Mia tem 17 anos e é uma violoncelista muito talentosa. Seus pais são carinhosos, seu irmão mais novo – Teddy – é um doce, sua melhor amiga – Kim – é bastante fiel e seu lindo namorado – Adam – extremamente apaixonado.
Sua vida não tinha necessariamente nada de especial, mas era bastante boa, com planos e expectativas de um futuro brilhante. Só que tudo isso é interrompido quando, ao sair com a família, o carro em que estão sofre um terrível acidente.
Quando acha que tudo vai ficar bem, Mia descobre que está extremamente machucada, seus pais estão em situação ainda pior, e seu irmãozinho precisa de socorro urgente. Só que a parte mais esquisita é que ela não está sentindo nada… Simplesmente porque está acompanhando tudo o que aconteceu do lado de fora. Fora de seu corpo.
Anestesiada e suspensa entre a vida e a morte, tentando entender o que está acontecendo ao seu redor, Mia tem algumas horas para reavaliar sua vida, considerar seu futuro e decidir se quer desistir de tudo ou lutar para continuar viva.
Com delicadeza e sensibilidade, Gayle Forman nos conduz pela vida de Mia, com flashbacks que nos mostram seu dia a dia e todos os fatos relevantes que ajudaram-na a ser a pessoa que é.
Intercalado ao passado, temos o relato do doloroso presente. Descobrimos a amplitude do sofrimento da família e dos amigos e da própria protagonista, dividida entre sobreviver ou desistir. É uma decisão difícil, quase impossível, e talvez ninguém devesse ter que tomá-la.
Descobrimos que a paixão de Mia pela música pode levá-la à Juilliard, mas que isso pode ser um problema para seu relacionamento, já que Adam é músico e sua banda está começando a fazer sucesso o suficiente para mantê-lo ocupado. Com o coração dividido, a jovem está determinada a seguir seu sonho, mas não consegue se imaginar abrindo mão de viver esse amor.
Na verdade, esse é o maior conflito na vida de Mia antes do acidente. Sua família não era perfeita, mas muito unida e amorosa. Tudo o mais parece bastante bom, inclusive os momentos de muita interação com sua melhor amiga – que, por pouco, não havia se tornado sua maior inimiga.
Além de Adam e Kim, vovô e vovó também são personagens determinantes para a escolha de Mia. Cada um a sua maneira expressa seu amor e carinho pela menina, ajudando-a ou tornando ainda mais difícil decidir. Apesar disso, no fim, ela está sozinha. Ela precisa escolher sozinha.




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