Sob o olhar das Estrelas
Parte 15
Gustavo me viu e correu rapidamente em
minha direção.
— Você veio? Sabia que não me
decepcionaria. — ele falou me abraçando.
Gustavo já era de uma beleza generosa e
estava ainda mais lindo de smoking.
— Uau! Você está parecendo um ator de Hollywood.
— E você está gostosa para caralho! — ele
sussurrou em meu ouvido.
— Cala a boca! — falei sorrindo totalmente
sem graça. — Deixa sua namorada escutar isso.
— Ah, ela que se dane. — ele disse pegando
em minha mão. — Por falar nisso, tem um certo amigo meu que quase morreu quando
viu você.
— Nem começa, por favor!
— Vou me comportar, pelo menos vou tentar.
Gustavo ainda segurava minha mão e me
levou até a mesa, onde eu ficaria com ele e a namorada, com Bruno, Felipe,
Tiago e a possível namorada dele, e a Patrícia que ainda não havia chegado.
Todos eles se levantaram assim que me
aproximei. Cumprimentei primeiro Tiago que me abraçou e beijou meu rosto.
— Que saudades, mascote!
Tiago me apresentou a Paula. Ele não
comentou o que ela era dele, mas eles estavam juntos. E meu coração estava
descompassado a cada segundo. Em seguida Felipe veio e me abraçou, girando-me
em volta dele.
— Mascote, você veio! — Como foi de viagem?
— Tudo bem! E não perderia por nada ver
vocês assim tão bem arrumados.
— E você, que pedaço de mau caminho, hein?
Eu ri discordando.
Olhei para Bruno que me encarava, ficando totalmente
sem graça quando o flagrei olhando para mim.
— E você, estranho! Quem é mesmo?
Bruno me olhou e deu o melhor sorriso que
alguém podia me dar.
— Quanto tempo, hein! — disse ele.
— Pois é! Quanto tempo! Como você está?
Bruno me encarou deixando minhas pernas
ainda mais bambas.
— Eu estou bem, e você está linda!
Sorri para ele e o abracei em seguida. O
cheiro dele era como eu me lembrava todos os dias. Bruno estava ainda mais lindo. Estava muito mais
homem do que há quase quatro anos. Seu corpo estava mais forte, sua barba
bem-feita. Seus cabelos mais arrumados. Ele estava simplesmente de tirar o fôlego.
Não que os outros não tivessem, pois eles eram homens lindos, mas o Bruno para
mim era sem dúvida nenhuma o mais lindo de todos, e o único homem que me deixava
desconcertada.
— Quanto tempo faz? Três anos e meio, não
é?
— Isso mesmo. — respondi com sorriso de
orelha a orelha.
Bruno me abraçou novamente e beijou meu
rosto. Em seguida cumprimentei a namorada de Gustavo e me sentei entre Felipe e
Bruno.
Tomamos champanhe a noite toda e
conversamos muito, afinal eram mais de três anos de assuntos para colocar em
dia. Patrícia chegou já era bem tarde e fez a maior festa ao me ver e eu fiz o
mesmo, pois estava morrendo de saudades dela.
Dançamos com os rapazes, depois voltamos
para a mesa. Bruno foi totalmente atencioso comigo; quem não nos conhecia,
achava que éramos um casal.
Já Felipe e Patrícia, não eram mais um
casal; porém, se davam muito bem. Acho que eles na verdade ainda se encontravam,
mas não assumiam nada.
Voltamos para a pista de dança e a música
Why Georgia do John Mayer começou a tocar. Essa música fazia parte de uma playlist
que eu e o Bruno ouvíamos quando estávamos no terraço, compartilhando o mesmo
fone de ouvido, e por sinal era a nossa música favorita. Bruno me olhou,
balançando a cabeça em tom de negação e soltou um sorriso malicioso.
Sorri para ele e dei um mais um gole em
minha bebida e continuei a dançar com a Pati, dessa vez cantando palavra por
palavra.
Na hora de ir embora, Bruno me ofereceu
uma carona, mas preferi ir com a Patrícia, já que ela ia dormir em meu
apartamento. Assim que entramos no carro dela, ela olhou para mim e soltou uma
risada.
— Mas o que foi aquilo? Vocês dois se
olharam incansavelmente à noite toda.
— Eu nem percebi! Isso é coisa da sua
cabeça.
Ela dirigiu algumas quadras e depois
voltou a olhar para mim.
— Agora me fala, como foi o reencontro?
Fiquei em silêncio, pensando em cada
palavra, cada olhar, cada sorriso que eu havia trocado com o Bruno.
— Quer saber? Até que...
Caímos as duas na risada.
— Inferno! Foi pior do que eu imaginava.
— Como assim?
— Achei que essa sensação de frio na barriga,
pernas trêmulas tivesse passado. Mas quando eu o vi, quase desmaiei. Fiquei sem
chão.
Patrícia me encarou por um tempo e
balançou a cabeça em negação.
— Isso acontece porque você ainda gosta
dele, Carol. Não adianta fugir por anos, como você fez.
— É complicado, Pati. Mas no fundo você
tem razão. Nunca senti pelo Fábio ou pelo Daniel, nem a metade do que eu senti
hoje ao ver, abraçar e falar com o Bruno. Ele tem um poder sobre mim, que eu
não sei de onde vem. Sei lá, ele me deixa desnorteada.
Patrícia suspirou.
— Não sei sobre seus planos, mas eu vou
dar uns beijos no Felipe assim que chegarmos no prédio.
Olhei incrédula para ela.
— Ah, eu bem que desconfiei de vocês dois.
— Só vou guardar minhas coisas em seu apê
e me encontrar com ele.
— Humm, isso me lembra quando você tinha
dezessete anos. Então pelo jeito não sou a única ainda não se desfez dos
sentimentos do passado.
Patrícia riu.
— Não é bem assim. Eu tenho meus casinhos
em Curitiba, você sabe! Mas é que o Felipe e eu temos uma ligação, sei lá,
coisa de pele. Então de vez em quando a gente fica.
Patrícia não era sensível como eu, ela
jamais ficaria abalada emocionalmente por alguém, e não deixava de fazer as
coisas das quais ela tinha vontade. Quando chegamos ao prédio, notamos que os
carros do Bruno e do Felipe já estavam no estacionamento.
— Hum, já chegaram! — disse Patrícia cheia
de segundas intenções.
Sorri descrente da cara que ela fazia, mas
no fundo, estava tão ansiosa quanto ela.
Bruno e Felipe estavam nos esperando do
lado de fora do elevador. Senti-me totalmente sem graça. O fato era que Felipe
estava esperando pela Patrícia, não o Bruno por mim.
Pati conversou algo com Bruno e Felipe,
mas eu me mantive calada o tempo todo. Estava sem atitude, sem saber o que
dizer. Assim que o elevador se abriu, saímos e fui até a porta do meu
apartamento. Bruno ficou parado sem ir em direção a porta do apê dele, ele
permaneceu ao lado de Felipe. Abri a porta para Patrícia guardar as coisas dela
e entramos em seguida.
— Você não vai falar com ele? — sussurrou
Patrícia.
— Não! Nós já conversamos. Sei lá, nem
tenho mais o eu dizer a ele.
— Ele está esperando por você.
— Não está não!
Minha mãe ainda não estava em casa.
Patrícia colocou suas coisas em meu quarto e em seguida foi em direção a porta.
Fui com ela pronta para me despedir.
Bruno estava encostado na parede, com as
mãos nos bolsos da calça social.
— Onde nós vamos? — Pati perguntou para Felipe.
Fiquei ao lado dela, só esperando para me
despedir deles.
— Vamos descer. Meu apartamento está
vazio. — falou Felipe com olhar malicioso.
Patrícia me olhou sorridente igual ao
coringa.
— Vocês querem descer? Sei lá, beber
alguma coisa? — indagou Felipe.
— Ah, não, já está tarde. Obrigada pelo
convite. — falei.
Bruno fez cara de decepcionado.
— Vamos lá, a gente bebe alguma coisa,
conversa um pouco e logo você sobe. — insistiu Felipe.
Bruno me encarou; porém, não disse nada.
— Vamos lá, Bruno? — Felipe insistiu
novamente.
Bruno me olhou e depois olhou para Felipe.
— Não, vão vocês. Eu e a Carol vamos
conversar no terraço, como antigamente.
Olhei para ele sem entender.
— Nós vamos? Mas já está tarde, eu preciso
entrar.
— Sim, nós vamos! — falou Bruno pegando em
minha mão.
Ele tirou a chave da porta, trancou-a e
deixou a chave no lugar de sempre.
Felipe segurou a mão de Patrícia e
seguimos para o elevador. Minha boca estava seca, minhas pernas pareciam
gelatinas e meu coração, bom, as batidas do meu coração pareciam os batuques de
escola de samba.
Eles desceram para o apartamento de Felipe
e nós subimos para o terraço. O vento estava gelado, mas Bruno imediatamente
tirou seu terno e o envolveu em mim. Em seguida ele segurou minha mão e nos
sentamos no mesmo banco branco, no qual nos sentamos por anos.
Estávamos em um silêncio ensurdecedor
sentados um ao lado do outro.
— É estranho, não é? Os anos passam e isso
aqui continua a mesma coisa. Será que esse terraço é o lugar preferido de mais
pessoas, ou é só nosso?
Sorri.
— Bom, não costumo ver mais ninguém por aqui.
— Os outros condôminos não sabem o que
estão perdendo. — ele disse com o olhar travesso. Sentia falta desse lugar,
sabia?
— É. Eu também. Sempre que venho pra Porto
Alegre, passo um tempo aqui. Sei lá, esse lugar é mágico. Faz um bem incrível
pra minha alma.
Ele assentiu.
— Esse lugar é o meu lugar favorito do
mundo todo, ainda mais quando estou na companhia perfeita.
Sorri acanhada.
— E se namorado? Ele não se importou com o
fato de vir sozinha pra cá?
— Ah, não. O Fábio é tranquilo em relação
a isso. Ele está envolvido demais com o curso dele pra pensar em qualquer outra
coisa.
— Sério? Isso é bom ou ruim?
— É perfeito, pra quem saiu de um
relacionamento turbulento como o que eu tive.
Bruno
me encarou sem entender.
—
O Fábio é um cara romântico e muito presente, porém, sabe que eu preciso do meu
espaço, assim como ele precisa do dele. Já o Dani... — fechei os olhos ao
pensar no Daniel — Enfim, ele parecia ser o cara certo. Fui apaixonada por ele
por um tempo, mas depois as coisas fugiram do controle. Ele foi me sufocando
cada vez mais com o ciúme doentio e quando dei por mim, já estávamos
praticamente morando juntos. Isso me assustou de certa forma, porque eu tinha
perdido minha identidade. Passei a viver em função dele e das coisas que ele
gostava, até que decidi dar um basta.
—
Soube que ele veio atrás de você várias vezes, não foi?
—
Foi. Acontece que as coisas foram ficando cada vez mais difíceis entre nós.
Respirei
com dificuldade.
—
Eu andava desconfiada com a mudança de comportamento dele, então, descobri que
ele estava usando e vendendo droga. Foi o fim do nosso relacionamento. Não
tinha como aceitá-lo de volta depois disso.
—
Que merda. Não sabia disso.
—
Na verdade nunca disse isso a ninguém. Não sei porque estou dizendo isso a
você, acho que é como nos velhos tempos, só confio em você pra dizer certas
coisas.
Um silêncio gritante entre nós.
Nesse momento Bruno me olhou parecendo
chateado.
— Senti sua falta, Carol! Você não faz
ideia! Senti falta da sua amizade, senti falta de você como minha confidente e
como a única garota que eu amei de verdade.
Meu coração dava eco, de tão forte e alto
que batia.
— Conheci várias garotas nesse tempo. Mas
nenhuma delas nunca fez com que eu sentisse o mesmo que senti por você.
Engoli seco.
— Na verdade, achei que tivesse superado
esse sentimento, mas hoje quando a vi... Enfim, não conseguia parar de olhar,
meu coração bateu tão forte que... Nada do que eu sentia mudou, Carol. Não
importa o quão distante estamos.
Não disse nada, mas minha vontade era de
dizer que eu senti exatamente a mesma coisa. Porém, me mantive centrada,
olhando para o reflexo das estrelas.
— Foi devastador quando você pediu para
que eu me afastasse. Fiquei muito mal, fiquei revoltado, com ódio de mim, de
você, da Melissa, enfim, com ódio da vida. Mas eu sabia que um dia voltaríamos
a nos entender. Sei que você tem outra pessoa, mas e eu juro que nunca mais vou
me afastar de você. Nem que você me implore.
— Eu vou cobrar isso, hein!
— Pode ter certeza! — ele falou me
empurrando com o ombro.
— E quanto a Melissa? Por que vocês
terminaram? — indaguei, tentando disfarçar meu nervosismo.
— Não tinha como continuar. Olhava pra ela
e a culpava em silêncio pelo fato de ter perdido você de vez. Depois que fomos
embora pra Lorena, não chegamos a ficar nem um mês juntos.
— Não foi culpa dela, Bruno. Foi nossa
culpa. Você tinha uma namorada e... Bom, eu levei algum tempo pra me perdoar e
ainda mais tempo pra perdoar você.
— Droga, eu sei. Simplesmente não sabia o
que fazer. Fiquei de mãos atadas. Mas jamais quis magoar você. E eu...
— Não vamos mais falar disso, por favor! —
falei colocando meu dado sobre os lábios dele.
Ficamos em silêncio e nesse momento me
deitei olhando para as estrelas.
— Não acreditei quando a nossa música
tocou, sabia?
— Pois é! E eu achei que você nem se
lembrasse mais. — rebati.
— Você só pode estar de brincadeira.
Bruno virou-se para mim e ficou me
encarando.
— Você está linda. Quer dizer, você já era
linda, mas agora está ainda mais, se é que isso é possível.
— Não vou beijar você Bruno, nem adianta tentar
me agradar!
Ele sorriu divertidamente.
— Tá falando sério? Droga, quer dizer que
perdi todo esse tempo aqui com você pra nada?
— Seu bobo.
Ele riu alto.
— Brincadeira, passaria minha vida toda
aqui com você, mesmo que só conversando. Senti falta disso pra caralho, Carol.
— É, eu também. — disse em sussurro.
Tornei a olhar para o céu e fiquei
observando as estrelas, Bruno fez o mesmo e ficamos assim por um momento.
Porém, fomos interrompidos com meu celular tocando. Era o Fábio.
Bruno ficou inquieto do meu lado.
Sentei-me e falei rapidamente com meu namorado, que quis saber como tinha sido
a festa. Desliguei o mais rápido que pude, pois não me sentia bem falando com
ele, sob os olhares atentos do Bruno.
— Acho melhor eu ir. Está tarde. — falei,
tentando amenizar o clima tenso após o telefonema.
— É, tem razão.
Seguimos calados até o vigésimo andar.
Bruno me levou até meu apartamento e me abraçou.
— Foi bom falar com você.
Sorri agradecida.
— Estávamos precisando dessa conversa.
Ele se inclinou e beijou o topo da minha
cabeça.
— Boa noite, linda!
— Boa noite, Bruno!
Meu coração estava descompassado e entrei
antes de cair em tentação e mandar meu autocontrole pra merda.
Patrícia chegou em meu apartamento já era
quase de manhã.
— Ei, está dormindo? Carol! Vai, fala
comigo.
Olhei para ela meio atordoada.
— O que foi? — perguntei.
— Conta-me o que aconteceu?
— O que aconteceu?
— Diga-me você. — ela disse exasperada.
— Dizer o quê? — perguntei cobrindo meu
rosto por causa da claridade.
— Você e o Bruno, se entenderam?
Olhei para ela franzindo o cenho.
— Já passa das seis da manhã.
— Tá e daí? Conta-me, droga! Vocês se
acertaram?
Eu sabia que se eu não contasse a ela o
que havia acontecido, ela não me deixaria dormir. Sentei-me na cama e a
encarei.
— Nós conversamos bastante, foi só isso.
— Só isso? Como assim? Vocês se olharam a
noite toda e você me diz que só conversaram enquanto estavam sozinhos?
— Pati, nós conversamos muito, repassamos
o que aconteceu em nossas vidas em três anos. E outra, eu não tinha a intenção
de ficar com o Bruno, não depois de tudo o que houve. Somos apenas amigos, e é
assim que deve ser. — menti.
— Tudo bem, mas a intenção dele não era
apenas conversar com você, estava na cara que o interesse dele era outro.
— Sério? Eu não percebi. E mesmo que fosse,
deixei bem claro que eu não ia ficar com ele. Já sofri demais por causa do
Bruno, além disso, tem o Fábio.
— Droga, que decepção! — ela disse
jogando-me uma almofada no rosto.
— Posso dormir agora?
— Não até eu te contar a minha noite. O
Felipe é muito gostoso. Eu tinha até me esquecido do quanto ele é bom, sabia?
Olhei para ela curiosa.
— Caramba! Você é uma vadia.
Ela sorriu de orelha a orelha e me contou
exatamente o que havia acontecido com eles desde o momento em que se
encontraram na festa até as mais diferentes posições em que eles se pegaram.
Quando estava quase pegando no sono
novamente, Patrícia me chamou:
— Quem era aquela garota que estava com o
Tiago?
— Paula o nome dela. Acho que eles estão
namorando. Por quê?
— Só por curiosidade. Ele estava bem gato
hoje.
— Ele é um gato. Agora dorme.
— Você percebeu o quanto ele me encara?
Balancei a cabeça em negação. Não
acreditava no que estava ouvindo, sendo que ela estava com o Felipe minutos
atrás.
Acordamos por volta das onze horas. Depois
de um belo café da manhã, fomos para a piscina, onde ficamos quase a tarde
toda. Bruno, Felipe e Tiago juntaram-se a nós logo depois que chegamos. Mais
tarde, Gustavo chegou com a namorada.
Bruno não saiu um minuto se quer do meu
lado. Conversamos, rimos, brincamos, como nos velhos tempos. No final da tarde
fomos para o apartamento do Felipe, onde fizemos um lanche e jogamos cartas.
Fui para meu apartamento já passava das
seis horas, foi o tempo de tomar um banho que o Bob chegou par arrumar a mim e
a Pati, para irmos ao segundo dia da formatura.
Meu vestido era longo, com a saia preta
bordada em minis paetês e a parte de cima era prata todo bordado em pedrarias, com
uma fenda entre os seios. Era sexy sem ser vulgar. Bob, prendeu meu cabelo e
fez uma maquiagem bem dramática. Já o vestido da Pati era todo estampado sobre
o tule nude. Era como se ela usasse apenas um tecido transparente estampado
sobre a pele. Ela estava lindíssima, como seus cabelos dourados presos com uma
trança lateral.
— Vocês serão as garotas mais lindas da noite,
tenho certeza! — disse Bob todo orgulhoso.
— Tenho que concordar com você. — falou
Pati se gabando.
— Uau, vocês estão lindas! — disse minha
mãe adentrando em meu quarto.
— Eu disse! — exclamou Bob.
— O Bruno está aí. Ele disse que levará
vocês.
— O Bruno? Mas não combinei nada com ele.
Achei que você me levaria.
— Sim, eu levo. Mas ele está aí. O que eu
digo?
— Vamos com eles, vai fazer sua mãe ir até
lá, sendo que os rapazes irão para o mesmo lugar que a gente?
— Vou falar com o Bruno. — falei saindo em
seguida.
Bruno estava na sala, sentado. Quando ele
me viu, levantou-se me encarando. Ele estava lindo em seu terno preto. Lindo de
tirar o fôlego.
— Caramba! Você está maravilhosa!
Fiquei totalmente desconcertada com o
elogio dele.
— Então vai nos levar?
—Eu posso?
Assenti, tentando bancar a indiferente.
— Como minhas crianças estão lindas! — disse
minha mãe orgulhosa.
Bruno não parava de me encarar, mesmo na
presença da minha mãe, que o encarou achando no mínimo estranho os olhares que
ele lançava sobre mim.
Fui até o espelho sobre o aparador para verificar
minha maquiagem. Bob saiu do quarto e se despediu de mim e da minha mãe, que o
pagou naquele momento.
— Querido, cuida dela, hein! Ela está uma
verdadeira diva.
Bruno sorriu para Bob.
— Não irei tirar os olhos dela, eu
prometo.
— Hum, não tenho dúvida disso. — alfinetou
Bob.
— Parem de blá, blá, blá. Afinal, com quem
nós iremos? — questionou Pati.
— Já disse que se precisar levo vocês.
— Não, mãe. Tudo bem. O Bruno leva a
gente.
Ele sorriu de orelha a orelha.
— Pode ir tranquila para o seu encontro.
Ela corou.
— Então vamos! — disse Bruno entrelaçando
seus braços nos meus.
E assim nós descemos, indo de encontro com
Felipe que parecia enfeitiçado ao ver Patrícia, que não perdeu tempo e foi logo
se jogando nos braços dele. Bruno olhou para mim sorrindo, balançando a cabeça
negativamente.
Nós seguimos para festa de Gustavo e dessa
vez, todos no carro de Bruno. Enquanto ele dirigia seu Veloster Hyundai preto,
olhava para mim a todo o momento. Confesso que estava gostando de ser cortejada
por ele, porém, estava morrendo de medo de que tudo o que eu sentia por ele,
voltasse à tona.

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