quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sob o olhar das Estrelas, parte 29, por Érika Previdei

Sob o olhar das Estrelas
Parte 29

Toquei a campainha e ele abriu a porta.
— Não vou deixá-lo sozinho. Não assim!
Ele sorriu.
— O professorzinho vai ficar maluco.
— Ele vai entender! — falei entrando em seguida.
Menti, César jamais entenderia. Vi que a febre ainda estava alta, liguei para minha mãe e ela me passou o nome de um bom antitérmico. Enquanto Bruno tomou outro banho, desci e comprei o tal remédio, ele tomou assim que eu cheguei.
Momentos depois, Bruno já estava sem febre e faminto, pedimos o jantar e assistimos quase uma temporada inteira de Breaking Bad, deitados na cama dele.
Acordei assustada com a luz do sol entrando pelas persianas. Vi que ainda estava na cama com o Bruno, que por sinal estava com a perna sobre meu corpo e o braço ao redor da minha cintura. Meu coração disparou, só de imaginar que dormimos de conchinha a noite toda.
Olhei para ele e ele sorriu, com o sorriso mais travesso do mundo.
— Eu não acredito que acabei pegando no sono?
— Mesmo assim, ainda te contrataria para ser minha enfermeira.
— Seu bobo, é sério! Eu preciso ir embora.
— Relaxa Carol, hoje é domingo, e com certeza seu noivo está com o ego ferido e não virá logo hoje atrás de você.
— No mínimo ele me mataria se me visse aqui.
— Eu nunca deixaria ele fazer mal algum a você.
Sorri.
— Eu sei disso. Mas e você, melhorou?
— Estou novinho em folha. Não sei nem como lhe agradecer por ontem.
— Não precisa agradecer. Tenho certeza que faria o mesmo por mim.
Bruno me abraçou. Quando eu percebi algo me pressionando entre nós, deu um pulo e me enrolei no edredom.
— Bruno! Seu...
Ele começou a rir e eu fui para a cozinha preparar alguma coisa para o café da manhã.
Momentos depois, Felipe ligou nos convidando para almoçar com ele, pois ele queria nos apresentar sua nova namorada. Fui até meu apartamento tomar um banho, afinal, ainda estava com o vestido da noite anterior.
Chegamos ao Galinha´s e de longe avistamos Felipe com uma loira estonteante.
— Uau, não é que o cara se deu bem? — brincou Bruno.
Forcei um sorriso, mas me mordi por dentro de ciúmes.
— É, tem razão. Quem sabe ela não tem uma amiga pra você. — disse, dando uma piscadela a ele, que sorriu e deu um tapa na minha bunda.
— Quem disse que eu quero alguma amiga dela?
— Bom, talvez tenha sorte como ele.
— Ah, eu já tenho, pode apostar. Tô amarradão na garota mais linda desse lugar. Aliás, ela é a mais linda de toda essa cidade.
Deixei um resquício de sorriso escapar.
— Sério? Agora fiquei curiosa para conhecê-la.
Ele me puxou e sussurrou em meu ouvido.
— Ah, gata, você a conhece muito bem. A princípio, ela dormiu comigo na noite passada. Foi incrível.
Ri alto.
— Eu não dormi com você. Quer dizer, dormi literalmente, mas...
— Podemos resolver isso se quiser.
Mordi meu lábio inferior.
—A noite passada foi uma emergência. Você não estava bem e eu não podia deixá-lo daquela forma. Não se empolgue.
Bruno ergueu as mãos, como se fosse inocente.
— Eu não disse nadinha.
— Ei, vocês vão ficar de namorinho ou vão se juntar a nós? — disse Felipe, vindo em nossa direção.
Tiago chegou com a namorada e Felipe nos levou para conhecermos a Estela.
Depois de todas as apresentações, Estela se virou pra mim.
— O Felipe sempre fala de você e do Bruno, achei que fossem namorados.
Olhei para Bruno que sorriu.
— Gata, se quer entender a relação desses dois, entra na fila, porque tento isso há anos.
Ela olhou sem entender. Bruno passou seu braço ao redor da minha cintura e me puxou junto dele.
— Ah, me desculpe, não quero parecer intrometida. — disse ela.
— Não se preocupe, Estela, estou trabalhando nisso. Quem sabe um dia a Carol aceite ser minha.
Meu coração disparou. Bruno beijou o topo da minha cabeça.
— Tá vendo, mascote, só depende de você. — emedou Tiago.
— Não vamos almoçar? Estou morrendo de fome. — disfarcei, bebendo minha cerveja.
Bruno me encarou com um sorriso divertido nos lábios. Revirei os olhos, mas não deixei de sorrir.
Chegamos ao prédio no final da tarde. Fui para meu apartamento tomar um banho e tentei ligar várias vezes para o César, mas ele não me atendeu, então liguei para minha mãe e nos falamos por alguns minutos. Eu tinha umas coisas do trabalho pra fazer, porém, fiquei sentada em frente ao meu laptop, sem conseguir me concentrar. Só o que eu pensava era no Bruno e nas últimas horas que tínhamos passado juntos. Estar ao lado dele era incrível. Ele sabia até o que eu estava pensando. Era a minha melhor metade. Todavia, tinha o César e eu não fazia ideia de como ele falaria com ele, afinal, ele era um cara sem igual e não merecia o que eu estava fazendo com ele.
Passava das seis quando a campainha tocou. Corri atender, porém, nem eu sabia quem eu queria ver do outro lado da porta. Respirei fundo e a abri. O engraçado foi que só de ver o Bruno parado do lado de fora, fez com quem meu coração disparasse.
— Você vai fazer alguma coisa essa noite?
— Não, ah... Eu acho que não.
— Pensei em ir ao cinema e queria saber se... Enfim, se você quer ir comigo.
Meus lábios me traíram e eu sorri feito o coringa.
— Eu vou adorar.
Bruno sorriu agradecido.
— Tá... Bom... Ah... só vou trocar de roupa e já volto. Entra!
Eu estava nervosa e gaguejando, como se estivesse prestes a sair para um encontro pela primeira vez na minha vida.
Não tinha o que dizer, Bruno tinha sido incrível. Ele sabia exatamente como deixar uma garota caidinha por ele. Não que eu já não fosse.
Quando chegamos, ele me levou até a porta do meu apartamento. Estava tão nervosa que mal conseguia achar a chave dentro da minha bolsa.
— Nem sei como te agradecer por esse final de semana. Foi incrível. Não me sentia tão bem assim há tempos.
— Você não tem que me agradecer. Fui atrás de você porque senti sua falta. Não gosto quando some da minha como fez nessa semana. Eu fico incompleta, Bruno.
— Eu só precisava pensar um pouco. A verdade é que... Enfim, é foda ver você ao lado do seu... Eu achei que fosse ser mais fácil, mas não sei lidar com essa situação.
— Bruno, eu...
 Foi então que ele se inclinou e beijou meus lábios. Senti meu corpo inteiro levitar naquele momento. Bruno parou de me beijar e olhou dentro dos meus olhos.
— Tudo que eu disse naquele dia na boate, é a mais pura verdade. Nunca se esqueça!
Só fiz que sim com a cabeça. Ainda passada com os beijos dele. Ele se afastou e eu involuntariamente o puxei de volta e o beijei novamente em seguida. Abri a porta do apartamento e o puxei contra mim. Nos beijamos por vários minutos, e as coisas começaram a esquentar entre nós, e o César me veio na cabeça. Ele não merecia aquilo. E sim, eu queria o Bruno, mas não podia agir daquela forma.
— Bruno, eu preciso resolver minha situação com o César. Você e é tudo o que eu quero, mas não é certo fazer isso, sendo que eu ainda estou usando um anel de noivado.
Ele me encarou parecendo desapontado.
— Você tem razão! Eu vou esperar até que resolva.
Eu vibrei por dentro e nos beijamos novamente.
Na segunda-feira, Bruno foi tomar café da manhã comigo. Não tocamos no assunto do beijo da noite anterior. Porém, na hora do meu almoço, recebi uma mensagem de texto dele.
Só penso em você e naquele beijo.
Amo você!
Eu vibrei com cada palavra lida. E enviei uma mensagem de volta para ele.
Pensei sobre isso a manhã toda.
Amo você.
Bruno me mandou de volta vários emotions com sorrisinhos, beijinhos e corações.
Naquela noite, fomos a um barzinho, onde encontramos o Tiago, Felipe e suas respectivas namoradas. Quando chegamos aos nossos apartamentos por volta das onze horas da noite, ele novamente me beijou e eu não conseguia não retribuir aos beijos dele.
Foi assim tanto na terça-feira, como na quarta-feira. Nós não estávamos aguentando segurar a barra. Só o que eu queria era ele Na quinta-feira, nós saímos com o Felipe e o Tiago. Eu tinha tentado falar com o César várias vezes, mas ele não me atendia.
Tínhamos acabado de voltar de um pub, parei meu carro no estacionamento e Bruno parou o dele ao lado do meu.
— Estou cansada! Não vejo a hora de tomar um banho e cair na cama.
— Se quiser posso te fazer companhia no banho. — ele disse com sarcasmo — E na cama.
Olhei para ele e ri, balançando a cabeça em negação. Entramos no elevador e o silêncio mútuo era assustador. Senti uma mão em minha cintura e então ele me puxou e me beijou com avidez. O cheiro do seu perfume misturado ao cheiro de uísque estava me deixando totalmente fora de mim.
Bruno foi comigo até a porta do meu apartamento e me encostou no batente, beijando-me novamente de forma intensa.
— Carol, estou ficando louco, sabia? Não consigo mais parar de beijar você. E penso nisso a cada segundo. Não sei manter minhas mãos distantes do seu corpo. Você é demais. — disse, sem tirar os lábios dos meus.
— Eu quero você! — falei em sussurro.
Ele olhou para mim aturdido.
— É sério? Tipo hoje?
— Tipo agora! falei sem ao menos pensar.
Bruno trancou a porta do meu apartamento e seguimos para o dele, ainda anos beijando.
Mal deu tempo de entrarmos e fomos logo tirando nossas roupas. Ele me encarou extasiado e sorriu feito um garoto.
— Eu nem acredito que isso está acontecendo. Espero por esse momento há tempo tempo.
Meu corpo estava em chamas. Eu o puxei junto a mim e o beijei de forma apaixonada. Bruno me pegou no colo e me levou pra cama dele. Então, nada mais existia naquele momento. Tudo tinha ficado para trás. Éramos apenas ele e eu. Fizemos amor até nossos corpos ficarem exaustos. Era incrível o modo como nos completávamos. Não havia ninguém no mundo que fazia com que eu me sentisse daquela forma.
— Te amo, te amo, te amo, te amo! — ele sussurrou em meu ouvido. — Nunca me cansarei de dizer isso.
Eu agradeci aos céus por ele ter dito aquilo.
— E eu nunca me cansarei de escutar isso. Também amo você, você não faz ideia do quanto.
Na sexta-feira acordamos entrelaçado e caímos na risada feito dois bobos. Fui tomar um banho logo depois e Bruno me surpreendeu, entrando comigo debaixo do chuveiro, onde fizemos amor novamente.
Quando vimos, estávamos totalmente atrasados. Vesti uma camiseta do Bruno e quando fui sair pra ir ao meu apartamento para me arrumar, ele me puxou e me beijou.
— Amo você para sempre! Nunca se esqueça disso.
Eu o beijei de volta e sorri.
— Não vou.
Nossos lábios voltaram a se tocar, porém, a campainha tocou.
Olhei assustada para ele, afinal, não sabíamos quem poderia ser tão cedo. Meu chão se abriu. Afinal, eu estava com os cabelos molhados usando apenas a camiseta branca do Bruno.
— Eu vou para seu quarto. — sussurrei, saindo em seguida.
Fiquei escondida no quarto dele e ouvi o ranger da porta.
— Ah... Oi... Desculpa eu aparecer assim.
— Não. Tudo bem. Aconteceu alguma coisa?
— A Carol. Eu toquei a campainha várias vezes e ela não me atende. Será que ela já saiu?
Um silêncio assombroso tomou conta da conversa.
— Cara, olha, eu não sei. Falei com ela ontem e ela me disse sobre uma tal reunião bem cedo. Talvez ela já tenha saído.
Meu coração estava descompassado.
— Você chegou a ver se o carro dela está no estacionamento?
— Não, ainda não! Entrei direto. É que o porteiro me disse que ela ainda estava casa. Mas eu vou descer e ver se o carro dela está lá. Valeu, cara.
— Se eu a vir, digo que você esteve aqui.
— Tá, e desculpa mais uma vez!
— Não por isso. — Bruno respondeu.
Mais um silêncio e então Bruno fechou a porta. Saí trêmula do quarto.
— Que droga! Eu... Eu...  Sabia que tinha que resolver isso primeiro. Eu não sou assim. Eu não gosto dessas coisas. Tô me sentindo uma vadia por ter feito isso, assim, dessa forma.
— Carol, calma, nós não fizemos nada errado. E você tentou falar com ele várias vezes.
Eu o encarei pensativa.
— Preciso ir antes que ele volte.
Peguei minhas coisas e quando estava saindo, Bruno me segurou pela cintura.
— Você vai falar com ele, não vai?
— Claro que vou! — falei dando-lhe um beijo em seus lábios —  Depois a gente se fala.
Bruno concordou e eu abri a porta com cuidado, corri para meu apartamento e me tranquei lá. Tirei a camiseta do Bruno e a enfiei em meu guarda-roupa. Coloquei uma meia calça fina, saia social preta e uma camisa de seda branca. Cerca de cinco minutos, a campainha tocou.
Respirei fundo e abri a porta em seguida. César estava plantado do lado de fora do apartamento, com o olhar pesaroso.
— César! — exclamei fingindo estar surpresa.
— Oi. Posso entrar?
— Ah, claro entra. Eu tenho uma reunião, então...
— Vou ser rápido! — ele disse vindo em minha direção — Precisamos conversar.
— Sim, precisamos, mas justamente agora estou atrasada.
Ele assentiu e colocou a mão no bolso.
— Sinto muito pelo o que houve. Sinto muito por ter dito tudo aquilo naquela noite, mas é que...
Ele engoliu seco. Parecia ansioso.
—Enfim, toda aquela situação me deixou puto. Mas eu sei que peguei pesado. Precisei de uma semana pra perceber isso. Precisei ficar longe de você pra ter a certeza de que não quero que o temos acabe. Porque eu a amo como nunca amei ninguém.
— César, olha, nós precisamos conversar. Na verdade, tentei falar com você a semana toda e você só tem me ignorado. No entanto, agora estou realmente atrasada. Nos falaremos mais tarde, pode ser?
— Tá. Tudo bem. — ele disse dando-me um sorriso.
Precisava ter uma conversa com ele sem pressa, onde eu exporia todos os meus sentimentos, e não era coisa a se fazer estando atrasada para o trabalho. Calcei meu scarpin em seguida e só tive tempo de passar um gloss. Entretanto, mal conseguia me encarar no espelho, porque a culpa me consumia por dentro.
— Sinto muito, eu tenho que ir. — disse enquanto pegava minha bolsa e minha pasta.
César parecia sem reação, foi até mim e me segurou pela cintura.
— Senti sua falta como o inferno. Amo você, Carol.
Ele se inclinou, indo em direção aos meus lábios. Eu gelei, pois não sentia ao menos vontade de beijá-lo. Recuei, esquivando-me da pegada dele.
— A gente conversa na hora do almoço, pode ser? Eu vou almoçar no Tout´s, por volta das treze horas, mas eu confirmo o horário, caso me atrase.
— Espero você lá.
César inclinou-se outra vez para me beijar. Apenas selei seus lábios e me afastei.
— Tudo bem! — ele disse saindo frustrado.
Seguimos em direção ao elevador e nesse momento a porta do apartamento do Bruno se abriu. Ele estava lindo, usava camisa branca de manga longa, dobrada na altura do cotovelo e calça jeans. Seu cheiro me fez lembrar do nosso banho recente, no qual ele me pressionou contra a parede me beijou e em seguida fizemos amor.
— Achei que tivesse saído mais cedo. — disse Bruno, disfarçando.
— Acabei me atrasando. — menti acanhada.
Ele assentiu sem graça e seus olhos pararam na direção da mão do César nas minhas costas.
Descemos os vinte andares no total silêncio e quando a porta se abriu, César saiu e me esperou. Bruno passou por nós e sorriu.
— Tenham um bom dia!
— Para você também. — falei disfarçando.
— César, eu ligo para você.
— Eu espero. — ele disse se inclinando e beijando meu rosto.
Saí em disparada para o estacionamento e Bruno estava saindo em seu carro. Assim que cheguei ao BC, meu celular vibrou. Era uma mensagem do Bruno.

Obrigado por me dar a melhor noite da minha vida.
Amo você! Nunca se esqueça disso!
Eu sorri feito boba.
Foi sem dúvida a melhor noite que tive.
Estou entrando em reunião, mas falo com você depois.
Te amo. J

Minha reunião logo em seguida e fiquei com a equipe por volta de três horas. Saí para o almoço já passava das treze horas e liguei para o César me encontrar no restaurante no qual eu almoçava de costume.
Assim que cheguei, vi que meu celular tinha ficado em meu escritório. Balancei a cabeça em negação, por causa da minha falha. César chegou, todo sorridente.
— Oi, me desculpa o atraso.
— Ah não, eu quem atrasei. — falei me sentando em seguida.
César sentou-se depois de mim e o garçom veio anotar nossos pedidos.
— Esperei por esse momento a manhã toda. Tentei encontrar as palavras corretas pra dizer a você. Confesso que ensaiei várias coisas para falar. Acontece que com você aqui, as coisas são diferentes. Sinto-me até nervoso.
— César...
Ele fez sinal para que eu o deixasse falar.
— Uma vez a Marina me disse sobre sua relação com o Bruno. No começo não levei em consideração, mas com o passar do tempo, é impossível não sacar o quanto vocês são ligados. O jeito que ele olha pra você me deixa puto e fico ainda mais, quando você olha pra ele. Você... Você o olha com tanta ternura que faz com que eu fique cego de ódio. Eu nunca senti isso antes. Nunca fui o cara ciumento, mas não sei agir de outra forma em relação a vocês dois.
Engoli seco.
— Eu não sei bem como dizer o modo como me sinto. Mas eu tenho ciúmes sim. Tenho medo de perdê-la pra ele, porque não faço ideia do que eu faria sem você.
Meus olhos se arregalaram e ele segurou minhas mãos.
— Eu amo você e estou disposto a mudar o modo como encaro tudo isso. Mas pra isso, preciso que me diga se realmente me ama. Preciso que olhe em meus olhos e diga que tudo não passa de um ciúmes bobo. Eu tenho que saber o que você sente de fato pelo Bruno e o que sente por mim, porque essa história está me rasgando ao meio e eu não sei o que fazer e o que pensar.
Pisquei repetidas vezes, tentando achar uma forma de dizer a ele.
— Só quero que saiba que eu a amo e quero me casar com você. Quero formar uma família ao seu lado, porque vi que minha vida sem você é vazia e sem graça.
Estava sem respiração e totalmente anestesiada. Então vi o Bruno se aproximando.
César olhou para ele assustado e Bruno hesitou por um momento, mas não tinha como voltar atrás, já que nós o tínhamos visto.

Soltei minhas mãos das mãos de César e me levantei para falar com o Bruno.

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