"Recomeços"
Parte 04
Desliguei
o celular e em seguida o joguei dentro da minha bolsa. Deixar o Otávio seria
uma nova mudança em minha vida, teria apenas que me adaptar a viver sem ele me
sufocando e controlando cada passo meu. Estava dando uma guinada, talvez eu me
arrependesse dali uns dez dias, um mês, um ano, mas eu precisava correr esse
risco. Precisava recomeçar.
7
A
dois passos do paraíso
Chamei
um táxi e segui para Bombinhas, fui direto para a casa do João Pedro e do
Bruno. Quando cheguei, por volta das cinco horas da tarde; a casa estava toda
silenciosa, assim como estava quando saí pela manhã. Dona Val e outra garota
estavam terminando de lavar a área de cercava a casa.
-Oi
dona Val, onde está todo mundo?
-Oi.
Ela disse acanhada. –Eles foram para Jurerê, só voltam a noitinha. Mas o
Bruninho está descansando no quarto com a Malu, e o João Pedro estava arrumando
as coisas para ir embora, acho que ele já se foi.
Senti
um frio na barriga, só de imaginar que ele tivesse ido.
-Não
mãe, ele deixou a mala na sala, mas está sentado na praia já tem quase uma
hora.
Fiquei
aliviada ao saber que ele ainda não tinha partido.
-Eu
vou colocar minhas coisas na sala e vou falar com ele. Obrigada meninas. Disse
toda sorridente, saindo em seguida.
Coloquei
minhas coisas na sala e imediatamente fui para a praia. Meu coração batia com
tanta força, que eu podia ouvir o eco dentro de mim. Caminhei um pouco, então
eu o vi bem distante da casa, sentado na areia em frente ao mar. Vestia
camiseta branca, bermuda cargo clara e boné com a aba virada para trás.
Caminhei até ele, chegando bem perto, mas ele ainda não tinha me visto.
-Ouvi
dizer que os garotos de Florianópolis são mais animados do que isso! Eu disse
cruzando os braços e olhando na mesma direção dele.
João
imediatamente olhou para trás, abrindo um sorriso ao me ver. Sentei-me ao lado
dele, arrumando meus cabelos, por causa do vento.
-Não
acredito que você está aqui, o que aconteceu? João me perguntou, com um sorriso
de orelha a orelha.
-Eu
resolvi não ir. Passei algumas horas pensando sobre minha vida. E você estava
certo, eu não posso viver de renúncias, eu quero viver minha vida.
-Mas,
e o seu namorado?
-Eu
não tenho mais namorado. Falei sorrindo.
Ele
sorriu sem disfarçar.
-É
sério?
-É
sério! Terminei com o Otávio.
-Não
tem namorado por muito tempo. Ele disse levantando-se em seguida e me puxando.
João
me pegou no colo e começou a me girar em volta do corpo dele.
-Será
que eu ainda tenho um lugar para dormir aqui?
-Você
sempre terá um lugar para dormir aqui. Ele respondeu me colocando no chão. –Eu
só preciso fazer uma coisa, que eu quis fazer desde o segundo que lhe conheci.
-O
quê? Perguntei curiosa.
-Isso.
Ele disse me beijando em seguida.
Foi o melhor beijo que eu havia provado; nos
beijamos por vários minutos. Uma mistura de prazer, alegria, frio na barriga,
desejo tomava conta de mim. João Pedro se sentou, me puxando junto dele, quando
dei por mim, estávamos deitados, seu corpo pressionava o meu, e eu podia sentir
todos os seus músculos reagindo com a minha presença. Suas mãos percorriam meu
corpo, como se estivessem explorando o desconhecido. Então ele abriu os olhos,
olhando no fundo dos meus e abriu um sorriso.
-O
que você fez para me deixar apaixonado por você dessa maneira?
-Aposto
que diz isso para todas.
João
me olhou, fazendo-me uma careta.
-Você
não percebeu que eu não conseguia mais sair do seu lado? Era como se eu tivesse
enfeitiçado.
-É,
eu desenvolvi certos poderes de sedução ao longo dos anos.
João
sorriu divertindo-se, me beijando mais uma vez. Passado algum tempo, ele
deitou-se ao eu lado e ficamos observando o sol se despedir.
-Meu
Deus! Eu criei um monstro. Exclamou Malu parando ao nosso lado, e me vendo com
a cabeça deitada sobre o peito de João.
Eu
dei um pulo, levantando-me em seguida.
-Oi
Malu, voltei.
-É
estou vendo! Fiquei sabendo o que aconteceu, o Otávio me ligou desesperado, me
implorando para falar com você. Disse Malu me analisando.
Eu
corei, não sabia se ela me apoiaria ou me julgaria, afinal, se tratava do irmão
dela.
-Quer saber? Você está certa, agiu
corretamente. O Otávio pediu para que isso acontecesse, e não foi de agora. Até
que você aguentou os chiliques dele por muito tempo. Agora vem aqui, minha
ex-cunhada, porém, minha melhor amiga.
Ela
me abraçou e sussurrou em meu ouvido.
-E
vocês dois? É o que eu estou pensando?
Olhei
para ela, depois para João Pedro e novamente para Malu e sorri, balançando a
cabeça. João Pedro levantou-se me abraçando pela cintura.
-Malu,
fiquei apaixonado pela sua amiga desde o instante que a vi, e eu não vou
deixá-la nunca mais. Seu irmão vai ter que se acostumar com isso.
Malu
me olhou surpresa.
-Direto
você hein João. Ela disse dando uma risada.
-Malu,
você não vai ficar chateada comigo, vai? Afinal o Otávio é seu irmão.
Ela
sorriu, pegando minhas mãos que estavam geladas.
-Eu
terminei meu namoro, mas não queria perder minha melhor amiga.
-Nós
não escolhemos nossos irmãos, mas podemos escolher os amigos. Você é minha
melhor amiga, e será para sempre. Ela disse me abraçando novamente.
...
A
partir daquele dia, ficávamos juntos todo o tempo. Onde eu estava o João Pedro
estava, onde ele estava, eu estava ao lado dele. Fizemos vários passeios
durante a semana, fomos para diversas ilhas, fomos para Jurerê Internacional
duas ou três vezes, e também em outras praias conhecidas próximas de lá.
Era
uma sexta-feira e já havia passado três semanas que estávamos juntos. Eu e João
estávamos cada vez mais grudados, os beijos eram cada vez mais ardentes e
intensos. Não estávamos mais aguentando de tanta vontade de nos entregarmos um
para o outro, mas ainda não tinha rolado.
Naquela
tarde, todos combinaram de ir para uma balada que haveria em uma praia vizinha,
cerca de quarenta quilômetros dali. João Pedro chegou em mim e me perguntou se
eu gostaria de ir, ou se eu preferia ficar a sós com ele, e claro que eu
escolhi ele.
Todos
saíram cerca das oito horas da noite, eu ainda estava no quarto que era dele,
me arrumando, pois iríamos sair para jantar, conforme ele me disse. Ele me
pediu que eu lhe mandasse uma mensagem quando estivesse pronta, pois ele teria
uma surpresa para mim.
Como
eu não sabia onde íamos, coloquei uma saia em renda branca com um top cropped
combinando com a saia, que destacou a minha pele que estava bem bronzeada. Fiz
uma escova e enrolei as pontas do meu cabelo. Me maquiei bem naturalmente,
passei meu perfume predileto e suspirei fundo. Estava totalmente nervosa para o
meu “primeiro” encontro com o meu amor de verão.
Estava
extremamente ansiosa, pensando o que seria a surpresa, como seria nossa noite e
como seria nossa primeira vez, que é claro, não passaria daquela noite. Nove
horas, mandei uma mensagem para ele e ele me pediu que eu descesse.
João
Pedro me esperava na sala, estava em pé no último degrau da escada. Ele usava
uma camisa branca, com as mangas dobradas e jeans. Estava lindo, eu nunca o
tinha visto de calça, sempre de bermuda e camiseta. Ele me encarava enquanto eu
descia as escadas, assim como eu não tirava os olhos dele.
-Você
está linda, minha Alice.
Eu
olhei para ele arqueando minha sobrancelha.
-Você
também está lindo, João Pedro.
Então
ele pegou minha mão, beijando-a e saímos em seguida. Achei estranho, pois não
fomos para o lado da garagem, onde estava o carro dele, fomos sentido à praia.
Comecei
a ficar nervosa, mas quando eu vi o caminho que dava para à praia todo
iluminado com velas enormes, eu comecei a rir, sem acreditar.
O
caminho iluminado, chegava à uma tenda, na verdade era o gazebo que os meninos
usavam durante o dia, mas que naquela noite estava todo enfeitado com tecido
branco e flores, haviam quatro tochas em volta da tenda, e uma mesa no centro,
com um arranjo de flores e velas.
-Você
arrumou tudo isso sozinho?
-Não
foi bem sozinho, confesso que precisei de uma ajudinha extra, da Malu, do
Bruno, da Paulinha e do Guilherme. Mas a ideia foi minha.
-Eu
nem sei o que dizer, está perfeito. Eu disse olhando ao redor, ainda sem
acreditar.
-João
Pedro segurou-me pela cintura e me beijou suavemente.
-Você
é perfeita Alice. Eu sei que é cedo para lhe dizer isso, mas eu amo você.
Olhei
para ele perplexa, sim, ainda era muito cedo.
-João,
eu...
Ele
colocou o dedo nos meus lábios, interrompendo minha fala.
-Você
só tem que dizer isso quando tiver certeza, e eu vou esperar.
Nos
beijamos novamente e em seguida ele afastou a cadeira para que eu me sentasse.
Foi estranho, pois a cadeira começou a afundar na areia, e nós começamos a rir.
-Nem
tudo sai como nós planejamos. Ele disse sorrindo.
Uma
música ambiente estava tocando, que vinha o ipad dele. Quando eu olhei, um
garçom veio com um balde com champanhe.
Eu
estava radiante e encantada por dentro.
-Você
pensou em tudo, não acredito!
-Essa
noite tinha que ser perfeita, é o nosso primeiro encontro, não queria lhe
decepcionar.
Nós
jantamos, bebemos muito champanhe e teve até morango com chantili de sobremesa.
Ficamos conversando sobre nossos planos para o futuro e ele se mostrava feliz
por ir morar em Curitiba.
-Alice,
nossas férias estão acabando, e eu não me vejo mais sem você. Isso para mim,
não foi um amor de férias, de verão, que seja. Eu sou adulto, e eu sei
exatamente o que eu quero para a minha vida, e você é o que eu quero. Mas eu
quero que você esteja sentindo o mesmo por mim, quero que você tenha certeza
dos seus sentimentos. Eu não quero assustar você, eu sei que você veio de um
longo namoro e talvez você queira ficar sozinha, aproveitar sua vida. Então eu
preciso que você me fale, o que você pretende em relação a nós.
Eu
o escutei, senti que ele estava realmente nervoso em relação a minha resposta, mas
eu já tinha a minha resposta pronta.
-João
Pedro, o que aconteceu entre nós dois, foi algo realmente mágico. Há um mês, eu
não me imaginava vivendo a minha vida da maneira que eu vivi esses últimos
dias. E foram perfeitos, estar com você foi perfeito, está sendo perfeito, e
tenho certeza que será perfeito. E não quero que isso acabe, porque mesmo sendo
cedo demais, mesmo não conhecendo você no dia a dia realmente, mas eu tenho
certeza de uma coisa, eu amo você, e eu quero ficar com você.
João
abriu um sorriso, veio até mim e me abraçou fortemente, me beijando em seguida.
Mais
tarde, caminhamos pela praia, eu já estava descalça, assim como ele, e ele
segurava uma garrafa de champanhe que minutos depois já havia terminado.
Voltamos
para a casa, João Pedro me pegou no colo e subimos as escadas.
-Essa
noite está perfeita demais. Ele disse, me colocando no chão e segurando minhas
mãos. –Não se preocupe, que eu não vou fazer nada que você não queira, se você
quiser, poderemos apenas ficar juntinhos.
Eu
olhei para ele maliciosamente, dando um passo para trás.
-Quem
disse que eu não quero?
João
abriu um sorriso, vindo em minha direção, e começamos nos beijar. Nossos beijos
foram ganhando cada vez mais intensidade; eu comecei a desabotoar a camisa
dele, tirando-a em seguida, ele também tirou me top, me deixando apenas de
sutiã, depois tirou minha saia, e eu fiz o mesmo e tirei a calça dele.
Alguns
instantes depois, já estávamos fazendo amor, o melhor amor que já tinha feito
em minha vida. O corpo dele, estava quente e movia-se como se seguisse um
ritmo, e o meu respondia, seguindo o mesmo ritmo. Senti um calor dentro de mim,
e uma sensação de prazer que me levava aos céus. As investidas de João, de
suaves foram ficando mais intensas e rígidas.
-Amo
você, Alice. Ele sussurrou em meu ouvido.
Essa foi a primeira das várias vezes daquela
noite.
...
8
Uma
nova vida
As
férias terminaram, minhas aulas começaram e João Pedro já havia se instalado em
Curitiba. Minha vida, estava mudando completamente, pois eu tinha outra rotina,
estava levando outro estilo de vida, com uma pessoa totalmente amorosa e
agradável. Era maravilhoso estar na companhia de João. Ele queria muito conhecer
minha mãe e ela também queria conhecer o rapaz que havia mudado a Alice.
Eu
e ela preparamos um jantar em nosso apartamento, estava me sentindo nervosa,
pois começo de namoro era sempre novidade. Quando tudo estava preparado fui
tomar um banho, em seguida me arrumei, coloquei macacão preto onde minhas
costas ficavam toda de fora e prendi meus cabelos com um rabo de cavalo. Minha
mãe entrou em meu quarto com um vestidinho estampado, parecendo uma mocinha.
-Nossa
Alice, que roupa mais séria, coloca algo mais, sei lá, alegre.
-Mãe
o João Pedro é simples, ele não liga para essas coisas. Eu disse enquanto
passava minha maquiagem.
A
campainha tocou, meu coração disparou era João.
João Pedro estava usando camisa preta com mas
mangas dobradas, jeans escuro e estava muito, mas muito cheiroso. Ele estava com
um buquê de flores em uma das mãos. Inclinei-me, dando um beijo sem seus
lábios.
-Oi!
Como você está linda. Ele disse todo orgulhoso.
-Humm,
eu lhe digo o mesmo. Falei quase que maliciosamente. -João, essa é a minha mãe.
-Prazer
em conhecê-lo João Pedro, eu sou a Karen.
-O
prazer é meu Dona Karen.
-Não
diga isso outra vez! Apenas Karen, não sou tão velha assim.
Eu
quis morrer de vergonha ao ouvir minha mãe falando daquela maneira com João
Pedro, que era todo formal. João ficou vermelho de vergonha. Ela viu o jeito
dele, então começou a rir.
-Assustei
você, né? É brincadeira, mas me chame de Karen.
-Pode
deixar. Ele disse sem graça. –Trouxe
essas flores para você Karen.
-Uau,
que romântico! Já estou gostando dele, Alice. Disse minha mãe me dando uma piscada.
Eu
olhei para João, revirando os olhos.
-Eu
vou colocar as flores em um vaso, sinta-se em casa. Disse ela saindo em
seguida.
-Eu
disse para você que ela não regula muito bem.
João
sorriu atordoado.
-Trouxe
um presente para você.
João
retirou do seu bolso da calça uma caixa vermelha de veludo, entregando-me.
-João,
não acredito! Eu exclamei. –Não precisava!
Assim
que abri a caixa, me deparei com um bracelete Pandora, com os berloques dos
personagens de Alice no país das maravilhas.
-Eu,
nem sei o que lhe dizer. Eu disse eufórica. –Eu simplesmente amei.
-Quando
eu vi, não tive como não comprar. Só pensei em você o tempo todo.
Nos
abraçamos e minha mãe voltou para a sala, mostrei a ela a pulseira, e ela assim
como eu, também ficou encantada.
Nosso
jantar foi perfeito; minha mãe se encantou pelo João, e ele a achou muito
divertida e espontânea. Com certeza pensou no termo louca, mas não disse.
Minha
mãe estava feliz com a nova Alice e com meu novo namorado que estava todas as
noites comigo, em meu apartamento, ou no apartamento dele.
O
amor de Malu e Bruno, não passou do verão. Ela dizia sentir-se incapaz de ter
um relacionamento sério naquele momento, mas ele gostava dela e sofreu muito
quando ela o deixou.
Um
mês após eu ter levado João para conhecer minha mãe, João me levou para
conhecer os pais dele.
Eu estava aflita, afinal, eu nunca passara por
essa situação, pois quando eu e Otávio começamos a namorar, eu e Malu já éramos
amigas, então todos já me conheciam.
Assim que João Pedro foi me buscar, ele
olhou-me encantado.
-Você
está perfeita, Alice. Sou um rapaz de muita sorte. Ele disse me pegando pela
cintura, e me erguendo do chão.
Eu
estava com um vestido de seda com estampas bem românticas.
-Eu
estou tão nervosa!
-Relaxa,
eles com certeza irão amar você.
-Tomara,
mas então vamos antes que eu desista. Eu disse fazendo careta.
João
Pedro fretou um avião de pequeno porte, com isso, chegamos à Floripa cerca de
cinquenta minutos depois.
Bruno
foi nos buscar no aeroporto, estava muito feliz por rever o irmão e parecia
muito feliz em me ver novamente também.
Bruno
veio em minha direção, dando-me um beijo no rosto e um abraço em seguida.
-Você
está linda Alice, seja bem vinda!
Eu
apenas sorri nervosamente.
-Acho
que estou nervosa.
-Não
fique! Tenho certeza que meus pais irão adorar você. Ele me disse dando-me uma
piscada.
Seguimos
para a casa dos pais de João e Bruno. Assim que chegamos, Bruno guardou o carro na
garagem e João Pedro pegou nossas coisas e segurou minha mão que estava
trêmula.
-Boa
noite, família. Ele disse todo animado, indo de encontro aos pais.
A
casa de João Pedro, era uma casa enorme, clássica, estilo conservador e tudo de
muito bom gosto.
Os
pais de João Pedro o abraçaram, pois fazia alguns dias que eles não viam o
filho.
-Mãe,
pai, essa é a Alice, a garota que me mostrou as maravilhas do seu país.
-Igual
à do livro? Perguntou a mãe dele se divertindo.
Eu
corei, minhas pernas bambearam.
-Alice,
ouvi coisas muito boas a seu respeito, estava curiosa para conhecer minha nova nora.
Disse a mãe de João me dando um abraço discreto. –Eu sou a Maria Helena, e é um
prazer conhecê-la.
-Dona
Maria Helena, o prazer é todo meu, estava ansiosa para conhecê-la também.
-Boa
noite Alice, eu sou o José Pedro Moretto , é um prazer recebê-la em nossa casa,
sinta-se à vontade. Disse o pai de João abraçando-me em seguida.
José
Pedro parecia um homem de poucas palavras, reservado, mas ao mesmo tempo muito
carinhoso com o filho.
-É
um imenso prazer conhece-los, o João fala muito bem de vocês. Eu disse com um
leve sorriso nos lábios.
O
jantar foi elegante e requintado, bem diferente do jantarzinho simples e
descontraído que eu e minha mãe havíamos preparado quando o João foi em minha
casa.
Após o jantar ficamos conversando na sala, e
mais tarde Bruno pediu que eu jogasse uma partida de pôquer, com ele e com o
pai. O pai de João me olhou desconfiado.
-Você
joga, Alice?
-Só
um pouquinho. Disse Bruno olhando para João e sorrindo em seguida.
Eu
fiquei sem graça e na primeira parda deixei Sr. José ganhar, mas os meninos
perceberam que eu estava facilitando, então depois de muitas chateações comecei
a jogar para valer, ganhando as outras três partidas.
Passamos
todo o final de semana em Florianópolis, na casa dos Moretto. E confesso que
amei cada segundo, eles eram pessoas encantadoras, assim como João Pedro e
Bruno. Eram pais atenciosos, companheiros, presentes, educadíssimos e muito
agradáveis.
Quando voltamos para Curitiba, fomos para o
apartamento de João.
-Meus
pais amaram você. Disse João colocando nossas coisas sobre o sofá cinza.
-Eu
gostei muito deles também, embora tenha ficado nervosa no começo.
João
me pegou pela cintura e me ergueu no colo dele, colocando cada uma das minhas
pernas ao redor do tronco dele.
-Eu
fiquei muito feliz em ver a garota que eu amo ao lado dos meus pais, eu nunca
irei me esquecer disso.
-Ah,
é? Eu disse selando-os os lábios. –Tem coisas que eu também nunca irei me
esquecer.
-Sério?
E o que é? Ele perguntou maliciosamente.
-Isso
aqui. Eu falei tirando meu vestido, enquanto estava no colo dele, ficando
apenas de lingerie.
-Nossa,
eu estava louco de vontade de fazer isso. Disse João me levando para o quarto,
onde fizemos amor até a exaustão

iiiihhhhuuuu é isso ai Aliceeee.... mas Kika, esta história está muito romântica kkkk eu amooo, mas estou com medo do que possa vir acontecer kkkkkkk .... vamos aguardar os próximos capitulos....bjs
ResponderExcluir"Meu coração batia com tanta força, que eu podia ouvir o eco dentro de mim. "
ResponderExcluir#SimplismenteAmooo #MinhaMelhorEscritora!
Aii que tudo!!!!! ameiiii
Excluir#AmoMuitoTudoIsso!
ExcluirFico na expectativa... Amando Erika
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