segunda-feira, 25 de maio de 2015

"Recomeços" Parte 04

"Recomeços"

Parte 04


Desliguei o celular e em seguida o joguei dentro da minha bolsa. Deixar o Otávio seria uma nova mudança em minha vida, teria apenas que me adaptar a viver sem ele me sufocando e controlando cada passo meu. Estava dando uma guinada, talvez eu me arrependesse dali uns dez dias, um mês, um ano, mas eu precisava correr esse risco.  Precisava recomeçar.
7
A dois passos do paraíso

Chamei um táxi e segui para Bombinhas, fui direto para a casa do João Pedro e do Bruno. Quando cheguei, por volta das cinco horas da tarde; a casa estava toda silenciosa, assim como estava quando saí pela manhã. Dona Val e outra garota estavam terminando de lavar a área de cercava a casa.
-Oi dona Val, onde está todo mundo?
-Oi. Ela disse acanhada. –Eles foram para Jurerê, só voltam a noitinha. Mas o Bruninho está descansando no quarto com a Malu, e o João Pedro estava arrumando as coisas para ir embora, acho que ele já se foi.
Senti um frio na barriga, só de imaginar que ele tivesse ido.
-Não mãe, ele deixou a mala na sala, mas está sentado na praia já tem quase uma hora.
Fiquei aliviada ao saber que ele ainda não tinha partido.
-Eu vou colocar minhas coisas na sala e vou falar com ele. Obrigada meninas. Disse toda sorridente, saindo em seguida.
Coloquei minhas coisas na sala e imediatamente fui para a praia. Meu coração batia com tanta força, que eu podia ouvir o eco dentro de mim. Caminhei um pouco, então eu o vi bem distante da casa, sentado na areia em frente ao mar. Vestia camiseta branca, bermuda cargo clara e boné com a aba virada para trás. Caminhei até ele, chegando bem perto, mas ele ainda não tinha me visto.
-Ouvi dizer que os garotos de Florianópolis são mais animados do que isso! Eu disse cruzando os braços e olhando na mesma direção dele.
João imediatamente olhou para trás, abrindo um sorriso ao me ver. Sentei-me ao lado dele, arrumando meus cabelos, por causa do vento.
-Não acredito que você está aqui, o que aconteceu? João me perguntou, com um sorriso de orelha a orelha.
-Eu resolvi não ir. Passei algumas horas pensando sobre minha vida. E você estava certo, eu não posso viver de renúncias, eu quero viver minha vida.
-Mas, e o seu namorado?
-Eu não tenho mais namorado. Falei sorrindo.
Ele sorriu sem disfarçar.
-É sério?
-É sério! Terminei com o Otávio.
-Não tem namorado por muito tempo. Ele disse levantando-se em seguida e me puxando.
João me pegou no colo e começou a me girar em volta do corpo dele.
-Será que eu ainda tenho um lugar para dormir aqui?
-Você sempre terá um lugar para dormir aqui. Ele respondeu me colocando no chão. –Eu só preciso fazer uma coisa, que eu quis fazer desde o segundo que lhe conheci.
-O quê? Perguntei curiosa.
-Isso. Ele disse me beijando em seguida.
 Foi o melhor beijo que eu havia provado; nos beijamos por vários minutos. Uma mistura de prazer, alegria, frio na barriga, desejo tomava conta de mim. João Pedro se sentou, me puxando junto dele, quando dei por mim, estávamos deitados, seu corpo pressionava o meu, e eu podia sentir todos os seus músculos reagindo com a minha presença. Suas mãos percorriam meu corpo, como se estivessem explorando o desconhecido. Então ele abriu os olhos, olhando no fundo dos meus e abriu um sorriso.
-O que você fez para me deixar apaixonado por você dessa maneira?
-Aposto que diz isso para todas.
João me olhou, fazendo-me uma careta.
-Você não percebeu que eu não conseguia mais sair do seu lado? Era como se eu tivesse enfeitiçado.
-É, eu desenvolvi certos poderes de sedução ao longo dos anos.
João sorriu divertindo-se, me beijando mais uma vez. Passado algum tempo, ele deitou-se ao eu lado e ficamos observando o sol se despedir.
-Meu Deus! Eu criei um monstro. Exclamou Malu parando ao nosso lado, e me vendo com a cabeça deitada sobre o peito de João.
Eu dei um pulo, levantando-me em seguida.
-Oi Malu, voltei.
-É estou vendo! Fiquei sabendo o que aconteceu, o Otávio me ligou desesperado, me implorando para falar com você. Disse Malu me analisando.
Eu corei, não sabia se ela me apoiaria ou me julgaria, afinal, se tratava do irmão dela.
 -Quer saber? Você está certa, agiu corretamente. O Otávio pediu para que isso acontecesse, e não foi de agora. Até que você aguentou os chiliques dele por muito tempo. Agora vem aqui, minha ex-cunhada, porém, minha melhor amiga.
Ela me abraçou e sussurrou em meu ouvido.
-E vocês dois? É o que eu estou pensando?
Olhei para ela, depois para João Pedro e novamente para Malu e sorri, balançando a cabeça. João Pedro levantou-se me abraçando pela cintura.
-Malu, fiquei apaixonado pela sua amiga desde o instante que a vi, e eu não vou deixá-la nunca mais. Seu irmão vai ter que se acostumar com isso.
Malu me olhou surpresa.
-Direto você hein João. Ela disse dando uma risada.
-Malu, você não vai ficar chateada comigo, vai? Afinal o Otávio é seu irmão.
Ela sorriu, pegando minhas mãos que estavam geladas.
-Eu terminei meu namoro, mas não queria perder minha melhor amiga.
-Nós não escolhemos nossos irmãos, mas podemos escolher os amigos. Você é minha melhor amiga, e será para sempre. Ela disse me abraçando novamente.
...
A partir daquele dia, ficávamos juntos todo o tempo. Onde eu estava o João Pedro estava, onde ele estava, eu estava ao lado dele. Fizemos vários passeios durante a semana, fomos para diversas ilhas, fomos para Jurerê Internacional duas ou três vezes, e também em outras praias conhecidas próximas de lá.
Era uma sexta-feira e já havia passado três semanas que estávamos juntos. Eu e João estávamos cada vez mais grudados, os beijos eram cada vez mais ardentes e intensos. Não estávamos mais aguentando de tanta vontade de nos entregarmos um para o outro, mas ainda não tinha rolado.
Naquela tarde, todos combinaram de ir para uma balada que haveria em uma praia vizinha, cerca de quarenta quilômetros dali. João Pedro chegou em mim e me perguntou se eu gostaria de ir, ou se eu preferia ficar a sós com ele, e claro que eu escolhi ele.
Todos saíram cerca das oito horas da noite, eu ainda estava no quarto que era dele, me arrumando, pois iríamos sair para jantar, conforme ele me disse. Ele me pediu que eu lhe mandasse uma mensagem quando estivesse pronta, pois ele teria uma surpresa para mim.
Como eu não sabia onde íamos, coloquei uma saia em renda branca com um top cropped combinando com a saia, que destacou a minha pele que estava bem bronzeada. Fiz uma escova e enrolei as pontas do meu cabelo. Me maquiei bem naturalmente, passei meu perfume predileto e suspirei fundo. Estava totalmente nervosa para o meu “primeiro” encontro com o meu amor de verão.
Estava extremamente ansiosa, pensando o que seria a surpresa, como seria nossa noite e como seria nossa primeira vez, que é claro, não passaria daquela noite. Nove horas, mandei uma mensagem para ele e ele me pediu que eu descesse.
João Pedro me esperava na sala, estava em pé no último degrau da escada. Ele usava uma camisa branca, com as mangas dobradas e jeans. Estava lindo, eu nunca o tinha visto de calça, sempre de bermuda e camiseta. Ele me encarava enquanto eu descia as escadas, assim como eu não tirava os olhos dele.
-Você está linda, minha Alice.
Eu olhei para ele arqueando minha sobrancelha.
-Você também está lindo, João Pedro.
Então ele pegou minha mão, beijando-a e saímos em seguida. Achei estranho, pois não fomos para o lado da garagem, onde estava o carro dele, fomos sentido à praia.
Comecei a ficar nervosa, mas quando eu vi o caminho que dava para à praia todo iluminado com velas enormes, eu comecei a rir, sem acreditar.
O caminho iluminado, chegava à uma tenda, na verdade era o gazebo que os meninos usavam durante o dia, mas que naquela noite estava todo enfeitado com tecido branco e flores, haviam quatro tochas em volta da tenda, e uma mesa no centro, com um arranjo de flores e velas.
-Você arrumou tudo isso sozinho?
-Não foi bem sozinho, confesso que precisei de uma ajudinha extra, da Malu, do Bruno, da Paulinha e do Guilherme. Mas a ideia foi minha.
-Eu nem sei o que dizer, está perfeito. Eu disse olhando ao redor, ainda sem acreditar.
-João Pedro segurou-me pela cintura e me beijou suavemente.
-Você é perfeita Alice. Eu sei que é cedo para lhe dizer isso, mas eu amo você.
Olhei para ele perplexa, sim, ainda era muito cedo.
-João, eu...
Ele colocou o dedo nos meus lábios, interrompendo minha fala.
-Você só tem que dizer isso quando tiver certeza, e eu vou esperar.
Nos beijamos novamente e em seguida ele afastou a cadeira para que eu me sentasse. Foi estranho, pois a cadeira começou a afundar na areia, e nós começamos a rir.
-Nem tudo sai como nós planejamos. Ele disse sorrindo.
Uma música ambiente estava tocando, que vinha o ipad dele. Quando eu olhei, um garçom veio com um balde com champanhe.
Eu estava radiante e encantada por dentro.
-Você pensou em tudo, não acredito!
-Essa noite tinha que ser perfeita, é o nosso primeiro encontro, não queria lhe decepcionar.
Nós jantamos, bebemos muito champanhe e teve até morango com chantili de sobremesa. Ficamos conversando sobre nossos planos para o futuro e ele se mostrava feliz por ir morar em Curitiba.
-Alice, nossas férias estão acabando, e eu não me vejo mais sem você. Isso para mim, não foi um amor de férias, de verão, que seja. Eu sou adulto, e eu sei exatamente o que eu quero para a minha vida, e você é o que eu quero. Mas eu quero que você esteja sentindo o mesmo por mim, quero que você tenha certeza dos seus sentimentos. Eu não quero assustar você, eu sei que você veio de um longo namoro e talvez você queira ficar sozinha, aproveitar sua vida. Então eu preciso que você me fale, o que você pretende em relação a nós.
Eu o escutei, senti que ele estava realmente nervoso em relação a minha resposta, mas eu já tinha a minha resposta pronta.
-João Pedro, o que aconteceu entre nós dois, foi algo realmente mágico. Há um mês, eu não me imaginava vivendo a minha vida da maneira que eu vivi esses últimos dias. E foram perfeitos, estar com você foi perfeito, está sendo perfeito, e tenho certeza que será perfeito. E não quero que isso acabe, porque mesmo sendo cedo demais, mesmo não conhecendo você no dia a dia realmente, mas eu tenho certeza de uma coisa, eu amo você, e eu quero ficar com você.
João abriu um sorriso, veio até mim e me abraçou fortemente, me beijando em seguida.
Mais tarde, caminhamos pela praia, eu já estava descalça, assim como ele, e ele segurava uma garrafa de champanhe que minutos depois já havia terminado.
Voltamos para a casa, João Pedro me pegou no colo e subimos as escadas.
-Essa noite está perfeita demais. Ele disse, me colocando no chão e segurando minhas mãos. –Não se preocupe, que eu não vou fazer nada que você não queira, se você quiser, poderemos apenas ficar juntinhos.
Eu olhei para ele maliciosamente, dando um passo para trás.
-Quem disse que eu não quero?
João abriu um sorriso, vindo em minha direção, e começamos nos beijar. Nossos beijos foram ganhando cada vez mais intensidade; eu comecei a desabotoar a camisa dele, tirando-a em seguida, ele também tirou me top, me deixando apenas de sutiã, depois tirou minha saia, e eu fiz o mesmo e tirei a calça dele.
Alguns instantes depois, já estávamos fazendo amor, o melhor amor que já tinha feito em minha vida. O corpo dele, estava quente e movia-se como se seguisse um ritmo, e o meu respondia, seguindo o mesmo ritmo. Senti um calor dentro de mim, e uma sensação de prazer que me levava aos céus. As investidas de João, de suaves foram ficando mais intensas e rígidas.
-Amo você, Alice. Ele sussurrou em meu ouvido.
 Essa foi a primeira das várias vezes daquela noite.
...

8
Uma nova vida
As férias terminaram, minhas aulas começaram e João Pedro já havia se instalado em Curitiba. Minha vida, estava mudando completamente, pois eu tinha outra rotina, estava levando outro estilo de vida, com uma pessoa totalmente amorosa e agradável. Era maravilhoso estar na companhia de João. Ele queria muito conhecer minha mãe e ela também queria conhecer o rapaz que havia mudado a Alice.
Eu e ela preparamos um jantar em nosso apartamento, estava me sentindo nervosa, pois começo de namoro era sempre novidade. Quando tudo estava preparado fui tomar um banho, em seguida me arrumei, coloquei macacão preto onde minhas costas ficavam toda de fora e prendi meus cabelos com um rabo de cavalo. Minha mãe entrou em meu quarto com um vestidinho estampado, parecendo uma mocinha.
-Nossa Alice, que roupa mais séria, coloca algo mais, sei lá, alegre.
-Mãe o João Pedro é simples, ele não liga para essas coisas. Eu disse enquanto passava minha maquiagem.
A campainha tocou, meu coração disparou era João.
 João Pedro estava usando camisa preta com mas mangas dobradas, jeans escuro e estava muito, mas muito cheiroso. Ele estava com um buquê de flores em uma das mãos. Inclinei-me, dando um beijo sem seus lábios.
-Oi! Como você está linda. Ele disse todo orgulhoso.
-Humm, eu lhe digo o mesmo. Falei quase que maliciosamente. -João, essa é a minha mãe.
-Prazer em conhecê-lo João Pedro, eu sou a Karen.
-O prazer é meu Dona Karen.
-Não diga isso outra vez! Apenas Karen, não sou tão velha assim.
Eu quis morrer de vergonha ao ouvir minha mãe falando daquela maneira com João Pedro, que era todo formal. João ficou vermelho de vergonha. Ela viu o jeito dele, então começou a rir.
-Assustei você, né? É brincadeira, mas me chame de Karen.
-Pode deixar.  Ele disse sem graça. –Trouxe essas flores para você Karen.
-Uau, que romântico! Já estou gostando dele, Alice. Disse minha mãe me dando uma piscada.
Eu olhei para João, revirando os olhos.
-Eu vou colocar as flores em um vaso, sinta-se em casa. Disse ela saindo em seguida.
-Eu disse para você que ela não regula muito bem.
João sorriu atordoado.
-Trouxe um presente para você.
João retirou do seu bolso da calça uma caixa vermelha de veludo, entregando-me.
-João, não acredito! Eu exclamei. –Não precisava!
Assim que abri a caixa, me deparei com um bracelete Pandora, com os berloques dos personagens de Alice no país das maravilhas.
-Eu, nem sei o que lhe dizer. Eu disse eufórica. –Eu simplesmente amei.
-Quando eu vi, não tive como não comprar. Só pensei em você o tempo todo.
Nos abraçamos e minha mãe voltou para a sala, mostrei a ela a pulseira, e ela assim como eu, também ficou encantada.
Nosso jantar foi perfeito; minha mãe se encantou pelo João, e ele a achou muito divertida e espontânea. Com certeza pensou no termo louca, mas não disse.
Minha mãe estava feliz com a nova Alice e com meu novo namorado que estava todas as noites comigo, em meu apartamento, ou no apartamento dele.
O amor de Malu e Bruno, não passou do verão. Ela dizia sentir-se incapaz de ter um relacionamento sério naquele momento, mas ele gostava dela e sofreu muito quando ela o deixou.
Um mês após eu ter levado João para conhecer minha mãe, João me levou para conhecer os pais dele.
 Eu estava aflita, afinal, eu nunca passara por essa situação, pois quando eu e Otávio começamos a namorar, eu e Malu já éramos amigas, então todos já me conheciam.
 Assim que João Pedro foi me buscar, ele olhou-me encantado.
-Você está perfeita, Alice. Sou um rapaz de muita sorte. Ele disse me pegando pela cintura, e me erguendo do chão.
Eu estava com um vestido de seda com estampas bem românticas.
-Eu estou tão nervosa!
-Relaxa, eles com certeza irão amar você.
-Tomara, mas então vamos antes que eu desista. Eu disse fazendo careta.
João Pedro fretou um avião de pequeno porte, com isso, chegamos à Floripa cerca de cinquenta minutos depois.
Bruno foi nos buscar no aeroporto, estava muito feliz por rever o irmão e parecia muito feliz em me ver novamente também.
Bruno veio em minha direção, dando-me um beijo no rosto e um abraço em seguida.
-Você está linda Alice, seja bem vinda!
Eu apenas sorri nervosamente.
-Acho que estou nervosa.
-Não fique! Tenho certeza que meus pais irão adorar você. Ele me disse dando-me uma piscada.
Seguimos para a casa dos pais de João e Bruno.  Assim que chegamos, Bruno guardou o carro na garagem e João Pedro pegou nossas coisas e segurou minha mão que estava trêmula.
-Boa noite, família. Ele disse todo animado, indo de encontro aos pais.
A casa de João Pedro, era uma casa enorme, clássica, estilo conservador e tudo de muito bom gosto.
Os pais de João Pedro o abraçaram, pois fazia alguns dias que eles não viam o filho.
-Mãe, pai, essa é a Alice, a garota que me mostrou as maravilhas do seu país.
-Igual à do livro? Perguntou a mãe dele se divertindo.
Eu corei, minhas pernas bambearam.
-Alice, ouvi coisas muito boas a seu respeito, estava curiosa para conhecer minha nova nora. Disse a mãe de João me dando um abraço discreto. –Eu sou a Maria Helena, e é um prazer conhecê-la.
-Dona Maria Helena, o prazer é todo meu, estava ansiosa para conhecê-la também.
-Boa noite Alice, eu sou o José Pedro Moretto , é um prazer recebê-la em nossa casa, sinta-se à vontade. Disse o pai de João abraçando-me em seguida.
José Pedro parecia um homem de poucas palavras, reservado, mas ao mesmo tempo muito carinhoso com o filho.
-É um imenso prazer conhece-los, o João fala muito bem de vocês. Eu disse com um leve sorriso nos lábios.
O jantar foi elegante e requintado, bem diferente do jantarzinho simples e descontraído que eu e minha mãe havíamos preparado quando o João foi em minha casa.
 Após o jantar ficamos conversando na sala, e mais tarde Bruno pediu que eu jogasse uma partida de pôquer, com ele e com o pai. O pai de João me olhou desconfiado.
-Você joga, Alice?
-Só um pouquinho. Disse Bruno olhando para João e sorrindo em seguida.
Eu fiquei sem graça e na primeira parda deixei Sr. José ganhar, mas os meninos perceberam que eu estava facilitando, então depois de muitas chateações comecei a jogar para valer, ganhando as outras três partidas.
Passamos todo o final de semana em Florianópolis, na casa dos Moretto. E confesso que amei cada segundo, eles eram pessoas encantadoras, assim como João Pedro e Bruno. Eram pais atenciosos, companheiros, presentes, educadíssimos e muito agradáveis.
 Quando voltamos para Curitiba, fomos para o apartamento de João.
-Meus pais amaram você. Disse João colocando nossas coisas sobre o sofá cinza.
-Eu gostei muito deles também, embora tenha ficado nervosa no começo.
João me pegou pela cintura e me ergueu no colo dele, colocando cada uma das minhas pernas ao redor do tronco dele.
-Eu fiquei muito feliz em ver a garota que eu amo ao lado dos meus pais, eu nunca irei me esquecer disso.
-Ah, é? Eu disse selando-os os lábios. –Tem coisas que eu também nunca irei me esquecer.
-Sério? E o que é? Ele perguntou maliciosamente.
-Isso aqui. Eu falei tirando meu vestido, enquanto estava no colo dele, ficando apenas de lingerie.
-Nossa, eu estava louco de vontade de fazer isso. Disse João me levando para o quarto, onde fizemos amor até a exaustão

5 comentários:

  1. iiiihhhhuuuu é isso ai Aliceeee.... mas Kika, esta história está muito romântica kkkk eu amooo, mas estou com medo do que possa vir acontecer kkkkkkk .... vamos aguardar os próximos capitulos....bjs

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  2. "Meu coração batia com tanta força, que eu podia ouvir o eco dentro de mim. "

    #SimplismenteAmooo #MinhaMelhorEscritora!

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  3. Fico na expectativa... Amando Erika

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