" Recomeços"
Parte 05
Era
uma sexta-feira e estávamos fazendo seis meses de namoro, eu e João Pedro
saímos para jantar e comemorar no Aquarello´s, um restaurante tradicional da
cidade. Após o jantar, fomos para o apartamento de João Pedro, onde passamos a
noite, como de costume em nossos finais de semana.
Na
manhã seguinte, João saiu para correr e eu preferi continuar a dormir, então o
interfone começou a tocar. Quando fui atender, era um entregador de flores, com
um enorme buquê de rosas brancas, fiquei eufórica. Havia um bilhete, onde
estava escrito apenas
Alice,
Achei
esquisito. Mas confesso que fiquei feliz com a surpresa. Corri tomar um banho
para esperar o João.
Cerca
de quinze minutos depois, a campainha tocou novamente, era outro buquê, dessa
vez de rosas cor de rosa, eu comecei a rir, sabia que João estava aprontando
algo.
O
segundo cartão dizia:
Você
Mais quinze minutos e
outro buquê, e eram rosas vermelhas. Abri ansiosamente o cartão para entender a
mensagem de João. E este dizia:
Aceita
Nos próximos quinze
minutos seguintes, um outro buquê com flores do campo. Mais uma vez
ansiosamente corri ler o cartão:
Ser
E depois, outro buquê todo de lírios. O cartão
dizia:
Minha
A
próxima vez, tocou a campainha e eu corri atender, dessa vez era João Pedro,
com um enorme buquê de hortênsias, as flores que ele sabia que eram as minhas
favoritas.
-Você
quer me matar do coração? Perguntei sorrindo.
-O
último cartão. Disse ele me entregando o buquê.
Abri
imediatamente.
Noiva?
Ps. Minha noiva, minha esposa, minha
parceira para a vida toda.
Amo Você.
JP
Olhei
para ele incrédula e o abracei.
-Oh
João, desse jeito eu morro de tanta emoção? É claro que eu aceito.
João
pegou uma caixinha de veludo do meio das flores, entregando-me. Eu a abri e
eram duas alianças douradas. Imediatamente ele pegou uma aliança, colocou-a no
meu dedo, e eu fiz o mesmo gesto, beijando-o em seguida.
...
Alguns
dias depois, teve uma festa de aniversário de um amigo da época que o João
ainda namorava, em que nós fomos onde a ex-namorada dele estava presente. Eu
temi a reação dele, afinal seria a primeira vez que ele a encontraria desde que
se separaram.
Quando
nós chegamos, eu senti que algumas das amigas dele, me olharam com desdém. Os
amigos diferentemente das garotas, me receberam muito bem. Então passei a maior
parte da festa ao lado deles. João Pedro ficou à noite toda ao meu lado, todo
carinhoso, romântico e atencioso. Mas eu ainda não havia conhecido a tal ex. Eu
estava curiosa em saber se ela estava lá, mas não tive coragem de perguntar.
Até que algum tempo depois, uma garota se
aproximou de nós. Era uma moça loura, estatura média, e com um belo corpão.
Estávamos conversando com um dos amigos dele, quando ela parou bem em frente a
ele, inclinando-se.
-Oi
João, quanto tempo? Não vai me apresentar sua amiga.
Ele
olhou ao redor, como se não tivesse entendido a pergunta.
-Você
está falando da Alice? Ela não é só a minha amiga, ela é minha noiva.
A
garota me olhou me fulminando com o olhar.
-Alice?
Hum, tudo bem Alice? Eu sou a Layla, eu e o João éramos...você sabe, nós
namoramos por algum tempo.
-Como
vai, Layla? Tudo bem? Eu disse dando a ela meu melhor sorriso. Em seguida,
levantei-me ficando cara a cara com ela, e a cumprimentei com um beijinho.
Por
dentro eu estava trêmula de nervoso, mas não demonstrei em momento algum.
-E
você João, acostumou-se em Curitiba? Ela perguntou desviando o olhar de mim.
-Seria
impossível não me acostumar. Disse ele olhando para mim, puxando-me em direção
a ele.
Eu
sorri para ele. Sabia que no fundo ele queria fazer uma cena de ciúmes. Mas
mesmo assim eu o deixei que ele me usasse. Nós a ignoramos no instante seguinte
e eu o beijei em seguida. E quando olhei ela já não estava mais lá. Ela mesmo de longe faltava nos engolir com os
olhos. Parecia incomodada com a nossa presença, e fazia de tudo para chamar a
atenção dele, mas ele não caiu no jogo dela, aliás, em momento algum o vi
olhando na direção dela, e isso me deixou muito feliz por dentro.
9
Você
e eu
Assim
que terminei minha faculdade, nós nos casamos. Alguns até chegaram a dizer provavelmente
eu estivesse gravida por estar casando aos vinte e um anos de idade. Mas nós não nos importávamos, só queríamos
ficar juntos.
Nossa festa de casamento não podia ser em
outro lugar, a não ser na casa de praia dos Moretto. Uma enorme tenda foi
montada nos jardins da casa com direito à vista do mar como parte da decoração.
A decoração foi toda branca, com hortênsias azuis.
Toda
a minha família, assim como toda a família de João e todos nossos amigos
estavam presentes.
Quando
comecei a caminhar sozinha, vestida de noiva em direção à tenda que estava
sendo celebrada a cerimônia, achei que não fosse conseguir chegar. Estava
totalmente nervosa e só pensava em meu pai e no quanto eu queria que ele
estivesse ao meu lado. Mas João Pedro me surpreendeu e foi de encontro a mim e
nossa música You and Me, do Lifehouse começou tocar assim que nos encontramos.
João deu-me um beijo no topo da cabeça e inclinou-se em meu ouvido.
-Você
está maravilhosa.
Olhei
para ele emocionada e vi que os olhos deles brilhavam de felicidade.
-Obrigada,
achei não fosse conseguir fazer esse caminho sozinha.
-Eu
nunca deixaria você sozinha. Ele me disse com um olhar acolhedor.
João
segurou minha mão e seguiu comigo até o padre e o juiz de paz. Todos se
emocionaram com a atitude gentil da parte dele. Mesmo meu pai não estando
presente fisicamente, esteve presente o tempo todo em meus pensamentos.
Foi
a noite mais linda da minha vida, tudo estava perfeito, a festa estava linda, a
decoração impecável, as pessoas todas felizes, e eu ao lado do meu grande amor.
Durante
a festa, Malu me abraçou emocionada.
-Você
está linda, minha amiga. Eu amo você e estou muito feliz em ver a sua
felicidade.
-Ei,
não chora Malu, assim vou ficar emocionada, e se eu borrar essa maquiagem mato
você. Eu disse sorrindo.
-Não
amiga, é bobeira minha, é que eu vi você e me lembrei do Otávio, eu não queria
falar sobre isso com você, mas ele me ligou chorando, disse que hoje com
certeza era o pior dia da vida dele.
Eu
fiquei sem reação e a abracei.
-Malu,
eu só quero que o Otávio seja feliz, ele foi muito importante na minha vida,
então eu torço para que ele encontre alguém.
Malu
concordou enxugando as lágrimas.
-E
o Bruno não para de me encarar. Assim não vou resistir. Ela disse soltando um
sorriso em meio as lágrimas.
-Então
não resista, ele ainda ama você.
Malu
me olhou com segundas intenções e sorriu.
Quando
eu joguei o buquê, muitos começaram a gritar que eu havia combinado, pois
quando o buquê voou, foi parar diretamente nas mãos de Malu, que correu me
abraçar.
Viajamos
em lua-de-mel para a Itália, onde eu enfim conheci a Toscana, que por sinal eu
amei. Foi uma viagem inesquecível, regada a muito vinho, muitos beijos, muito
amor, e muita alegria.
Assim
que voltamos de lua de mel, compramos um apartamento maior. João ainda tinha
uns dias de folga, então passávamos o tempo todo arrumando e mobiliando nossa
casa, da nossa maneira.
Pouco
mais de um mês após nosso casamento, uma revista nacionalmente conhecida, com
sede em Curitiba me ligou. E depois que comecei a trabalhar, aos poucos fui
ganhando meu espaço, até que em menos de seis meses, já tinha uma coluna só
minha.
Recebia
vários e-mails por dia das minhas leitoras, para que eu adiantasse sobre o que
eu falaria nas próximas edições. Muitas delas queriam suas histórias contadas,
então eu realmente muitas vezes me inspirava nos fatos reais, ou nos fatos que
de certa maneira sempre afetam a vida das mulheres.
Eu
estava me realizando profissionalmente, assim como João Pedro em seu emprego, mas
estávamos ainda mais realizados em nossas vidas pessoais. Morávamos em um
apartamento em uma área nobre de Curitiba, tínhamos muitos amigos que fizemos
ao longo do namoro, e ainda saíamos esporadicamente com os amigos de quando
éramos solteiros. Nossa vida sexual era extremamente intensa, o desejo um pelo
outro era como na primeira noite, mas com muito mais intimidade e muito mais
amor.
Minha
mãe após vários namorados diferentes, começou a namorar com um advogado, e
dessa vez ela estava entrando na linha e estava apaixonada como eu nunca a vi.
...
Três
anos se passaram após a data do nosso casamento, eu estava com vinte e quatro
anos e João Pedro com vinte e sete, e numa noite, após o nosso sexo ardente de
todos os dias, estávamos deitados e conversando como seria se tivéssemos um
filho. E decidimos que queríamos ter um bebê. A partir desse momento, todos os
amigos que saíam com a gente, como se tivessem combinado, resolveram tornarem-se
pais, e quando nos reuníamos, as conversas eram sempre as mesmas. Minhas amigas
só falavam de ultrassonografias, enxovais de bebês, decorações de quartos para
os pequenos, escolha dos nomes, a maneira de como elas estavam em relação à chegada
do bebe, os quilos adquiridos durante à gestação.... Eu sempre escutava
atentamente, mas não podia opinar, pois eu era uma das únicas que não estava na
mesma situação que elas.
Cada vez que minha menstruação descia, era uma
nova frustração. A cada período fértil, era uma maratona de sexo. Mas nada
adiantava.
Os
bebês dos nossos amigos nasceram, e eu e João Pedro ainda estávamos tentando.
Nosso caso era complicado, pois além de eu ter ovários policísticos, João Pedro
tinha uma deficiência na produção de espermatozoides.
Depois
de um ano tentando eu engravidei e foi uma verdadeira festa. Nessa época, Malu
e Bruno finalmente resolveram assumir o romance. E isso foi mais do que
perfeito. Era um casal a mais para sairmos, e eles passaram a ir com frequência
para Curitiba. E é claro que eles seriam
os padrinhos do nosso pequeno tesouro.
Infelizmente
com três meses de gestação, eu perdi o bebê. E quase morri de tristeza, mas
João Pedro foi maravilhoso a todo o instante, pois me deu força e me confortou
o tempo todo.
Alguns
meses depois, engravidei novamente, e novamente perdi o bebê em poucos meses.
Eu
ficava nervosa com essa situação, pois queria muito dar um filho ao João, me
sentia incapaz, e com isso eu acabava descontando nele toda minha irritação, e
ele em mim. Então, percebemos que nosso casamento estava passando por um certo
stress. Claro que como qualquer outro casal, tínhamos discussões, mas elas estavam
tornando-se constantes.
No
dia do casamento de Malu e Bruno, Curitiba ficou agitada. Pois a família de
Malu era bem tradicional e a família de Bruno era ainda mais influente. Então a
maioria dos hotéis estavam lotados com os convidados de Bruno que eram a
maioria de Floripa.
As
duas famílias iriam dividir o mesmo espaço. Ou seja, João Pedro e Otávio,
dividiriam o mesmo altar, a mesma festa, e até as mesmas fotos.
João
estava visivelmente nervoso, ele tinha medo da minha reação ao ver o Otávio.
Pois desde o término do nosso namoro, nós não tínhamos nos encontrado mais. Eu
estava tranquila em relação a esse encontro, pois, nem mil Otávio juntos
chegariam aos pés do meu João.
E
eu fiz questão de dizer isso a ele, enquanto ele se arrumava.
-Você
está lindo. Eu disse entrando no closet, enquanto ele terminava de se arrumar.
João Pedro usava um smoking Armani. Essa era a
única exigência dos noivos: padrinhos de smoking e madrinhas de vestido longo
preto.
-Obrigado.
Mas é você, não vai colocar seu vestido?
-Já
vou, só queria falar uma coisa para você antes.
João
me olhou pelo canto dos olhos.
-
Eu percebi que você está tenso e parece um pouco nervoso. Se é porque nós
iremos encontrar o Otávio nessa festa, eu quero que você saiba que nem mil
Otávios juntos chegarão aos seus pés, eu amo você João, e nada nesse mundo
mudará isso.
-Não
seja tola Alice, eu não estou com ciúmes do seu ex-namorado. Afinal de contas
foi você que o abandonou, foi uma escolha sua.
Ouvir
João Pedro dizendo daquela maneira, totalmente frio e ríspido, me doeu como se uma
faca estivesse atravessando em meu peito, mas das duas uma, ou ele estava mentindo
ou ele não sentia mais ciúmes de mim.
Eu
não respondi nada, e voltei para o nosso quarto, onde terminei de me arrumar.
Instantes depois fui até a sala, João Pedro estava tomando uma dose de uísque
sentado no sofá. Quando ele me viu, levantou-se vindo até mim.
-Você
está maravilhosa, Alice. Ele disse mergulhando o rosto em meus cabelos.
Eu
estava usando um vestido logo preto, todo em renda sobre tule cor da pele. Meus
cabelos estavam presos com um rabo de cavalo moderno.
-Sinto
muito pelo o que eu disse. É claro que eu estou morrendo de ciúmes de você, é a
primeira vez que vocês irão se encontrar, e eu tenho medo que você descubra que
tenha feito a escolha errada.
-Não
se preocupe João, você tem razão, sou uma tola e me equivoquei pensando que
você estivesse com ciúmes de mim.
-Alice,
não faça isso, me desculpa, por favor?
-Vamos,
não quero me atrasar. Eu disse saindo em seguida, deixando-o para trás.
Seguimos
para a cerimônia que seria realizada em um clube de luxo em Curitiba; eu e João
Pedro não trocamos uma única palavra durante todo o trajeto.
10
Eu
ainda te amo, Alice!
Assim
que chegamos ao local da cerimônia, todos os convidados já estavam acomodados,
mas os padrinhos, as madrinhas e os pais dos noivos estavam esperando para se
organizarem. Era nítida a divisão entre as famílias, de um lado a família de
Bruno e do outro lado a família da Malu. Ou seja, de um lado a família de João
Pedro e do outro lado a família de Otávio.
Bruno
estava radiante, porém nervoso ao extremo. Nós os cumprimentamos e em seguida
cumprimentamos Maria Helena e José Pedro, e os demais padrinhos do lado de
Bruno.
Quando
eu me virei, dei de cara com Otávio me olhando, João Pedro provavelmente se
arrependera no mesmo instante quando disse que não estava com ciúmes de Otávio,
pois Otávio estava extremamente atraente, até mais do que eu me recordava. Ele
estava moderno, elegante e dotado de autoconfiança; estava acompanhado de uma
bela mulher, também muito elegante e atraente.
Estávamos
a apenas alguns passos de distância, mas eu fingi não o ver. E ele não tirava
os olhos de mim, João Pedro segurou minha mão, enquanto conversava com Bruno,
pois ele estava percebendo os olhares de Otávio em nossa direção. Alguns
instantes depois, Roberto e Heloisa, os pais de Malu, vieram me cumprimentar e
em seguida cumprimentaram João Pedro e os pais de João. Deram um abraço afável em
Bruno e ficaram conversando por algum tempo, até a cerimonialista começar a
organizar a fila.
Uma
espécie de altar foi preparado para ser realizada a cerimônia, onde um padre
deu sua bênção ao casal. Logicamente os padrinhos ficaram em lados opostos,
ficando assim um de frente para o outro. Otávio, mesmo com a namorada olhava
constantemente para minha direção. Eu tentei disfarçar, mas era impossível
olhar para frente e não cruzar com os olhares dele. E isso deixava João Pedro
cada vez mais irritado e inquieto.
A
cerimônia foi linda, fiquei totalmente emocionada, vendo minha melhor amiga,
amiga de todas as horas casando-se e assumindo uma vida a dois, coisa que ela
mesma vivia falando que não se imaginava fazendo. Nós nos abraçamos na hora dos
cumprimentos.
-Quem
disse que não seríamos cunhadas. Ela disse enquanto me abraçava.
-Parabéns
minha amiga, estou orgulhosa de você e você está linda.
Malu
olhou no fundo dos meus olhos. E essa demora deixava os outros padrinhos
inquietos.
-Alice,
obrigada por fazer parte da minha vida, eu não saberia viver sem você.
Nos
abraçamos e eu saí secando as lágrimas. Eu também não saberia viver sem ela ao
meu lado.
Nos sentamos na mesa de José Pedro e Maria Helena,
minha mãe também estava presente com seu marido, e ela sentou-se ao meu lado. João
Pedro me agradou de todas as maneiras possíveis, me elogiava a cada segundo,
colocava suas mãos em minhas pernas, sob a mesa, e claro que eu não estava mais
nem um pouco chateada com ele, pois eu sabia que ele havia se arrependido de
cada palavra, afinal, nem eu sabia que Otávio agiria daquela forma.
A
festa estava chegando ao seu final, e Otávio passava incansavelmente por nossa
mesa, sempre olhando em minha direção. Várias vezes ele parava bem em frente à
nossa mesa e ficava conversando com algum conhecido. Eu não o vi em momento
nenhum com a namorada. Ela passou a maior parte da noite sozinha, ao lado dos
pais de Malu.
Até
que Otávio provavelmente depois de algumas doses de champanhe e uísque tomou
coragem e parou em minha mesa, cumprimentando minha mãe e seu marido.
-Karen,
que honra revê-la novamente depois de tantos anos. Ele disse abraçando-a. -Está
bonita como sempre.
-Oi
Otávio, prazer em revê-lo também, como tem passado?
-Eu
estou bem Karen, depois de alguns anos posso dizer que estou bem.
-Fico
feliz por você. E sua namorada onde está?
-Ela
está com meus pais, é a primeira vez que ela vem ao Brasil, ainda está se
adaptando.
-Então
você deveria ficar ao lado dela, afinal, ela deve estar se sentindo perdida.
Disse minha mãe o alfinetando.
João
Pedro segurava minha mão por debaixo da mesa, sentia que ele estava trêmulo.
-E
esse é seu marido?
-Oh,
sim, que indelicadeza minha. Disse minha mãe, desculpando-se. -Esse é o Fábio,
meu esposo.
Então
eles se cumprimentaram educadamente. Otávio fez o mesmo com Maria Helena, com
José Pedro, afinal ele era irmão da noiva; depois veio até mim. Assim como os
outros, eu precisei me levantar para cumprimentá-lo.
-Oi
Alice, como vai?
-Oi
Otávio.
Eu
apenas estendi minha mão, mas ele me puxou para um abraço, que infelizmente
durou a mais do que eu gostaria.
-Como
eu senti sua falta! Você está linda! Ele disse sussurrando em meu ouvido quase
que inaudível.
Discretamente
me soltei, e ele olhou para mim sorrindo.
-Quem
diria Alice, de namorada a concunhada.
-Otávio,
esse é o meu esposo, João Pedro.
João
levantou-se forçadamente para cumprimentá-lo. Mas Otávio olhou para mim
balançando a cabeça negativamente. Era nítido que ele havia bebido além da
conta.
-Que
esposo? Não notei ninguém ao seu lado.
-Otávio
é melhor você ir junto da sua namorada. Eu disse nervosamente.
Meus
sogros e minha mãe com seu marido estavam assistindo toda aquela cena.
-Eu
sou o esposo da Alice. Disse João Pedro, me segurando pela cintura. Eu sou o
cara que em apenas dois dias, fez com que ela deixasse oito anos ao seu lado
para trás. Então deve ser por isso que você prefere fingir que não me viu.
Otávio
olhou para João Pedro, e percebi que o clima estava ficando cada vez mais
tenso.
-Vem
João, vamos dar uma volta. Eu disse tentando tirá-lo dali, antes que o pior
acontecesse.
Otávio
cruzou os braços na altura do peito.
-Fico
feliz em saber que a minha aluna aprendeu corretamente, ela é boa de cama, não
é? Porque eu ensinei a ela cada coisa que ela sabe.
Senti
que João fechou sua mão com força, acertando-o em seguida.
Otávio
cambaleou e colocou a mão no nariz, que estava escorrendo sangue. José Pedro e
Fábio seguraram João, e em segundos a maioria dos convidados da festa estavam
ao nosso redor.
-Vamos,
vem João por favor. Eu disse puxando-o novamente. Estava em pânico. João
segurou minha mão e saímos em seguida.
Passamos
pelos convidados, e Bruno e Malu nos pararam desesperados com o acontecido.
-Desculpa,
João, meu irmão só pode estar bêbado, caso contrário ele não agiria dessa
forma.
-Seu
irmão é um babaca Malu, me desculpe, eu amo você, mas esse cara é um completo
idiota.
Malu
apenas concordou.
-Vamos
para casa João Pedro, já está tarde. O Bruno e a Malu entenderão, não é?
-Claro
que sim, vai para casa irmão, você está com a cabeça quente.
João
concordou e despediu-se dos noivos, e eu fiz o mesmo. Nós voltamos para nos
despedirmos dos pais de João, onde eu me desculpei, eles me abraçaram e me
disseram que eu não havia feito nada de errado e que eu não tinha o porquê
pedir desculpas. Me despedi da minha mãe e do marido dela. Ela abraçou João
Pedro e sussurrou no ouvido dele.
-João,
eu já era sua fã, agora então nem se fala, gostei de ver as palavras que você
disse àquele imbecil.
João
Pedro deu um meio sorriso e nós saímos em seguida. Quando chegamos no estacionamento,
os pais de Otávio e a namorada estavam ao lado dele, enquanto ele estava com a
cabeça para cima, para que o sangramento do nariz cessasse.
Passamos
sem olhar na direção deles. Mas então ouvimos novamente a voz de Otávio vindo
atrás de nós.
-João,
quando tiver comendo a Alice, fale algumas palavras picantes que ela vai
adorar, comigo não falhava nunca.
João
Pedro parou no mesmo instante e voltou acertando-lhe mais um soco.
O
pai de Malu correu em nossa direção.
-Já
chega vocês dois e cala essa boca Otávio. A Alice é nossa amiga e eu não admito
que fale assim dela.
-Vamos
Alice, deixa esse cara para lá. Disse João Pedro pegando em minha mão.
-Quer
saber de uma coisa Alice, eu ainda te amo, e você vai voltar a ser minha. Disse
Otávio em alto e bom som.
-Eu
não acredito nisso, eu vou matar esse cara. Disse João Pedro balançando a
cabeça negativamente.
Eu não disse nada, mas estava morrendo de ódio
do Otávio por tudo o que ele havia dito.
João
Pedro não disse nenhuma palavra até chegarmos em casa. E eu não sabia ao menos
o que lhe dizer.

Cada dia que leio fico mais ansiosa kkkk
ResponderExcluirRafaela, você ansiosa, imagina!!!!! kkkk
ExcluirAi meu Deusssss e agora....
ResponderExcluirSempre ansiosa..aguardando... Adorando
ResponderExcluirai ai ai ai aiiiiiiii ..... emocionante kkkkkkk....aguardei próximo capítulo, ansiosamente kkkkkkk
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