Faça por mim
Parte 05
8
A casa do Lago
Assim que desci,
meu pai conversava com o Rafael e minha mãe. Todos estavam rindo de alguma
coisa que meu pai tinha comentado. Quando Rafael me viu descer as escadas, ele
me encarou. Senti seus olhos queimarem em mim. Dei-lhe meu melhor sorriso,
passei por ele dando-lhe um beijinho no rosto e fui ficar perto do meu pai, que
estava todo dengoso.
O jantar foi
perfeito! Ficamos conversando sobre diversos assuntos, que sempre acabavam em
risadas.
Algum tempo depois,
quando já estávamos novamente na sala, Rafael despediu-se dizendo que iria dar
uma volta. Ninguém mencionou se eu queria ir junto, e também não me manifestei.
Meus pais já apresentavam sinais de que estavam cansados. Cerca de trinta
minutos após a saída de Rafael o telefone de casa tocou. Minha mãe atendeu,
abrindo um sorriso ao conversar.
–Para você Ana, é
a Rebeca. Acho que ela quer te chamar para dar uma volta.
Olhei para ela
fazendo cara de surpresa, disfarçando.
–Oi Rebeca, tudo
bem?
–Oi, Ana, desculpa
estar lingando para você uma hora dessas, mas o Rafa está ao meu lado, ele quer
falar com você, então, ele acha melhor que seus pais pensem que nós vamos sair
juntas.
–Ah, tudo bem, eu
vejo e já te ligo, pode ser? –respondi, disfarçando.
–Ele está me
deixando louca aqui, vê certinho e me liga.
–Ligo sim, beijos.
Minha mãe me olhou
curiosa, meu pai prestava atenção na televisão.
–Ela quer te levar
para dar uma volta filha?
Fiz que sim com a
cabeça.
–Vai sim Ana, é sábado
à noite, aproveita!
–Mãe será? Não
queria deixá-los aqui sozinhos.
–Ana, eu e sua mãe
vamos dormir. Você é jovem, vá se divertir minha filha, e a Rebeca é uma pessoa
de confiança, vá tranquila! –disse meu pai, sem tirar os olhos da televisão.
Suspirei com o
coração apertado de remorso. Me sentia o pior ser mentindo daquela maneira.
–Tudo bem, eu vou.
Retornei a ligação
para Rebeca, e ela ficou de passar para me buscar. Subi para retocar a
maquiagem e escovar os dentes.
Assim que Rebeca
buzinou meus pais levaram-me até a porta, acenando ao vê-la.
Entrei no carro, e
ela suspirou e sorriu para mim.
–Ana, sinto-me
péssima mentindo para os seus pais, mas é por uma boa causa.
–Nem me fala
Rebeca, me sinto traindo a confiança deles, o pior que é isso mesmo.
Ela apertou minha
mão.
–Vai dar tudo
certo, você vai ver.
Eu sorri.
Assim que Rebeca
saiu da propriedade dos meus pais, ela seguiu para o caminho do lago.
–Ande você está
indo?
–Coisas do Rafael.
–ela respondeu sorrindo.
Após alguns
minutos, vimos um carro parado no meio da estrada com as lanternas e faróis
ligados.
Rebeca estacionou
ao lado da caminhonete do Rafael. Ele e o Enzo estavam sentados na carroceria.
Enzo caminhou em minha direção, deu-me um beijinho no rosto, me cumprimentando.
Em seguida pegou Rebeca pela cintura e selou os lábios dela.
Rafael foi até
mim, segurando minhas mãos, e sorriu. Ele parecia tão nervoso quanto eu.
–Vamos?
Fiz que sim com a
cabeça, sem saber para onde ele me levaria.
Nós nos despedimos
de Rebeca e do Enzo. Rafael me ajudou a
entrar na caminhonete. Enzo seguiu dirigindo o carro de Rebeca, saindo da
estrada do lago, rumo à cidade.
Eu e Rafa fomos
para o lado oposto, adentrando ainda mais na estrada do lago.
–Aonde vamos?
–É uma surpresa!
–ele respondeu sorrindo e apertando minha mão enquanto dirigia.
Andamos cerca de
uns dois quilômetros, tudo o que eu via eram árvores e mais árvores e
araucárias imensas. O lago estava sem nenhuma iluminação, mas era possível ver
as flores que o rodeava. Fizemos uma curva e andamos mais alguns quilômetros.
Rafael parou a
caminhonete em frente a um imenso portão, ele acionou o controle e o portão se
abriu.
–Que lugar é esse?
–perguntei surpresa.
Parei para pensar,
como não existiam outras casas ao redor, me dei conta que a única coisa que era
possível ver do outro lado do lago, era aquela casa que eu tinha feito algumas
fotos durante a manhã daquele dia.
–É a casa do lago?
De quem é essa casa? Você é louco?
Ele sorriu, mas
permaneceu calado.
O portão foi se
abrindo e um lindo caminho de árvores, coqueiros e flores, muitas flores
surgiram. Era todo iluminado por luzes verdes, que destacava ainda mais a
paisagem. Depois de algumas curvas, avistei a casa.
A casa era linda. Tinha três andares,
construída com tijolos aparentes, portas e janelas de madeira de demolição.
–Você está maluco
Rafael? E se o dono aparece? Ele te emprestou as chaves? –indaguei exasperada.
Rafael olhou para
mim, com toda ternura do mundo, passou a mão nos meus lábios.
–Vem aqui Ana! Vou
te mostrar a casa.
Descemos da
caminhonete, pude sentir o ar puro e gelado, entrar em meus pulmões.
Rafael pegou em
minha mão e me levou na direção da casa. Não dizia nada, e esse silêncio estava
me matando. Provavelmente ele havia emprestado as chaves com algum amigo dele,
aliás que o dono provavelmente devia ser muito amigo, para deixá-lo entrar
assim, com toda essa liberdade.
A casa contava com três pavimentos, que eram
suspensos por pilotis. Havia uma grande escada na lateral da casa, que dava
acesso aos dois pavimentos de cima, essa escada era com as laterais também em
madeira. Na fachada da casa, do térreo aos outros demais pavimentos, havia
painéis de vidro, para quem estivesse dentro da casa, tivesse uma vista
privilegiada da ampla paisagem verde que cercava toda a casa, e do lago que
ficava bem próximo.
Ao abrir a porta
da casa, estávamos na sala; uma mistura do rústico com o moderno. Muito bem
decorada, com aparadores de madeira com tampos de vidro, espelheiras amplas com
moldura em madeira, como as que eu vi na loja do Rafael.
Rafa trancou a
porta atrás de nós, e fiquei observando cada detalhe. Sofás e tapetes claros se
destacavam para quebrar o tom amadeirado da sala.
A sala era fechada
na frente com os tais painéis de vidro, que iam do piso ao teto. Rafa ligou um
som que estava no homme feito em madeira de demolição trabalhada, com detalhes
em vidro, que provavelmente também era da fabricado por ele. Começou a tocar
uma música só com o som de um dedilhado de violão.
–O dono dessa casa
é seu amigo, cliente? –perguntei impaciente.
–Eu sou o dono!
Olhei incrédula
para ele.
–Como assim você é
o dono?
–Eu sou o dono!
A música tocava no
fundo.
–Sente-se aqui,
vou te explicar? Quer beber alguma coisa?
–Não quero beber
nada, só me explica.
Ele sentou-se
sobre a mesa rústica de centro, e me fez me sentar no amplo sofá, ficando de
frente para ele. Segurou minhas mãos, que estavam feito pedras de gelo, por
causa do frio e do nervoso.
–Ana! –disse ele
suspirando. –A nossa primeira noite juntos, foi mágica, inesquecível para mim.
Mas assim que coloquei minha cabeça no travesseiro, não conseguia dormir.
Sentia que estava traindo a confiança dos seus pais, que cuidaram tão bem de mim
desde que eu era pequeno. Achava que seu pai me odiaria para sempre, só de
pensar que eu tinha seduzido você, que significava tudo para ele.
Ele respirou,
parecia sentir dificuldade. Caminhou até o barzinho preparando duas doses de
uísque e voltou entregando-me uma. Ele deu um gole e eu acabei o imitando.
–Eu não me achava
o suficiente para você. Você merecia algo melhor do que eu. E eu sabia que seus
pais jamais aceitariam nosso namoro.
Eu olhava
consternada para Rafael, que parecia estar longe, era como se ele tivesse
voltado no passado.
–Depois daquela
noite inteira sem dormir, resolvi que se eu a afastasse de mim, você
encontraria alguém que fosse digno do seu amor, e que seus pais o aprovassem.
Então foi isso que eu fiz.
Rafael fez uma
pausa tomando um gole do uísque e eu não conseguia tirar os olhos dele.
–Eu me odiava Ana!
Odiava ter que fazer isso com você. Cada vez que você olhava para mim e eu te
ignorava, meu coração doía, mas eu tinha que fazer isso. Odiava-me mais ainda
quando você tentava puxar conversa comigo e eu desconversava, ou mal respondia.
Todas essas atitudes me matavam por dentro.
–Rafael, você não
precisava ter feito isso. Não era mais fácil abrir o jogo comigo?
–Eu sei Ana. Mas
eu não iria resistir ficar perto de você. Eu era apaixonado por você. Só que nós
não podíamos ficar juntos. Pelo menos eu pensava assim. Pensava que se seu pai
soubesse sobre nós, ele provavelmente me odiaria e odiaria você.
Ele passou a mão
pelos cabelos. Caminhou até os painéis de vidro, mas depois voltou, sentando-se
ao meu lado.
– Quase morri quando
você foi embora, pensei em conversar com o padrinho várias vezes. Mas tinha
medo de desapontá-lo. Então cada vez que você voltava, uma luz voltava para
minha vida, me irradiava por dentro só de te ver. Até que você decidiu ir morar
em São Paulo. Então vi que estava perdendo você para sempre. Segurei-me várias
vezes, até que um dia eu tive coragem e fui atrás de você.
–Em São Paulo?
Rafael balançou a
cabeça positivamente.
–Quando cheguei ao
endereço que a madrinha tinha anotado na agenda dela, como sendo o seu
endereço, eu te liguei, mas seu namorado atendeu ao telefone. Fiquei parado em
frente ao seu prédio, me sentindo um nada, sem poder entrar, vendo o belo
prédio que você morava, o lugar privilegiado em que você vivia. E fiquei
pensando, qual argumento eu teria para te levar de volta comigo, o que eu
poderia te oferecer? Eu era totalmente dependente do seu pai. Ao contrário de
você que já tinha se tornado uma mulher independente. Eu não conhecia quase
nada até aquele momento, quer dizer, você já tinha vivido alguns anos no Canadá
e nos Estados Unidos, eu tinha ido algumas vezes apenas a passeio; você estava
formada, trabalhando. Eu havia me formado mas vivia sob os cuidados dos seus
pais. Continuava na mesma vida, desde que você tinha ido embora. Saía de casa,
conhecia outras garotas, mas sempre voltava no mesmo horário, para não deixar
ninguém preocupado com a minha demora. Você já estava namorando, com um cara bem-sucedido,
e vocês estavam ali, em seu apartamento, sozinhos. E com tudo isso, como eu iria competir com as
pessoas que faziam parte do seu círculo social. Eu achei que você não fosse mais
me achar interessante. Estava muito aquém de você.
Rafael suspirou.
–Então a partir
daquele momento, fiz uma promessa para mim. Que eu só iria atrás de você quando
estivesse à sua altura, quando estivesse totalmente independente dos meus
padrinhos e pudesse caminhar com minhas próprias pernas.
Olhei para ele sem
acreditar.
–Por que e se você
me aceitasse? E seu pai simplesmente virasse as costas para nós? O que iria
fazer se eu só tinha trabalhado com ele minha vida toda?
Rafael falava e
segurava minhas mãos cada vez com mais intensidade. E eu o olhava aflita por
sua história.
–Naquela noite
voltei arrasado, tinha perdido meu chão!
Mas voltei determinado. Seria um
novo homem, alguém com objetivo na vida. Objetivo de crescer profissionalmente
e pessoalmente.
–Mas nunca achei
que você não tivesse objetivos em sua vida. Pelo contrário Rafael, sempre achei você uma pessoa centrada,
esforçada.
–Eu sei que não
Ana. Mas eu me sentia assim. Voltei pra Canela e abri o jogo com seus pais, e
disse a eles que eu precisava ser independente, e eles concordaram. Fui para os
Estados Unidos, e lá mergulhei de cara nos estudos, e trabalhava durante o dia
em uma fábrica de móveis e me apaixonei por isso. Comecei a desenhar umas peças
e meu patrão disse que eu tinha muito talento, então ele me apresentou a umas
pessoas. Fiz vários cursos, me aprofundei nas aulas de designers de interiores.
Quando voltei para o Brasil, montei a fábrica e a loja, com parte do dinheiro
da herança que meu pai havia me deixado. Que até então eu nunca tinha me
interessado em usar, nunca tive um propósito.
–É eu me lembro
que meu pai sempre me falava que você usaria esse dinheiro para fazer a coisa
certa, e você fez mesmo.
–É verdade. E seu
pai ficou mais do que satisfeito em me ver usar esse dinheiro para uma boa
causa, e a partir daí os negócios decolaram.
Rafael deu mais um
gole uísque.
–Só que eu nunca o
abandonei, porque amo lidar com a fazenda, é minha vida. Então, informatizamos
tudo, fizemos muitas melhorias, acabei fazendo mais contatos no exterior, e
quando vi, tanto a fábrica quanto a fazenda estavam indo perfeitamente bem. Por
isso que fico na parte da manhã na fazenda, e durante a tarde na loja. Embora,
mesmo estando na loja controlo tudo pelo programa que eu desenvolvi.
–Mas e essa casa
Rafael?
–Um tempo depois,
fiquei sabendo da venda dessas terras, primeiro falei com seu pai, o que ele
achava, ele disse que tinha interesse em comprá-la, mas preferia que eu
comprasse, pelo menos assim eu sempre estaria por perto. Então, eu as comprei.
E construí rapidamente. Da compra das terras, depois cada tijolo assentado, até
a decoração final, era só em você que eu pensava Ana. Em realizar seu sonho, de ter a nossa casa no
lago, a casa que nós sonhamos juntos. E eu a fiz! E não via a hora desse
momento chegar. De poder falar para você o quanto esperei por você. O quanto
desejei ter você aqui comigo.
Fiquei totalmente
sem reação. Rafa olhou para mim, tentando decifrar o que eu estava sentindo.
–Vem aqui! –disse
Rafael me abraçando.
Não consegui segurar e comecei a chorar.
Quando ele percebeu, ele se afastou e segurou meu rosto entre suas mãos.
–Por favor Ana,
não fica assim!
–Nem sei o que te
dizer Rafael. É tudo tão complexo. Nossa história é tão complicada.
–Ei, olha para
mim. Vai dar tudo certo! Fui paciente todo esse tempo, e eu sei que não foi em
vão. Você vai ver!
Rafael se levantou, estendendo os braços para
mim. Eu segurei as mãos dele e ele levou-me para o andar de cima. Havia cerca
de quatro suítes, um banheiro social, um escritório.
Entramos no quarto
principal, de casal. Ele acendeu as luzes, o quarto era lindo. Segurava minha
mão, me guiando pelo quarto. Puxou uma cortina e de lá de cima, era possível
ver todo o lago, toda a mata em volta do lago, era como se fosse um sonho,
aliás, era o meu sonho, e ele havia realizado.
Rafael me abraçou
e em seguida me beijou calmamente.
–Ana amo tanto
você, que chega a me doer sabia?
Olhei ao redor e
me afastei dele, em seguida sentei-me na cama. Ele sentou-se ao meu lado, e me
abraçou fortemente.
Só tive vontade de
beijá-lo, não tinha mais nada a dizer.
Ele me beijou,
irresistivelmente, depois olhou profundamente em meus olhos.
–Agora eu estou
pronto para ter você para mim.
–Eu sempre fui sua
Rafael. Desde aquela noite eu pertenço a você.
Rafael
aproximou-se ainda mais de mim e beijamo-nos apaixonadamente, não tinha nada e
nem ninguém mundo que mudaria o que um sentia pelo outro.
Nossos corpos
foram respondendo aos nossos beijos, cada vez mais e mais.
Desabotoei a
camisa dele, tirando-a lentamente. Dessa vez, não era mais aquela garotinha sem
experiência nenhuma, sem saber o que fazer. Já era uma mulher, e sabia
perfeitamente como as coisas funcionavam.
Minhas mãos percorriam as costas dele, ele
tirou meu casaco, e em seguida puxou minha blusa de seda lentamente, beijando
meu pescoço, meus ombros. Suas mãos exploravam minhas costas, parando no cós da
minha calça. Rafael olhou novamente para mim como se me pedisse permissão, e eu
fiz que sim com a cabeça.
Ele desabotoou
minha calça, deslizando-a. Quando suas mãos tocaram a parte interna das minhas
coxas, senti meus joelhos estremeceram, cai de costas contra a cama. Rafa
deitou-se sobre mim, mas sua calça jeans ainda estava entre nós. Abri o botão e
livrei-me dela.
Sua boca encontrou
o caminho até a minha novamente, e nesse momento eu coloquei minha mão entre
sua pele e o tecido da cueca. Ele gemeu em resposta. Rafael me colocou sentada
na cama e delicadamente tirou meu sutiã, beijou meus mamilos e foi descendo ela
minha barriga.
Meu corpo se arqueava de desejo. Em seguida
ele tirou minha calcinha e se livrou de sua cueca.
Depois de alguns
instantes, eu o senti dentro de mim. Meus olhos se fecharam em resposta. Ele
movimenta-se suave e lentamente. Parecia apreciar cada segundo, nossos olhos se
encontraram mais uma vez, e nos beijamos novamente. Nossos movimentos foram
ganhando cada vez mais ritmo. A sensação aumentava mais e mais, e eu o puxava
para dentro de mim cada vez com mais força. As investidas foram ficando mais
rígidas, nossos olhos vidrados um no outro, e ele me beijava ardentemente.
–Te amo Ana! –ele
disse quase sem fôlego.
Quando ouvi essas
palavras senti uma explosão de calor dentro de mim, Rafael também foi fazendo
mais pressão, foi uma sensação prolongada de prazer. Ficamos nesse ritmo algum
tempo, até que sentir nossos corpos desmoronar. Foi sem dúvida a sensação de
prazer mais intensa que tivera.
Deitamos um de
frente para o outro, até nossas respirações voltarem ao normal.
–Você não faz
ideia de como eu desejei isso, esse dia, eu e você aqui na nossa cama. –disse
ele satisfeito.
Nos beijamos e
nossos corpos se encontraram.
Ficamos entrelaçados,
nos olhando e conversando, e ele ficou me acariciando, suas mãos percorriam
delicadamente todo meu corpo, me deixando toda arrepiada. E fizemos amor outra vez.
Exaustos, acabamos
pegando no sono. Abri os olhos horas mais tarde. Da cama, era possível ver toda
paisagem verde, iluminadas pelas luzes do jardim.
Fiquei olhando
para ele, enquanto ele dormia. Rafael era lindo. Seu rosto parecia desenhado.
Eu era profundamente apaixonada por ele. Por cada centímetro daquele corpo. Mas
então, senti uma onda de tristeza me consumir. Até onde chegaríamos? Por quanto
tempo duraria? Afinal, era um relacionamento cheio de “contras”. E o maior dos
contras era a nossa família. Mais precisamente meus pais que jamais
entenderiam.
Saí da cama,
enrolei-me em um lençol, caminhei até a vidraça, e fiquei olhando para fora,
voando em meus pensamentos. Rafael em seguida juntou-se a mim, abraçando-me.
–Está tudo bem?
–ele sussurrou.
Fiz que sim com a
cabeça. Virei-me para ele, e o abracei.
–Amei essa casa. É
perfeita! É sem dúvida nenhuma a casa que eu sempre sonhei.
Ele me abraçou ainda mais.
–Você realizou meu
sonho Rafael. Só não sei se irei desfrutar desse sonho.
–Ana, olha para mim. –disse Rafael me virando
frente a frente para ele.
–Fiz tudo isso para nós dois. Cada coisa feita
foi pensando em você, só em você, eu te disse isso.
–Mas Rafa, não
podemos esquecer dos meus pais. Como eles reagiriam? É muito complicado.
–Eu sei, pensei
sobre isso também. Mas somos adultos. Uma hora nós teríamos que enfrentar
nossos medos, e essa hora chegou. Eu sei que seu pai agora passou por esse
susto. Entretanto, com calma nós acharemos o momento ideal para falar com ele.
Ficamos por um
tempo parados olhando pela a vidraça. Cada um perdido em seus pensamentos. Até
que eu quebrei o silêncio.
–Quantas garotas
você já trouxe aqui?
Ele me encarou,
seus olhos brilhavam de encontro aos meus.
–Eu nunca trouxe
nenhuma garota aqui, você foi à única.
Sorri, duvidando.
–E seus encontros?
–Existem lugares apropriados para isso, sem
ser minha casa. –disse ele me apertando contra ele.
Olhei no relógio,
já passavam das quatro horas da manhã.
–Temos que ir! Mas ficaria assim para o resto
da vida.
–Então fica comigo
a vida toda, é só isso que eu quero. –disse ele beijando minha orelha, e
arrepiando toda minha pele. Nós beijamos como se nada mais no mundo importasse.
Cerca de uma hora depois, depois de muita relutância já estávamos vestidos. Ele
me mostrou os outros lugares da casa e em seguida fomos embora.
O domingo foi
regado de refeições com a família, depois, ficamos com meus pais na sala
jogando conversa fora seguida de risadas, relembrando o passado. É claro que
havia muitas trocas de olhares entre mim e o Rafael. No final da tarde, meu pai
recebeu uma visita de um casal de amigos que queriam saber se ele tinha
melhorado.
Aproveite para
sair, dizendo que me encontraria com a Rebeca, e Rafael na frente dos meus pais
me ofereceu uma carona. E novamente
fomos para a casa do lago. Aquele final de tarde foi realmente mágico, fizemos
amor no deck que havia no quintal da casa, bem de frente para o lago. Depois
tomamos um banho juntos, fizemos um lanche e ficamos juntinhos até anoitecer.
A semana também
foi assim, nos víamos na fazenda, embora passava a maior parte do tempo com
meus pais. Liguei algumas vezes para o Léo, entretanto, não sentia mais nem
vontade de falar com ele, e me sentia péssima com isso, e Léo me ligava todos
os dias.
Algumas noites saímos
com a Rebeca e com o Enzo, fomos a barzinhos e restaurantes em Gramado. E
depois sempre terminávamos na casa do lago. Estreamos cada lugar da casa, cada
canto. A casa havia se tornado nosso refúgio.
Até que chegou o
fim de semana novamente.
9
Perdendo os
sentidos
Na sexta feira,
Rafael e o Enzo e mais dois rapazes combinaram de tocar no Open Door. Nós combinamos de
sairmos separados para evitar qualquer comentário.
Rebeca me buscou
em casa novamente. E ela aproveitou para me entregar o convite de aniversário
de três aninhos do Arthurzinho. Era o primeiro convite que recebi em meu nome e
no nome do Rafael. Fiquei radiante.
Quando chegamos ao
bar da Déb, alguns rapazes do bar se viraram para encarar a mim e a Rebeca.
Particularmente estávamos lindas. Rebeca usava uma saia bordada com pedrarias
em preto e dourado, e uma camisa com leve transparência preta.
Eu vestia um
vestido com o fundo cor da pele e uma aplicação em renda preta, que dava a
ilusão de estar usando apenas uma renda sobre a pele, ele era de manga longa,
porém, com as costas à mostra. Puxei um rabo de cavalo, evidenciando assim todo
o decote, e fiz uma maquiagem bem marcada.
Quando Rafael me viu, seu queixo quase caiu,
ele me olhou dos pés à cabeça. Veio ao meu encontro e sussurrou:
–Caramba, você
está extremamente linda!
Sorri feito uma
adolescente apaixonada.
–Você está
perfeito. –disse dando-lhe um olhar malicioso.
É claro que
não podíamos ter qualquer contato em público, afinal, para os outros nós éramos
apenas dois irmãos.
Havia algumas pessoas diferentes no bar,
alguns rapazes chegaram em mim naquela noite, foram falar comigo quando eu
estava com a Rebeca e as outras garotas, outros me pararam na pista de dança, e um
outro carinha me abordou no bar, quando estava falando com a Déb.
Podia sentir o ar
de irritação do Rafael de longe, mas sempre que podia ele ficava ao meu lado,
ou pelo menos por perto.
Os meninos tocaram
cerca de dez músicas, variando de rock nacional a internacional. E os clientes do bar estavam gostando muito
do que escutavam.
Quando eles
estavam vindo para mesa, vi que uma garota puxou o Rafa, era a Fernanda. Ela começou a falar com ele, gesticulava algo,
e ele fez que precisava ir, nisso ela o puxou novamente e falava apontando o
dedo do rosto dele, ele também começou a falar com ela, mas ela o empurrou e
saiu.
Ele voltou
irritado e não falou comigo naquele momento, foi direto para o bar e pegou duas
bebidas, voltou e me entregou uma.
–O que aconteceu,
está tudo bem? –perguntei o mais perto possível por causa do som que era muito
alto.
–Nada, esquece!
Essa garota me persegue. Deixa para lá
Dito isso, ele
calou-se em seguida.
As meninas que
acompanhavam os outros rapazes que tocaram com o Rafael e com o Enzo, me
chamaram para acompanhá-las ao banheiro. Eu chamei a Rebeca, mas ela estava com
o Enzo atarracado no pescoço dela. Então fui com as outras garotas.
Fernanda entrou atrás de mim. Me cumprimentou
com um beijinho no rosto.
–Ei, o que está havendo com seu irmão? Estou
tentando falar com ele há dias e ele só me ignora. –ela perguntou parecendo
nervosa.
Ela insistia em
dizer que ele era meu “irmão”.
–O Rafael está muito
estressado, deve estar com problemas na loja, em casa também está assim. Acho
que é muito trabalho. –respondi secamente.
–Você sabe se ele está saindo com alguém? Ou
sei lá, a fim de alguém, porque ando tentando falar com ele, e ele não me
atende.
–Ele não fala
muito comigo sobre essas coisas, mas acho que não está com ninguém. –disse
fazendo cara de desentendida.
Ela me olhou
parecendo me examinar.
–Nanda, nós vamos
lá fora fumar, você vem? –disse uma das amigas dela, entrando no banheiro para
chamá-la.
–Estou indo,
encontro vocês lá fora.
Retoquei meu
batom, e ela continuava a me olhar.
–Olha Ana, me
simpatizei com você. Embora me parece que você não está sendo sincera comigo.
Olhei para ela
balançando a cabeça negativamente.
–Fernanda,
simplesmente não sei o que dizer a você. É só o que sei, e realmente não sei se
ele tem alguém. Isso é um assunto que diz respeito somente a ele.
–Tudo bem Ana!
Pode deixar, eu pego ele de jeito. Se o Rafael não quer falar comigo por
bem, vai falar por mal. Ele não vai me descartar assim, como se eu fosse qualquer
garota. Pode avisar a ele. –esbravejou Fernanda que retocou o batom e saiu
pisando duro.
O tom dela era bem
ameaçador, e uma coisa era certa, algo estava errado, mas não sabia o que era. Saímos
do banheiro e as meninas me puxaram para pista de dança.
Dançamos umas duas
músicas. Da pista podia observar Rafael me olhando incansavelmente. Rebeca
juntou-se a nós. Igor, o irmão da Fernanda chegou perto de nós e começou a
dançar com as meninas e ficou ali durante uma música inteira. Ele começou a se aproximar de mim e quando
fui sair, Igor me puxou pelo braço. Tentei me soltar, e ele puxou mais uma vez
tentando me beijar, só senti o cara caindo no chão, depois de um soco. Quando
olhei para o lado assustada era o Rafael que o acertou. Virou uma multidão ao
nosso redor, Igor levantou e tentou em vão acertar o Rafa, que revidou e
acertou outro soco. Dois seguranças do bar vieram, levaram o cara e um deles
olhou para o Rafael pedindo desculpas, mas tinha que seguir as regras da casa,
ou seja, ele também precisava se retirar.
Rafael segurou
minha mão, perguntou se eu estava bem, mesmo ainda zonza com tudo aquilo, fiz
que sim com a cabeça. Na saída encontramos com Déb que veio ao nosso encontro.
–O que aconteceu
Rafael, o Igor de novo?
–Aquele babaca tentou
agarrar a Ana.
–Você não precisava
ter feito isso Rafael. –disse envergonhada.
–Não mesmo cara! Você
quer o quê? Que todo mundo desconfie de vocês, e se essa história cai no ouvido
do seu padrinho de uma maneira distorcida? Ainda mais o Igor sendo filho do
amigo dele, pensou que grande merda isso viraria?
Fiquei calada, Déb
estava coberta de razão.
–Você tem razão
Déb, meti os pés pelas mãos.
–Já avisei os
seguranças, vocês irão ficar. Essa porra é minha! Fica aqui quem eu quero.
Volta para sua mesa, toma uma e se acalma.
–Não Déb,
obrigado! Nós já vamos. Mas valeu. –disse ele envergonhado.
Ela o abraçou, e
sussurrou algo no ouvido dele. Ele concordou sem dizer nada. Ele a respeitava
muito, e ela parecia se importar muito com ele.
Déb foi em minha direção e me deu um abraço reconfortante.
–Acalma esse garoto, minha linda, cuida dele!
–Pode deixar!
–falei dando um sorriso sem graça.
No estacionamento,
Rafa me levou atrás da caminhonete e me encurralou.
–Desculpa Ana,
estraguei nossa noite. Mas é que aquele cara me tirou do sério! Fiquei maluco
vendo ele tentar beijar você a força.
Balancei a cabeça
em negação.
Enzo e Rebeca foram atrás de nós
–Está tudo bem,
cara?
–Está Enzo, a Déb
pediu para ficarmos, mas eu quero ir para casa com a Ana. Já dei muito trabalho
hoje.
–Ana, me liga,
amanhã. –disse Rebeca.
Eu a abracei.
–Pode deixar que
eu ligo e combinamos alguma coisa.
Assim que nos
despedimos seguimos para a casa do lago. Rafael ficou quieto o caminho todo,
parecia preocupado.
Quando chegamos na
casa e passamos a porta da sala, Rafael começou a me beijar desesperadamente
como se estivesse com fome de mim. Ele bateu a porta atrás de nós e me empurrou
contra a parede, me beijando sem parar.
–Cacete, Ana, você
me deixou louco a noite inteira, não estava mais aguentando ficar sem te tocar.
Você está me deixando maluco, sabia?
Suspirei, também
estava no meu limite. Mas não disse nada.
Rafael abriu a
calça, chutando-a para baixo. Colocou uma das minhas pernas sobre seu quadril e
numa fração de segundos já estava entrando e saindo de mim, uma sensação de
prazer corria pelas minhas veias, meu sangue estava quente, a cada investida
dele sentia meu corpo gritar de desejo, aquele sexo selvagem, mas ao mesmo
tempo tão prazeroso me levou à loucura rapidamente. Ele me beijava ardentemente
e suas penetrações foram ficando cada vez mais rápidas até que nós dois ao
mesmo tempo chegamos ao ápice do nosso prazer. Eu senti o corpo dele inteiro tremer
sobre o meu.
Quando nós
terminamos, não conseguia nem me mexer. Rafael delicadamente tirou minha perna
da cintura dele, ergueu minha calcinha e encostou-se em mim, enfiando sua
cabeça em meus cabelos.
–Desculpa Ana! Agi feito um animal! Isso não foi digno de você isso, você é muito
melhor que isso, me desculpa! Mas estava louco, e aqueles caras me tiraram do
sério, eu via o modo que eles olhavam para você, e eu não podia fazer
nada. Minha vontade era de socar um a um
–disse ele beijando-me os lábios. E aquele idiota do Igor, te segurando,
querendo te beijar. Fiquei cego de ódio. Quando vi, já tinha o derrubado. Eu
tinha vontade de gritar que você é minha, só minha.
Ele parou e olhou no fundo dos meus olhos.
–Mas aí lembrei-me que você não é minha, que
você está noiva, e isso fez com que eu quisesse morrer de ódio, de inveja,
ciúmes. –continuou ele.
–Ei, calma, nós
vamos resolver isso, não vamos? Nem o tempo conseguiu nos separar, então, só
precisamos achar um momento certo, e nós vamos achar, não foi isso que você me
disse? –falei acalmando-o.
–Mas e seu noivo?
–Vou falar com ele, Rafael. Só me dá um tempo.
Eu não posso terminar com o Léo assim do nada, por telefone. Assim que voltar
para São Paulo, terei uma conversa definitiva com ele.
Ele me abraçou,
como se fosse fugir dali correndo. Tomamos um vinho na varanda da sala,
deixando o frio de fora devolver nossa temperatura certa, pois mesmo com o
frio, estávamos molhados de suor.
–O que
aconteceu? O que a Fernanda te disse,
vocês pareciam estar discutindo?
–A Fernanda foi me
questionar sobre não querer mais falar com ela. Quem eu pensava que era, que
ela não era descartável, não era qualquer uma.
E eu disse que não era isso, só que não rolava mais.
Apenas escutei,
sem dizer nenhuma palavra.
–Na verdade parei
de falar com ela quando soube que ela usava cocaína entre outras drogas. Ela é
totalmente dependente. Ela e o irmão. Então passei a não atender mais os
telefonemas dela, nem responder as mensagens.
Novamente fiquei
sem saber o que dizer. Era um assunto que só dizia respeito a eles. Eu não
podia cobrar nada. E muito menos opinar.
–Ela falou, que eu
ferrei com a vida dela, mas agora ela ia ferrar comigo também, eu a questionei
o porquê ela faria isso e ela simplesmente saiu sem falar nada. E fiquei sem
entender.
– Ela foi atrás de mim, quando fui ao banheiro e me
perguntou de você, falou que vocês se viam quase todos os finais de semana, mas
agora nem aos telefonemas dela você atendia. E queria saber se você estava com
alguém.
–Mentira! Nunca saí
com ela todos os finais de semana. Saímos algumas vezes apenas. Ela mora em
Porto Alegre, vem uma ou duas vezes por mês, nem isso! Então quando dava certo
a gente se encontrava. Nada demais. E foram pouquíssimas vezes.
–Ela me pareceu
bem irritada.
–E por que você
não disse que estou com a única mulher que eu amo? –ele disse maliciosamente.
–Você deve dizer
isso para todas! –disse dando-lhe meu melhor sorriso.
Rafael me abraçou
bem forte.
–Você me conhece
Ana. Eu só quero você. Ninguém mais me importa!
Eu sorri e o
beijei.
–Acho que hoje dei
bandeira demais, não é? –perguntou ele, parecendo preocupado.
–É, ficou mesmo
estranho. E a Déb parece te colocar na linha hein?
Ele sorriu.
–O pior é que ela
estava certa. E antes de sairmos ela me disse que se eu quiser ficar com você,
preciso aprender a agir feito homem. E que se eu bobear, você voltaria para São
Paulo sem olhar para trás. E se isso acontecer eu era um idiota, porque você é
uma gata. Está vendo Ana, até a Déb se apaixonou por você!
Nesse momento, o puxei
contra meu corpo abraçando-o. Meu corpo já estava tremendo, estava muito frio.
Rafa me levou para o quarto, e ficamos juntinhos na cama, debaixo do edredom,
quando fizemos amor novamente, mas dessa vez, foi diferente, ele foi cuidadoso
e carinhoso ao extremo.
Por volta das
quatro da manhã, já estávamos na fazenda. É claro que chegamos juntos no carro
dele, mas se alguém perguntasse, diríamos que a Rebeca saiu e ele me levou
embora.
Já estava de
pijama, deitada em minha cama e pensando em meus últimos dias, foi quando meu
celular vibrou, era o Rafael.
Ana, amo
muito você, ontem, hoje e para sempre!
Rafael
Eu li a mensagem e sorri instantaneamente.
Também amo
você para todo o sempre!
Sua ana
Meu celular vibrou
novamente.
Já estou
sentindo sua falta, acho que vou dormir aí com você.
Seu Rafa
Está maluco?
Tenho um pai muito bravo sabia?
Sua Ana
Já estou com
vontade de você novamente! Me deixa ir?
Seu Rafael
Rafa,
é sério. Vai dormir, e sonha comigo, pois sonharei com nós dois fazendo amor,
como fizemos na sala!
Sua Ana
Ana, não faz
assim comigo! Já estou ficando em uma situação bem complicada aqui.
Seu Rafa
Li aquilo e acabei caindo na risada. Então resolvi fazer uma surpresa.
Saí do meu quarto na ponta dos pés,
afinal, logo meu pai estaria de pé.
Bati de leve na
porta do quarto de Rafael. Assim que ele abriu, ficou sem acreditar, me puxou e
me levou para cama dele, me beijando sem parar. E pude comprovar que realmente
ele falava a verdade na mensagem.
Acordamos, já
passava das sete horas, eu estava só com a camiseta dele, e ele totalmente nu.
–Aí meu Deus, que
loucura, e agora? –disse desesperada.
–Calma, vamos dar
um jeito. Ainda bem que ninguém veio me acordar, senão estaríamos perdidos! –
ele disse apreensivo.
Vesti meu pijama e
Rafael abriu a porta vagarosamente, e fez sinal para que eu pudesse ir, e nesse
instante, corri para o meu quarto.

ô meu Deus... acho que vem zica com essa Fernandaaaa...veremoss
ResponderExcluirLindooooo!!! Está tudo tão perfeito, daqui à pouco começa as encrencas, desencontros...
ResponderExcluirAnsiosa para os próximos capítulos.. M
Lindooooo!!! Está tudo tão perfeito, daqui à pouco começa as encrencas, desencontros...
ResponderExcluirAnsiosa para os próximos capítulos.. M
Aiiii que lindos!!! Mas estou apreensiva, pois eles estão cada vez mais ousados rs
ResponderExcluirEstou com medo e curiosa... Esperando ansiosa o proximo post...
ResponderExcluirhum essa Fernanda vai aprontar ,odeio ela.......
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