Sob o olhar das Estrelas
Parte 13
Eles ficaram um bom tempo com a gente e a
Marília também acabou ficando e ajudando minha mãe com o jantar. Depois elas
foram ajudar a Melissa com o banho.
Quando estávamos apenas eu, o Felipe e o
Tiago, Felipe me encarou.
— E aí cara? E a Carol? Tem falado com
ela?
— Não! Ela não está me atendendo. Ontem mesmo
eu liguei várias vezes, mas ela não atendeu. A Patrícia falou alguma coisa?
— Não! Não falou nada, quer dizer, só no
domingo soube que a mascote estava arrasada. Ela chorou bastante, mas a Pati
não me disse o porquê, e eu também não fiquei perguntando.
Meu chão abriu naquele momento. Meu
coração ficou dilacerado ao saber o quanto ela tinha ficado mal.
— Eu preciso falar com ela, preciso
arrumar um jeito.
— Ela foi para casa do Ricardo. — falou Tiago.
— É, eu soube.
— Sábado é meu aniversário. Reservei a One
para meus convidados. Achei que vocês fossem juntos. Mas de todo modo, eu quero
que você vá. — disse Felipe.
— Espero que até sábado a Melissa vá para
casa dela. Ela precisa ir! Senão minha mãe vai enlouquecer.
Elas voltaram para a sala conversando
animadamente e em seguida, minha mãe serviu o jantar.
Na sexta-feira a Melissa já estava bem
melhor. Sem dores e locomovendo-se normalmente. Fomos ao médico pela manhã e
ele disse que ela estava ótima. Fiquei aliviado ao saber. Na sexta-feira, minha
mãe chegou do fórum mais cedo; afinal, estávamos contando que a Luíza viria
buscar a filha. Mas até o final da tarde não tínhamos nem sinal da mãe da Mel.
Melissa estava descansando no meu quarto e minha mãe trabalhando na sala. Eu
estava inquieto, pois precisava conversar com a Carol urgente e ela ainda não
atendia minhas ligações.
— Mãe, eu preciso dar uma saída. Se a
Melissa acordar avisa que eu volto logo.
-— Sim, mas onde você vai?
— Preciso resolver umas coisas, também tem
o aniversário do Felipe amanhã e eu preciso comprar o presente dele.
— Bruno, me fala uma coisa: — falou minha
mãe retirando os óculos de grau lentamente — Aconteceu alguma coisa entre você
e a Carol? Achei tão estranho ela ter ido pra casa do pai e ter ficado todos
esses dias lá. Você mais do que ninguém sabe que ela e o Ricardo nunca foram próximos e de
repente ela decide passar a semana com ele? Justo na semana que... Você sabe. —
minha mãe disse apontando o quarto onde
a Melissa estava.
Suspirei fundo tentando pensar no que eu
diria a minha mãe.
— Mãe, as coisas não saíram da forma que
eu planejei. Eu e a Carol estávamos... Enfim, tudo estava começando a dar certo
entre nós. Eu juro que eu ia falar com a Melissa, mas...
— Ah, eu sabia que alguma coisa estava
acontecendo. Conheço a Carolina. Ela não se afastaria assim sem motivo.
— É por isso que eu vou tentar falar com
ela. Ela não atende mais as minhas ligações, mas eu preciso que ela me ouça.
— Eu disse a você que resolvesse sua
situação primeiro. No entanto, meteu os pés pelas mãos e ainda enfiou sua
namorada aqui todos esses dias.
— Merda, eu sei, mas, o que eu poderia
fazer? A Mel bateu o pé até que conseguiu convencer a mãe dela para ficar aqui.
Eu me senti culpado pelo o que aconteceu.
— Olha filho, não conheço muito sua
namorada. Ela me parece ser legal, mas a própria mãe dela disse que ela é
impulsiva, explosiva e mimada. Não deixaria minha filha ficar nessas condições
na casa de pessoas que eu mal conhecesse. Sei lá, posso parecer careta, mas o
namoro de vocês é precoce demais, pra ela simplesmente decidir ficar aqui nessa
situação. Não tiro a sua culpa, afinal, deveria ter exposto a situação pra ela
antes, mas você não tem culpa alguma nesse acidente. Ela estava correndo além
do permitido, isso já foi averiguado.
— Eu sei mãe, prometo que assim que tudo
isso passar, vou resolver essa situação.
— Bom, meu filho, pense bem no que vai
fazer. Só não quero que você faça a Carol de boba, gosto muito dela. Também não
quero que você minta para a Melissa. Ela não merece ser enganada. Seja correto
na sua escolha e nas suas atitudes.
Concordei, inclinei-me para beijar minha
mãe e saí em seguida. Quase uma hora depois, eu estava em frente ao condomínio
onde Ricardo morava. A recepcionista me atendeu e pediu que eu me identificasse
para que ela avisasse a Carol.
“Se eu me identificar corro o risco da
Carol não me atender.”
— Diga que é o Felipe. Sou amigo dela.
A recepcionista concordou e em seguida
ligou para ela. O silêncio da espera foi interminável. Sentia minhas pernas
trêmulas.
6
Carol - Sumindo da sua atmosfera
Estava pronta para sair com a Fernanda, a
namorada do meu pai, que iria me buscar em alguns minutos. Ela prometeu
levar-me a um salão de beleza e depois faríamos umas compras.
O telefone tocou e eu corri atender.
— Carolina é da recepção. O Felipe está
aqui para falar com você. Posso mandar subir?
— Sim, claro, diga para ele subir.
Verifiquei meu celular e vi novamente
várias ligações do Bruno. Meu coração chegava a doer de tristeza. Mas eu não
podia mais falar com ele. Eu devia isso a mim mesma.
Poucos minutos depois a campainha tocou.
Corri abrir a porta e quase morri ao ver o Bruno parado do lado de fora.
— Precisei usar o nome do Felipe, pois eu
sabia que você não ia querer me atender.
Eu o encarei por alguns segundos, porém, não
podia deixá-lo parado do lado de fora do apartamento.
— Entra!
Bruno entrou olhando tudo ao redor. O apartamento
do meu pai era totalmente moderno, amplo e bem mais sofisticado do que o que eu
morava.
— Precisamos conversar. Tentei ligar pra
você centenas de vezes.
— Você deveria estar cuidando da sua
namorada. Não deveria? — falei friamente.
— Preciso que você me escute! — ele
exclamou, segurando minhas mãos. — Eu me senti péssimo em ter que deixá-la sozinha,
depois da nossa noite. Mas eu não tinha o que fazer, precisava ir até lá e ver
o que havia acontecido com a Melissa. Não podia simplesmente virar as costas
para ela.
Bruno me encarava consternado.
— Ela vai embora em poucos dias e eu
prometo falar com ela, vou terminar tudo.
Suspirei com dificuldade.
— Bruno, não vou mentir para você, dizendo
que eu não me importei com o que houve. Seria hipocrisia. Mas não se preocupe,
não o culpo. Fui eu quem fui ao seu apartamento; foi uma decisão minha.
Nesse instante soltei minhas mãos das mãos
dele.
— Só me entreguei a você porque eu o amo e
achei que... Enfim, fosse a coisa certa. Acontece que tudo foi um grande erro.
Você tem uma namorada e eu sabia disso.
— Carol... — disse ele, balançando a
cabeça em negação — Não é assim.
— É exatamente assim, Bruno. Eu era apenas
a garota que estava com você naquela noite. Não era nada além disso. E sim, você
tinha que estar ao lado da Melissa. Porque é ela a sua namorada! E você nunca
mentiu para mim sobre a existência dela. Eu dormi com você naquela noite sabendo
que você estava namorando outra garota. Então a errada da história sou eu.
— Não, claro que não! Você não era apenas
a garota que estava comigo naquela noite. Você é a garota que eu amo.
Balancei a cabeça em negação.
— Não é para ser. O próprio destino se
encarrega de nos mostrar isso a todo o momento. Nós nunca daremos certo juntos.
Sei lá, talvez sejamos parecidos demais para ter uma relação que vai além de
uma amizade. E eu jamais deveria ter feito o que eu fiz com você, errei e me
arrependo disso a cada segundo. E é por isso que decidi me afastar, quero
esquecer o que aconteceu entre nós. Já sofri muito por causa desse sentimento
em relação a você e não quero mais isso para mim. Só que para isso, preciso que
não me ligue mais, nem me mande mensagens e muito menos me procure. Não tem
outra maneira de seguir em frente com você presente em minha vida.
Bruno me encarou como se tivesse sido
golpeado.
—Espero poder ser sua amiga um dia
novamente, porque nossa amizade era simplesmente linda e até com isso nós
conseguimos acabar.
Bruno me olhou incrédulo.
— Você não pode estar falando sério? Eu
amo você Carol! Não posso simplesmente me afastar de você assim, dessa maneira.
— Estou falando sério Bruno. Devo isso a
mim. Preciso me amar acima de tudo, e não desejo que ninguém passe pelo o que passei
nesses últimos dias. Quero que você volte para sua casa e fique com a sua namorada.
Essa foi sua escolha naquele dia. E me afastar de você é minha escolha hoje.
A porta se abriu e a namorada do meu pai
apareceu.
— Oi, me desculpem! Não sabia que você
estava com visita, Carol.
— Oi Fernanda. Esse é o Bruno, é um amigo
meu, mas ele já está de saída.
Bruno forçou um sorriso para Fernanda e a
cumprimentou.
— Bom, eu vou pegar umas coisas no quarto,
podem ficar à vontade.
— Bruno, eu e a Fernanda vamos sair agora,
então...
— Eu vou embora, mas primeiro quero que
olhe em meus olhos e me diga que é isso realmente que você quer, porque não é o
que eu quero.
— Eu... — hesitei no mesmo segundo, mas eu
precisava ter a coragem de tirá-lo da minha vida — Não dificulte as coisas para
mim. É assim que tem que ser.
— Você ainda não me disse, Carol.
O olhei naquele momento, pensando
seriamente em falar para que ele esquecesse tudo o que eu havia dito. Então
meus lábios agiram de acordo com a minha cabeça, não com meu coração.
— É isso que eu quero, é melhor você ir,
Bruno.
Bruno me encarou por um momento e depois
abaixou o olhar e saiu em seguida. Meu coração ficou dilacerado, e mesmo me
segurando ao máximo comecei a chorar. Fernanda chegou na sala e me flagrou em
meio às lágrimas.
— O que aconteceu?
Coloquei minhas mãos sobre meu rosto para
que ela não me visse chorando.
— Vem, sente-se aqui! — ela disse me
levando até a poltrona.
— Ele é só um amigo que veio se despedir.
Mas...
— Pode se abrir comigo, Carol.
— Obrigada Fernanda! É que eu... mais
lágrimas. — Eu gosto muito dele, mas nunca daria certo. Somos amigos demais pra
isso.
— Não seja tola! Se vocês se gostam de
verdade, o fato de serem amigos não é nenhum obstáculo.
— Eu sei, acontece que ele está namorando
e... Enfim, é complicado.
— Vem aqui! — Fernanda disse me abraçando.
— Tudo isso irá passar, esse carinha será o primeiro de várias outras paixões.
Você vai ver.
Não respondi nada, no fundo eu sabia que
ela estava errada. Por mais tempo que passasse, jamais amaria alguém como eu
amava o Bruno.
Mais tarde saímos e fomos ao salão de beleza
conforme havíamos combinado. Fiz tudo o que eu precisava para dar uma levantada
no astral. Ficamos horas confinadas naquele salão. Em seguida fomos ao
shopping, onde Fernanda me ajudou a escolher várias roupas descoladas e vários
pares de sapatos. Compramos o presente de Felipe e depois fomos a um café. Isso
tudo por cortesia do meu pai.
Naquela noite de sexta-feira, eu, meu pai e
Fernanda saímos para jantar. Meu pai nos levou em um restaurante muito
conhecido por ser um dos mais conceituados de Porto Alegre. Assim que voltamos,
liguei para minha mãe e conversamos por algum tempo. Percebi que ela estava
bastante enciumada com o fato de eu estar com ele e a namorada. Mas eu não
tinha outra escolha, pelo menos não enquanto o Bruno estava na cidade.
No sábado pela manhã saí com meu pai para
tomar café da manhã e em seguida passamos em algumas lojas dele. Só voltamos
para o apartamento ao final da tarde e ele e a Fernanda insistiram para que eu
fosse com eles em um clube da cidade.
Chegamos no início da noite e liguei para
a Patrícia, pois ela havia me ligado várias vezes. O celular dela mal tocou e
ela atendeu em seguida.
— Caramba, Carol! Entendo que você queira
se afastar do Bruno, mas por que me incluiu em sua lista de exclusão?
— Sua boba, não é isso! Fiquei fora o dia
todo como meu pai e com a Fernanda.
— Hum, quanta intimidade com essa
Fernanda. Devo ter ciúmes?
— Claro que não!
— Tudo bem! Mas me responda uma coisa: quer
que eu passe para buscar você?
Estava pensando seriamente em não ir ao
aniversário, para não correr o risco de encontrar o Bruno.
— Eu... Hmmm.... Eu não sei se...
— É uma situação chata! Se preferir não
ir, eu converso com o Felipe, ele vai entender.
Sorri aliviada.
— É, eu não sei. Acho que estou preparada
para ver o Bruno.
— Não se preocupe amiga, entendo sua
situação. E se quiser ir, busco você.
— Tá, eu vou decidir e qualquer coisa ligo
para você.
Pati concordou e desliguei em seguida.
Estava na internet, fazendo uma busca
detalhada sobre a tal da Melissa, mas como eu não tinha o sobrenome dela, não
achei nada. Meu celular tocou novamente. Dessa vez era o Gustavo.
— Oi, Gustavo!
— Oi Carolzinha. Como você está?
— Estou bem e você?
— Estou com saudades. Não a vi por aqui
esses dias. E soube que você está com seu pai. E eu imagino o porquê.
Meu coração se apertou.
— Não quero falar sobre isso, não é da
minha conta, só liguei para saber se você quer que eu a busca pra a festa do
Felipe.
— Na verdade ainda não me decidi se irei a
essa festa. Acho que vai ficar uma situação chata.
— Carol, sempre achei essa história de
vocês uma furada. Agora você viu o que eu quis dizer. É complicado, o cara é
meu amigo, mas ele não a merece.
Fiquei em silêncio.
— Agora em relação à festa, não se
preocupe! Fiquei sabendo que ele não vai. Me parece que ele vai embora amanhã
bem cedinho e ligou para o Felipe pedindo desculpas por não poder ir. Então vá
pelo Felipe, que não tem nada a ver com essa história.
Não fiquei muito convencida com o que o
Gustavo me disse, mas acabei concordando.
— Tudo bem, eu vou! Mas eu me viro, vou
pedir pra minha mãe me levar.
— Eu busco você. Deixa vai?
— Não me leve a mal, é que estou aqui há
alguns dias, e minha mãe já está enciumada por ter ficado todo esse tempo com
meu pai, então ela faz questão em me levar...
— Tem certeza?
— Sim, pode deixar, vejo você lá. Falei e
nos despedimos em seguida.
Não teria nada demais em eu aparecer com o
Gustavo, mas eu sabia perfeitamente sobre as intenções dele e eu não queria ser
motivo de conversa de outras pessoas.
Coloquei um vestido curto, com o fundo
azul e com leves estampas com aplicações em paetês e pedras. Parte das costas
ficavam à amostra. Usei uma sandália nude e uma bolsa de mão combinando. Alguém
bateu na porta do meu quarto e entrou em seguida.
— Uau, você está linda! — falou Fernanda
vindo em minha direção.
Ela sim estava linda, com um vestido
vermelho sobre tule cor da pele.
— Vamos dar uma corada nesse rosto?
— Tá, mas nada muito pesado.
— Não, claro que não!
Fernanda me ajudou com a maquiagem, passou
base, pó, blush, delineador, máscara de cílios e um batom cor de boca.
— Prontinho! — ela disse levando-me até o
espelho.
Realmente estava perfeita a maquiagem que
ela havia feito em mim. Em seguida ela me ajudou a arrumar meus cabelos, dando
uma leve enrolada nas pontas.
Meu pai entrou no quarto e seu queixo caiu
ao me ver.
— Carolina, você está... Está linda minha
filha.
— Hum, que pai coruja hein, Carol? — brincou
Fernanda.
— Obrigada pai e obrigada pela ajuda
Fernanda.
— Não tem que agradecer, foi um prazer.
— Vou ligar para minha mãe vir me buscar.
— Não, filha! Nem pensar! Deixe sua mãe
descansar esse final de semana. Faço questão de levar você.
— Não irei atrapalhá-los?
— Claro que não, filha!
Concordei com ele e momentos depois saímos
em direção a One, onde Felipe que era muito influente na cidade devido aos seus
pais, havia reservado apenas para os seus convidados.
Quando chegamos, meu pai estacionou o
carro e desceu em seguida.
— Tchau, Fernanda! — falei dando-lhe um
beijo.
— Tchau querida e boa sorte para você!
Tenho certeza que seu amigo vai ter um treco quando te ver. — ela disse em
sussurro.
Sorri discordando e saí em seguida. Meu
pai me levou até a porta da boate. Coisa que nenhum pai fazia mais isso,
principalmente na minha idade, e confesso que me causou certo desconforto.
— Pai, não precisava vir até aqui.
— Estou extremamente feliz por estar com
você todos esses dias. Sei que nunca fui um pai de verdade para você e fui um
péssimo marido para sua mãe. E você não sabe disso, mas me arrependo muito de
ter me afastado de vocês duas. Quanto a sua mãe, eu sei que a perdi por todos
meus erros. Mas não quero me sentir assim em relação a você. Você é minha única
filha e eu quero fazer de tudo para nos entendermos de uma vez por todas. Você
é muito importante para mim e quero voltar a ser importante em sua vida.
Confesso que quase comecei a chorar
naquele momento, já estava sentimental e com aquela declaração do meu pai
fiquei ainda mais.
— Você se transformou em uma moça linda,
educada, gentil e devo tudo isso a sua mãe que cuidou de você com todo o amor
dela, mesmo quando eu abandonei vocês duas.
Abracei meu pai e ele me abraçou forte.
— Você é muito importante para mim pai,
pode ter certeza!
Ele sorriu e beijou meu rosto.
— Me liga quando quiser ir embora, que
venho buscar você.
— Tá, eu ligo sim, pode deixar!
A festa de Felipe já estava cheia.
Conhecia apenas algumas pessoas das quais me cumprimentavam conforme eu ia
entrando. Até que eu vi uma roda de pessoas conhecidas e ouvi um gritinho em
seguida. Era a Patrícia.
— Uhul! Ela veio! — disse Pati vindo
histérica em minha direção.
Patrícia estava linda, com um conjunto
branco de saia e cropped e um brinco imenso turquesa.
— Que bom que você veio, você está uma
gata!
— Mascote! — falou Felipe veio em minha
direção com os braços abertos para me abraçar.
— Oi Fê, feliz aniversário!
— Obrigado, minha linda, fiquei feliz por
ter vindo.
Felipe colocou a mão em meu rosto em
seguida.
— Você está bem?
— Estou sim. — respondi, forçando um
sorriso a ele.
— Deixa pra lá, Mascote. Promete ficar
bem?
— Prometo!
Dei-lhe um beijo no rosto.
— Obrigada, você é muito importante pra
mim. Trouxe isso pra você. — falei, entregando o presente a ele.
— Eu sei mascote, e eu também desejo tudo
de melhor para você.
Nos abraçamos de novo e Pati resmungou em
seguida:
— Pronto! Já estou ficando com ciúmes.
Nos afastamos rindo e ele a abraçou e a beijou.
Olhei ao meu redor e vi Bruno ao lado da namorada, observando-me de longe.

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