo momento ela me flagrava olhando pra ela.
O foda foi quando o cara apareceu e se juntou a nós. Aquilo me deixou desconcertado e inquieto, mas tentei ao máximo disfarçar.
No começo da outra semana a corretora me ligou dizendo que estava tudo certo e que poderíamos pegar nossas chaves. Liguei para a Carol que disse que nossa mobília iria começar a chegar no final daquela tarde.
E foi assim, no fim do dia, nos encontramos eufóricos em frente ao condomínio. Carol me abraçou alegremente e em seguida subimos até o vigésimo andar, onde começaríamos a organizar nossas coisas. Começamos pelo apartamento dela, já que ela tinha mais coisas encaixotadas do que eu. Foi um entra e saí de montadores de móveis, tanto no apê dela, quanto no meu. Após desencaixotarmos e arrumarmos várias e várias coisas, Felipe e Tiago chegaram levando o jantar, sentamo-nos em meio a bagunça da sala e jantamos animadamente.
Fiquei no apartamento da Carol até tarde da noite, mas depois tanto ela quanto eu fomos embora. Já que a bagunça ainda era grande.
Levamos uma semana até que conseguíssemos organizar tudo. Os caras sempre apareciam e o professorzinho também. Na verdade, sentia que minha presença o incomodava assim como a dele a mim.
Na sexta-feira à tarde, fui direto para o apartamento, onde levei o resto das minhas roupas. Aquela seria minha primeira noite ali, já que estava ficando no apartamento do Felipe. Tudo já estava em seus devidos lugares e todos os móveis montados. A única coisa que faltava era abastecer a dispensa e fazer uma compra de cama, mesa e banho. Saquei meu celular de pensei em ligar para ela, porém, tive medo de estar sendo inoportudo, afinal, ela tinha a porra de um namorado.
Estava saindo do apartamento quando meu celular tocou. Era ela.
— Oi. — falei animadamente.
— Oi Bruno, eu preciso ir ao supermercado, como você disse que se mudaria hoje, também já quero me instalar definitivamente no apê novo. Assim tenho uns dias para arrumar toda a minha bagunça. Liguei para saber se você quer ir comigo.
Eu ri descrente.
— É exatamente para onde estou indo, pensei em chamá-la, mas não quis atrapalhá-la.
— Por que me atrapalharia?
— Ah, sei lá, talvez você quisesse ir com seu namorado.
— Ele está dando aula em São José dos Campos, só volta amanhã de manhã.
Vibrei por dentro.
— Estou passando para pegar você, pode ser?
— Encontro você no condomíno, estou entrando no estacionamento.
Eu ri. Ela estava mais perto do que nunca e o melhor, dali por diante seria minha vizinha outra vez.
— Tá, estou te esperando. — disse com um sorriso gigante nos lábios.
Minutos depois ela apareceu com o restante das coisas. Eu a ajudei a carregar até seu apartamento e então ela me abraçou forte.
— Nem acredito. Chegou o grande dia. Esperamos isso por anos. Estou tão feliz.
O cheiro dela me deixava alucinado. Tive que ser forte para não beijá-la ali mesmo. Mas eu tinha prometido pra mim mesmo, iria com calma. Não ia forçar a barra.
— Vamos? — ela falou toda eufórica.
— Sim senhora. — respondi ainda mais feliz.
Eu sorri. Tudo estava dando mais do que certo.
Fomos ao supermercado onde compramos tudo o que precisávamos, desde produtos de limpeza, até utensílios domésticos. Depois compramos toda a parte têxtil da qual eu precisava. Ela ficou maluca, pois fiz questão de pagar pelas minhas compras e pelas compras dela tanto do mercado, quanto da loja.
Depois de muita discussão, ela acabou cedendo e voltamos para casa. Carol me ajudou a guardar minhas coisas, e praticamente decorou meu apartamento. Colocando em minha cama as roupas de cama nova em tons de cinza, jogos de toalhas nos banheiros, tapetes e almofadas na sala, e deixou minha cozinha, parecendo uma cozinha de menina. Não era minha cara, mas achei lindo, afinal, ela havia escolhido absolutamente tudo, e tudo com cores neutras.
Enquanto tomei um banho, Carol organizou meu guarda-roupa. Arrumando um lugar para cada coisa. Eu sabia que com a minha experiência de morar sozinho, toda aquela organização não iria durar. Mas, ela se prontificou em pegar no meu pé, para que tudo ficasse exatamente em seus devidos lugares. Eu vibrava com tudo o que ela dizia.
Depois foi a vez de arrumarmos as coisas dela, que teve o mesmo cuidado em deixar tudo impecável.
Carol foi tomar um banho, enquanto isso, preparei o nosso jantar. Fiz um risoto com funghi e salada verde. Minutos depois, ela apareceu vestindo uma blusa de malha branca de mangas longas, que deixavam seus ombros de fora e uma calça preta colada no corpo. Confesso que quase tive uma ereção em vê-la tão sexy daquela maneira.
Tentei disfarçar meus pensamentos e abri um vinho que tinha comprado especialmente para nosso jantar, já que aquele foi nosso jantar de inauguração. Seus olhares se cruzavam com os meus o tempo todo e eu sabia que ela estava pensando o mesmo que eu. Quando estávamos lavando a louça, nos nós trombamos na cozinha e eu quase a beijei. Mas fomos interrompidos por um telefonema do professorzinho. Fingimos esquecer o que tinha acontecido. Ela se manteve na defensiva o tempo todo, como se não tivesse abalada. Foi então que coloquei um filme e só saí de lá de madrugada.
No sábado pela manhã, acordei faminto e doido para tomar um café, mas olhei por toda a dispensa e vi que tinha me esquecido de comprar o pó de café. Tomei um banho, coloquei uma bermuda cargo, camiseta branca e meus tênis e quando fui sair para comprar, minha campainha tocou. Abri a porta e me deparei com ela só de roupão e com cara de sono.
— Bruno, eu esqueci do café, você comprou?
— Estava descendo para comprar.
— Tá, eu me arrumo rapidinho e vou com você.
Concordei no mesmo segundo e fui até o apartamento dela. O “ me arrumo rapidinho” não foi tão rápido assim, assisti quase todo o jornal esperando por ela. Então ela apareceu vestindo um jeans rasgado e uma blusa preta justa ao corpo, que a deixava gostosa para caramba.
— Já estava quase me desintegrando com sua demora.
— Fui super rápida. — ela disse fazendo careta.
Sorri balançando a cabeça negativamente. Então saímos para tomar um café. Fomos a uma cafeteria bem legal perto do condomínio e em seguida eu quis ir até uma loja para comprar uma cafeteira. Ela me ajudou a escolher a cafeteira, e quis a mais cara, já que fazia tudo, inclusive cappuccino. Voltamos para o condomínio e fui sentido ao apartamento dela.
— Eu vou deixar a cafeteira em seu apartamento, pode ser?
Era uma desculpa para que eu pudesse vê-la todas as manhãs.
— Sério? Mas por quê?
— Ah, assim eu me livro da louça do café da manhã.
— Engraçadinho.
Depois de testarmos nossa cafeteira, Carol saiu de perto e voltou com uma cópia da chave de seu apartamento.
— Fica com ela, assim quando eu não estiver, você vem preparar seu café.
Aquela era a maior prova de cumplicidade que poderíamos ter.
— Então quero que fique com uma cópia da minha chave também. — falei tirando a cópia do meu molho de chaves.
Ela sorriu satisfeita e nesse momento a campainha tocou. Era o professor e ele a cumprimentou com um beijo demorado.
— Senti sua falta, minha linda! — ele disse enquanto a beijava.
Ela bem que disfarçou se esquivando dele, mas ele não pareceu notar. Então ele me viu parado bem no meio da sala totalmente sem graça e parou instantaneamente o beijo.
— Ei cara, desculpa! Não tinha visto que você estava aí.
— Não se preocupe, já estou de saída, só vim trazer a cafeteira.
— César, olha a cafeteira que o Bruno comprou.
César passou por mim e nos cumprimentamos.
— Tá, mas por que ela ficará aqui se o Bruno comprou?
— Ah, ele quis deixá-la aqui, e virá tomar café aqui comigo, afinal, vocês homens não se dão muito bem com essas coisas.
César me encarou sem entender e provavelmente me odiando um pouco mais.
— Bom, eu vou nessa. — falei e me despedi deles em seguida.
— Ah, César, eu vou fazer um jantar em meu apartamento de inauguração. Somente para os amigos, então, se vocês não tiverem compromisso, gostaria muito que fossem.
Aquilo foi puro improviso. Talvez fosse um modo de vê-la novamente à noite. Mesmo estando ao lado dele.
— Ah, eu vejo e te falo depois.
— César, mas não temos nada para hoje temos?
— Depois a gente vê isso Carol.
Ela concordou sem graça e me levou até a porta.
— Obrigada pelo café Bruno, e quando quiser, já sabe, agora é só entrar. — ela disse quase um sussurro.
Pisquei para ela e saí. Estava fodidamente enciumado, já que o namorado iria ficar com ela possivelmente o dia todo.
Fui com o Felipe e o Tiago ao aeroporto buscar o Gustavo. E de lá fomos em uma cervejaria onde almoçamos, depois paramos em um barzinho bem badalado na Vila Madalena e voltei para o apartamento somente no final do dia, onde comecei a preparar o jantar.
A campainha tocou e era a Carol. Sorri por dentro e por fora.
— Precisa de ajuda?
— Muita por sinal!
Ela sorriu e entrou em seguida. Preparamos os aperitivos, as bebidas, mas o jantar propriamente dito, estava encomendado e quando ela saiu para tomar banho eu saí para buscá-lo.
Os caras chegaram logo depois que eu cheguei com o jantar, e em seguida, chegaram Lucas e Beto, meus novos colegas do laboratório.
Estávamos bebendo cerveja quando a campainha tocou. Corri atender e era a Carol com o professor. Ela usava uma saia bordada com tons de marrom e dourado e uma camisa clara com uma leve transparência. Aquela visão chegou a me tirar o foco, de tão gata que ela estava.
— Oi, ah, entrem!
Eles entraram e o professor me cumprimentou e entregou-me uma garrafa de vinho. Em seguida ela me beijou o rosto e foi cumprimentar as caras. Apresentei meus colegas a eles e ficamos conversando por um tempo, enquanto bebíamos e comíamos os aperitivos.
Eu a olhava sempre que possível e tentava em vão me controlar; mas era impossível não olhar na direção dela, afinal ela estava simplesmente linda.
— Bruno eu vou até a cozinha pegar um copo de água. — ela disse levantando-se.
O professor estava conversando com Beto e eu aproveitei para ir até ela.
— Já disseram que você está linda? — disse baixinho chegando perto dela.
Ela me olhou e balançou a cabeça negativamente, mas eu vi um vestígio de sorriso em seus lábios.
— Seu bobo!
Voltamos para a sala e o professor me encarou com desdém. Após o jantar, estávamos sentados na sala e novamente o professor me encarou.
— Bruno, a Marina tem perguntado de você.
— É mesmo? Bom, então diga a ela que eu não me interesso em perguntar dela. Aliás, quero distância dela.
— Nossa cara, não precisa ser assim!  Afinal você só está onde está profissionalmente graças a um grande empurrão que ela deu.
Olhei sem entender e nesse momento todos os olhares se voltaram para mim. Carol ficou sem graça e abaixou a cabeça no mesmo instante.
—  Como assim? Eu estou nesse emprego porque eu fiz uma prova assim que fui para a Alemanha e passei. Depois disso eles tiveram seis meses para me testar, tanto que queriam que eu ficasse por lá.
— Sim, claro! Não desmerecendo seu mérito, mas ela indicou as pessoas certas a você. Sem ela você não teria acesso a essas pessoas. Na verdade, você não ficou em Berlim, porque meio que ganhou essa oportunidade de mão beijada. Mas se você tivesse ralado para conseguir esse emprego, você não voltaria assim tão facilmente.
Eu fiquei cego de ódio com o comentário dele.
— César, você está louco. O Bruno ralou seis meses em Berlim e podia escolher se ficava ou se voltava para o Brasil, já que o emprego daqui era garantido.
— Eu sei Carol, o que eu quero dizer é que se não fosse a Marina, ele jamais teria esses contatos e essa oportunidade. E talvez não teria a vaga dele assegurada aqui no Brasil.
— Olha cara, eu não sei o que você quer dizer com isso, também não me importa sua opinião de maneira alguma; e sim, a Marina realmente me apresentou as pessoas certas, só que se eu fosse um profissional ruim, não teria ficado nem uma semana por lá. Mas como você pode ver, continuo na mesma empresa mesmo tendo recusado a oportunidade de ficar em Berlim. Na verdade, eu só voltei porque no momento minhas prioridades são outras.
Olhei diretamente para a Carol nesse momento e em seguida o encarei novamente.
— Prioridades essas que também não diz respeito a você. E se não fosse a Marina, talvez eu realmente não tivesse tido esses contatos, mas teria outros e me sairia bem da mesma forma.
— Fico feliz por você! — ele disse sarcasticamente.
— Felipe me ajuda a levar esses copos. — disse Carol se levantando em seguida.
— Claro mascote. — respondeu Felipe ajudando Carol com os vários copos que estavam sobre a mesa de centro.
Enquanto os outros caras conversavam eu e o professorzinho ficamos nos encarando com ódio nos olhos. Eu tinha convidado o cara, mesmo estando ao lado da garota que eu amava, para ir até minha casa e ainda assim, ele quis me humilhar diante de todos e especialmente diante dela.
Levantei-me e fui até a cozinha, onde Carol estava falando baixinho com Felipe. Quando ela me viu, fez cara de chateada.
— Bruno, nem sei o que dizer! Me desculpa por aquilo!
— Você não tem culpa de nada. Não se preocupe. — eu disse dando-lhe um beijo no rosto.
O professor chegou em seguida.
— Carol, vamos? Já está tarde.
— Estou acabando. — ela disse secamente enquanto enxaguava os últimos copos.
— Carol, deixa essas coisas aí que eu me viro depois.
— Já estou acabou Bruno, fica tranquilo.
Eu voltei para a sala, onde fiquei conversando com meus amigos e logo eles vieram se despedir.
— Obrigada pela noite. — disse Carol me abraçando.
— Obrigado por ter vindo. — eu disse em sussurro.

Meu coração estava partido em saber que ela sairia pela minha porta com aquele babaca e o pior, eles ficariam juntos, parte da noite, senão a noite toda.

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