terça-feira, 29 de agosto de 2017

Sob o olhar das Estrelas, parte 05, por Érika Prevideli

Sob o olhar das Estrelas

Parte 05

E foi como eu imaginava. Guilherme largou de mim assim que eu cheguei. Ele estava furioso primeiro pela viagem de férias, mas isso ele engoliu pelo fato da minha mãe ter ido junto. Entretanto, o fato de eu ter ido a Lorena me despedir do Bruno foi a gota d’água.
Porém, em um mês, Guilherme voltou a me procurar, e eu me fiz de difícil, então ele me ligava todos os dias e ia em frente ao colégio a semana toda, até que eu acabei cedendo.
Bruno ficou sem voltar para Porto Alegre dois meses, mas nos falávamos por mensagens a todo instante. Ele me pedia sugestão sobre até o que ia escolher para comer. O que ele iria comer, mas não quem ele ia comer! Porque eu sabia que ele estava participando de várias festas, conhecendo várias garotas, fazendo novos amigos. Os meninos sempre deixavam escapar todas essas notícias entre uma conversa e outra.
Em abril, Bruno voltou, era um feriado, mas mesmo assim conseguimos ficar juntos apenas na tarde de sexta-feira e na tarde de sábado; já que o Guilherme estava fazendo marcação serrada. Foi aí que o Bruno ganhou o tão sonhado carro da mãe dele, já que ele completara dezoito anos em março.
Estávamos no início de maio, precisamente no dia quatro de maio, e o Guilherme que estava em meu apartamento desde às quatro horas da tarde, saiu por volta das sete horas da noite arrasado, pois eu tinha acabado de terminar com ele. Após alguns beijos, Guilherme começou a avançar o sinal e não tinha intenção de parar, pois ele queria algo que eu não estava pronta para dar. Guilherme estava se mostrando alguém muito paciente, ele mesmo me dizia que as coisas teriam que acontecer somente quando eu estivesse pronta, mas nos últimos dois meses, ele estava meio que forçando a barra, por isso achei melhor terminar.
Quando eu disse a ele que era melhor terminarmos, ele chorou, implorou por perdão e mesmo assim eu fui irredutível. Porém, foi muito difícil terminar, ainda mais quando a outra pessoa implora por perdão, talvez nem fosse motivo para tanto, acho que no fundo eu queria arrumar um pretexto, simplesmente porque eu não o amasse como ele deveria. Me senti mal por fazer ele sofrer daquela maneira, confesso que chorei talvez até mais do que ele, mas era o que eu precisava fazer no momento.
Decidi ligar para o Bruno logo depois que o Guilherme saiu, queria contar a ele sobre o fim do namoro, pois o Bruno sempre sabia o que me dizer nas horas que eu mais precisava. Liguei a primeira vez e ele não atendeu, mas na segunda vez ele atendeu rapidamente.
— Oi Carol, tudo bem? Tentei te ligar umas horas antes e não consegui, só dava caixa postal. E agora quando vi meu celular tocando e vi que era você nem acreditei.
— Ah, eu nem vi que você me ligou. Aliás que eu acho que meu celular estava sem bateria. Mas liguei por que eu precisava conversar com você.
— É eu também queria falar com você. — Bruno falou sem esboçar muito entusiasmo.
— Que voz é essa? Aconteceu alguma coisa?
— Não, claro que não! Só estou com saudades de você, de casa, de tudo.
“Ai que lindo! ” Pensei comigo mesma. Eu que estava morta de saudades.
— Carol, eu preciso contar uma coisa para você, e já faz uns dias que estou tentando fazer isso, mas sei lá, me faltava coragem. Mas hoje eu decidi que lhe contaria.
— Caramba Bruno, você está me assustando. Aconteceu alguma coisa?
— Então (Bruno respirou fundo) tem uma garota que eu conheci, e nós estamos meio que...
Meu coração disparou.
— Namorando?
— É, parece que sim.
Eu não sabia o que dizer a ele, minhas pernas amoleceram.
Fiquei em silêncio por alguns segundos, tentando organizar meus pensamentos, afinal, liguei para ele para dizer que estava solteira, e agora ele namorando. Era muita ironia do destino.
  — Bruno, isso é bom! — falei tentando disfarçar minha total frustração. — Desde que ela seja uma garota legal e descente, fico feliz por você.
— Ela é sim! Ela é muito responsável, é divertida, é bem quietinha, diferente das outras meninas que você sabe como são.
— Que bom Bruno, então boa sorte!
— Sério? Só isso? Achei que você fosse me interrogar, saber quem ela é, onde eu a conheci, quantos anos ela tem, de onde ela é, coisas do tipo.
— Bruno é você quem precisa saber dessas coisas, não eu.
— Sim, mas... Bom deixa para lá. Mas e você, o que queria me dizer?
Eu gaguejei.
— Ah, nada demais, só que precisamos combinar alguma coisa para as férias, mas depois a gente vê isso direito, combina alguma coisa.
Ficamos em silêncio, um longo silêncio. Talvez eu realmente estivesse sendo egoísta em nem querer saber sobre a tal garota, mas eu estava arrasada demais para saber os detalhes, principalmente assim, logo de cara. O fato era que eu sentia que estava perdendo o Bruno de vez.
— Carol eu queria conversar pessoalmente sobre isso, mas não podia mais esperar.
— Bruno, está tudo bem de verdade.
— Sinto sua falta, sabia?
Realmente não entendia a cabeça do Bruno, primeiro me dizendo que está namorando e depois que sente minha falta.
— E também sinto a sua, mas logo a gente se vê novamente. Olha Bruno, eu tenho que desligar agora, mas depois a gente e fala.
— Carol!
— Tchau Bruno.
Desliguei o telefone em seguida, sem ao menos dar tempo de Bruno dizer mais alguma coisa, estava arrasada ao saber que ele havia encontrado alguém em tão pouco tempo.
Ouvi alguém bater em minha porta, abrindo-a em seguida.
— Carolina, já cheguei. Está tudo bem? — indagou minha mãe.
— Ah, está sim! Só estou cansada.
— Com quem você estava conversando filha?
— Com o Bruno, liguei para ele para saber como as coisas vão indo.
— Tá, mas ele não te ligou ontem à noite? Vocês ficaram horas no telefone.
— Eu sei mãe. É que eu precisava conversar com ele e ele queria me contar sobre uma garota que ele conheceu?
— Hum, vocês dois parecem chiclete. Bom, mas vamos dar uma volta, sair para comer alguma coisa?
— Tudo bem, vamos sim.
— Eu vou convidar a Ester, ver se ela quer ir com a gente, vai se arrumando.
Minha mãe saiu do quarto em seguida, me joguei em minha cama e comecei a chorar.
Algumas semanas se passaram. Guilherme me ligava quase todo dia, mas eu já não atendia mais as ligações dele. Não achava certo voltar com ele novamente apenas porque o Bruno estava namorando. Bruno também me ligava todos os dias, embora eu tentasse me afastar dele o máximo que eu podia, mas era impossível, com ele fazendo marcação cerrada, com ligações ou com as inúmeras mensagens por dia.
Patrícia me chamava para sair com ela todos os finais de semana, porém, eu preferia ficar em casa estudando para os vestibulares que seriam em breve. Eu não me via muito em baladas, boates, festas, enfim, preferia o meu canto.
No dia nove de junho eu estava completando dezessete anos. Era uma quarta-feira, e naquele dia minha mãe nem foi para o hospital para ficar preparando uma festa para mim em nosso prédio, mesmo sendo contra a minha vontade. Mas ela fez questão de fazer pelo menos uma festinha apenas com nossos amigos mais chegados.
Minha mãe contratou decoradora, buffet, e Dj o que era exagero demais para mim, mas Dona Marília começou a dar asas para as loucuras de Pati, e juntas estavam preparando minha festa. Foram convidados apenas alguns amigos do colégio e o pessoal do prédio, isso incluindo os meninos, é claro. Depois de ajudar minha mãe e a Patrícia com os preparativos, um cabelereiro veio em meu apartamento para atender a mim e minha mãe. Fiz uma escova em meu cabelo e uma maquiagem bem natural e em seguida ele foi arrumar minha mãe.
Não conseguia largar meu celular, olhava a cada cinco segundos para ver se o Bruno havia me ligado, pois justamente naquele dia, ele não tinha dado nem sinal de vida. Mas apesar disso, outras pessoas me ligaram durante o dia todo, mesmo as que estariam na festa perderam pelo menos um minuto do seu dia para me cumprimentar, como o Tiago, o Gustavo, o Felipe, a Pati, a Ester, meu pai, entre outros.
Guilherme também me ligou e além disso me enviou flores, e depois mais flores, e mais flores. Meu apartamento parecia uma floricultura. Eu o agradeci muito, mas me sentia mal por ele agir daquela maneira sendo que não estávamos mais juntos.
Fui para meu quarto e vi uma caixa de presente com um cartão. Meu coração disparou, então antes mesmo de abrir o presente, li o cartão na esperança que fosse alguma surpresa de Bruno.
Carolina, olho para você e vejo como o tempo passa. Há alguns anos você estava em meus braços, tão indefesa, tão dependente, tão pequenina. E hoje vejo que você está se tornando uma moça, e uma moça linda, educada, inteligente, mas que já não depende tanto de mim quanto antes. Só queria lhe dizer que você é sem dúvida a melhor coisa que me aconteceu nessa vida, amo você mais do que a mim mesma. Feliz Aniversário minha filha.
Sua mãe que lhe ama incondicionalmente.
Marília.
Foi impossível não me emocionar ao ler as palavras que minha mãe havia escrito. E sim, eu ainda dependia muito dela, para tudo aliás, talvez eu só não demonstrasse o suficiente.
Abri a caixa do meu presente com os olhos inundados de lágrimas. Havia um vestido todo delicadinho, rosa bebê, que definitivamente não era minha cara. Quando o tirei da caixa, vi um envelope sob ele. Abri imediatamente o envelope e me deparei com uma passagem para a Europa. Vibrei, afinal, um tour pela Europa era tudo o que eu queria naquele momento.
Corri até o quarto da minha mãe, que já estava pronta para a festa e linda por sinal e me pendurei no pescoço dela.
— Mãe, nem sei como lhe agradecer. Amei, mãe! Amei, amei, amei!
Ela olhou para mim sorridente.
— Nossa Carolina, eu imaginei que você fosse gostar, mas não tanto assim.
— Não mãe, você não faz ideia do quanto eu gostei. Eu amei muito! De verdade.
— Você merece muito mais minha filha. Amo você!
— Também amo você. — falei beijando-lhe o rosto.
— Então vamos, vá se arrumar. — ela disse me guiando para meu quarto.
Imediatamente abri meu guarda roupa, peguei minha saia favorita preta rodada, com alguns palmos para cima do joelho, uma camisetinha dos Rolling Stones e uma jaquetinha de couro preta, e nos pés, uma botinha cano curto. Sim, esse era mais meu estilo. Passei meu perfume preferido e fui para sala.
— Ah, não Carolina. Essa roupa não condiz mais com a sua idade minha filha, é muito moleca. Por que não usa o vestido que te dei.
— Mãe, eu gostei do vestido, mas essa roupa tem mais a ver comigo, não curto muito essas coisinhas delicadas, com tons pastéis, você sabe disso.
— Mas filha, hoje é seu aniversário, e é um vestido tão feminino, romântico.
— Mãe, não preciso usar roupa rosa para ser feminina. E confesso que não estou nada romântica esses dias.
Ela bufou.
— Tá bom, então vamos?
Eu sorri.
— Vamos Dona Marília!
Assim que chegamos ao espaço social do prédio, mal pude acreditar no que estava vendo, a decoração estava perfeita, nem parecia mais o mesmo lugar. Minha mãe realmente não levou em consideração o fato de eu não querer nada muito exagerado, mas mesmo estando tudo muito exagerado, com muitas flores, balões, luzes para todos os lados, ainda assim estava lindo. Os garçons iam e vinham, uns carregando bandejas com taças e outros carregando bandejas com aperitivos.
Várias pessoas já estavam presentes e quando me viram chegar, todos vieram me cumprimentar pessoalmente. E lá se foram muitos minutos dando beijinhos, sorrisos e agradecendo o fato delas terem comparecido em minha festa, embora no fundo eu não quisesse uma festa, mas elas não precisavam necessariamente saberem sobre esse fato.
Quando vi os meninos chegarem, soltei um sorriso ao ver os três um do lado do outro, e todos carregando um embrulho de presente nas mãos.
-Aê, mascote! Ficando velhinha hein? — falou Felipe dando-me um sorriso.
Eu o abracei em seguida.
— Parabéns, muitas felicidades para você. Quero que saiba que mesmo te dando muita febre, mesmo enchendo o seu saco, nós amamos você.
— Hum, você vai me fazer chorar assim, Felipe.
— Não é para chorar, mas é a mais pura verdade.
Eu o abracei ainda mais forte e ele em seguida beijou meu rosto e entregou-me o presente.
Tiago veio em seguida, ganchando meu pescoço.
— Carol, esse “viado” roubou tudo o que eu ia falar. Mas enfim, você é muito importante para nós. Meus parabéns.
— Tiago, obrigada. Eu que sou muito feliz ao lado de vocês, de verdade.
Tiago me abraçou forte e em seguida me beijou a face e em seguida também me entregou uma caixa com um presente.
Eu coloquei os presentes sobre uma mesa que estava ao meu lado e em seguida Gustavo veio em minha direção, olhando-me no fundo dos meus olhos.
— Carol, parabéns pelo seu dia e por ser essa garota tão especial que você é.
— Obrigada Gustavo. Nem sei como agradecê-los. Vocês são pessoas iluminadas.
Gustavo me beijou o rosto e em seguida me abraçou.
— Você está muito gostosa viu!
Senti meu rosto corar.
— Cala a boca. — eu disse rindo.
— Carol, é sério! Não estaria dizendo isso à toa para você, mas é que eu gosto muito de você. Gosto mais do que deveria. Só queria que você soubesse disso.
Olhei para Gustavo sem ter o que dizer.
— Gú, gosto muito de você também, talvez não da maneira que você gostaria, e eu só tenho que agradecer por ter vocês ao meu lado.
Em seguida os três me abraçaram juntos.
— Amo vocês meninos!
E era a mais pura verdade, eu amava aqueles garotos. Amava-os como amigos, como pessoas, como irmãos. Mas quem eu mais amava não estava ali, e nem tinha se lembrado de mim.
— Ei, agora eu posso abraçar minha melhor amiga? — disse uma voz feminina atrás de nós.
Era a Patrícia. Eles me soltaram e em seguida Felipe pegou a Pati no colo, balançando-a para lá e para cá. Logicamente que ela amou, ainda mais partindo do Felipe, afinal ela arrastava um bonde por ele. Quando ele a colocou no chão, Pati arrumou o vestido que já estava quase que na cintura e me abraçou em seguida.
— Oh, minha amiga, parabéns de novo e de novo. Amo você!
— Amo você também Pati! E muito obrigada por ajudar minha mãe a organizar tudo.
— Por você fazemos qualquer coisa, você sabe disso.
Em seguida inclinou-se em meu ouvido.
— Menina, fiquei com as pernas bambas depois que esse cretino me pegou no colo.
Eu ri da maneira que Patrícia falou, pois sabia que ela babava por aquele cretino.
— Carolina, você viu a Ester? — disse minha mãe vindo em seguida.
— Não, mãe.
— Estranho ela não estar aqui ainda.
Realmente era de se estranhar, Ester era conhecida pela sua pontualidade.
Depois de alguns minutos meu pai chegando ao lado de sua namorada, sua nova namorada aliás, pois ele trocava de namorada como quem troca de roupa.
— Oh minha filha, meus parabéns. — disse ele me abraçando forte.
— Obrigada pai!
— Carolina, eu sei que não sou um pai muito presente, mas só quero que saiba que amo você mais do que tudo. E o que eu puder fazer por você, eu farei. E conte comigo para tudo, nunca se esqueça disso.
Aquilo foi mais do que estranho em se tratar do meu pai. Afinal de contas mal me lembrava da última vez que recebi um abraço tão carinhoso dele.
— Eu sei pai, e agradeço por isso! — falei dando-lhe um sorriso acanhado.
— Isso é para você filha. — ele disse entregando-me uma caixinha pequena de veludo.
Aquele foi o único presente que abri na festa. E me emocionei ao ver um cordão de ouro e um pingente que eram as asas de um anjo. Foi algo que realmente mexeu comigo.
O abracei demoradamente e percebi que ele se emocionou naquele momento. Alguns instantes depois, conheci a nova namorada dele, Fernanda, que era no mínimo uns cinco anos mais nova do que ele, porém, ela parecia ser simpática.
Quando me juntei novamente com os meninos e a Patrícia, vi Ester me procurando.
— Aí está você! Ela disse vindo em minha direção com um celular na mão.
— Você demorou Ester!
— Ei sei Carol, precisei pegar uma encomenda. Mas fala aqui com o Bruno que ele estava tentando ligar no seu celular e não conseguiu, então ligou no meu.
Ao ouvir falar do Bruno, senti um frio na barriga. Peguei imediatamente o celular das mãos dela e me afastei dos meninos que estavam conversando alto por causa do som.
— Oi.
— Carol?
— Oi Bruno.
— Oh, Carol! Até que enfim consegui falar com você. Não tive tempo de te ligar o dia todo, e quando fui tentar ligar, você não atendeu. Fiquei preocupado de não conseguir falar com você a tempo.
Senti meu coração disparar, mas mesmo assim ainda estava magoada, porque Bruno sempre era um dos primeiros a me dar os parabéns. Às vezes ele esperava dar meia noite apenas para me cumprimentar primeiro.
— Não tem problema Bruno.
— Carol, parabéns por mais um ano e saiba que você é muito especial para mim, muito mesmo.
Soltei um riso consternado.
— Obrigada por ter lembrado Bruno.
— Jamais me esqueceria, você sabe disso.
— Eu sei.
— Então vá aproveitar sua festa. Falo com você depois.
Meu coração estava apertado ao imaginar que o Bruno estava se distanciando de mim.
— É eu vou sim, e obrigada novamente.
— Ah, esqueci de te falar, você está linda.
Fiquei sem entender; afinal, como ele saberia se ele não estava lá.
— Obrigada, mas você nem sabe que roupa estou usando?
— Bom, mas eu imagino que esteja.
Eu sorri.
— Mas é sério, vai aproveitar sua festa.
— Tá bom Bruno, um beijo, e obrigada!
— Vou cobrar esse beijo, hein! — ele falou provavelmente soltando um sorriso malicioso.
Fui levar o celular para a Ester.
— Falou com ele Carol? Ele estava preocupado de não conseguir falar com você.
— Falei sim.
Ela apenas balançou a cabeça e me soltou um sorriso. Minha mãe me disse algo que não entendi por causa do som, mas era algo sobre eu comer alguma coisa. Eu apenas concordei com a cabeça.
Então uma música do Coldplay começou a tocar e resolvi voltar novamente com minha turma de amigos. Senti uma mão em minha cintura me puxando.
— Vou cobrar aquele beijo hein? — falou uma voz bem próxima ao meu ouvido por causa do som.
Senti meu corpo inteiro arrepiar e quando olhei, vi que era o Bruno.

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