quarta-feira, 27 de maio de 2015

" Recomeços" Parte 06

" Recomeços "

Parte 06


Assim que entramos no apartamento, João Pedro me pressionou contra a parede e começou a me beijar com força. Era como se ele estivesse provando para mim que eu era dele, apenas dele.
Ele tentou tirar meu vestido, mas como não conseguiu, o rasgou inteiro. Em seguida ele me pegou no colo e começou a me beijar novamente. João colocou minhas pernas na altura da cintura dele e rapidamente puxou minha calcinha, abaixou sua calça e começou me penetrar rigidamente, como se tivesse sentindo raiva de mim, mas ao mesmo tempo muito prazer. Algumas investidas depois senti seu corpo inteiro tremer e ouvi os gemidos saindo se sua boca.
Quando ele terminou, ele abriu os olhos e viu minha cara de amedrontada. Confesso que nunca tinha o visto agindo daquela maneira. Senti medo e prazer ao mesmo tempo. João afundou a cabeça em meus cabelos, inalando meu cheiro.
-Me desculpa por isso Alice. Ele disse me abraçando. –Me perdoa, por favor, eu agi feito um animal, eu não queria machucar você.
-Você me assustou João, me assustou muito, mas não me machucou.
Ele não tirava a cabeça do meu ombro, então eu senti as lagrimas dele escorrer.
-João Pedro, eu estou bem, não se preocupe.
-Me desculpa meu amor, eu sou um idiota, agi feito um bicho, só queria provar que você é minha.
-Ei, eu sou sua, nunca duvide disso. Eu te amo, João, te amo muito.
-Me desculpa quando eu disse que não estava com ciúmes. Aliás, eu estava cego de ciúmes, e na festa me segurei a cada segundo que se passava; aquele cara faltou comer você com os olhos, o tempo todo, a noite inteira. E quando eu ouvi ele dizendo aquelas coisas, eu não consegui me controlar, foi mais forte do que eu.
-Esquece isso, esquece ele.
-Alice, nem um filho eu consegui dar para você, meu medo é que você perceba que realmente escolheu errado e volte para ele, eu morreria se isso acontecesse.
-João, voltar para sua casa naquele dia, foi a melhor coisa que eu fiz em toda minha vida, foi sem dúvida a melhor mudança que eu tive. Agradeço aos céus por ter conhecido você, eu te amo! E nunca, nunca irei me arrepender de ter escolhido você. E o que você disse é a mais pura verdade; bastaram apenas dois dias para que eu me apaixonasse por você, deixando minha antiga vida para trás.
João Pedro me abraçou e nos beijamos, mas dessa vez delicadamente.  
10
O verdadeiro significado do amor
Os próximos meses que se passaram, foram regados de muito amor. Já não estávamos brigando mais, foi como se a nuvem negra que pairava sobre nossas cabeças, tivesse ido embora.
Malu e Bruno tornaram-se parte do nosso dia a dia. O casamento realmente muda as pessoas, pois eu nunca vi uma Malu tão dedicada como ela estava nos últimos meses. Saíamos juntos todos os finais de semana, e fizemos algumas viagens também.
Depois de alguns tratamentos para engravidar, desisti de tudo. Se eu ficasse grávida, tudo bem, se não ficasse, fazer o quê? Sendo assim parei completamente de ficar maluca cada vez que vinha minha menstruação.
Comecei a me dedicar ao meu livro “Um amor entre a Guerra”. Eu estava muito feliz com o desenvolver da história, então a cada tempo livre, eu estava escrevendo ou pesquisando.
Após seis meses do casamento de Malu, veio a grande notícia para alegria de todos, eles seriam papais. Eu e João Pedro ficamos muito felizes, porém, nos vimos mais uma vez ficando para trás. Malu e Bruno que eram nossa única companhia sem filhos também virariam pais em breve. E as pessoas não perdoavam, pois onde íamos era inevitável escutarmos:
-Agora só faltam vocês! Estão esperando o quê?
Eu e João sempre ficávamos com cara de bobos, pois o fato de não ter filhos, não era uma escolha nossa.
A filha de Malu nasceu em outubro, Mariah, era uma menina graciosa, risonha e extremamente linda. Malu e Bruno nos convidaram para sermos os padrinhos, e é claro que aceitamos e nos sentimos extremamente honrados.
Cerca de dois meses após a Mariah nascer, eu havia acabado meu livro, e quando eu o enviei para editora, eles amaram e o publicaram em seguida.
Quando o livro ficou pronto, minha vida começou a mudar novamente. Foi a minha grande mudança profissional, onde eu deixei de ser anônima para ser uma pessoa conhecida. Foram viagens para a divulgação do livro, noites de autógrafos, palestras, entrevistas. Enfim, o reconhecimento público chegou até a me surpreender. Nessa etapa da minha vida, assim como em muitas outras, João Pedro foi simplesmente maravilhoso, me apoiou em todos os sentidos.
Eu estava com quase vinte e seis anos, e meu sonho em me tornar escritora já havia sido realizado, então só faltava o sonho de ser mãe.
 A editoria me pediu apenas quatro meses para que eu entregasse o próximo livro, passei três meses praticamente enclausurada, acordava escrevendo e dormia escrevendo. E novamente a editora aprovou me trabalho e publicaram o segundo livro. Foram mais alguns meses de correria, viagens, entrevistas, recepções...
Minha última viagem para a divulgação do livro foi em São Paulo. Estávamos em novembro, e a editora preferiu deixar São Paulo por último para encerrarmos as divulgações com chave de ouro, e conseguimos. Em minha última noite em São Paulo, depois de algumas reuniões, fui para o Hotel Fasano, onde eu estava hospedada. Assim que cheguei, um funcionário do hotel me levou um buquê de hortênsias, que havia sido entregue no final da tarde.
Fiquei muito feliz, pois já imaginava de quem poderia ser. Abri o cartão e comprovei o que eu já sabia.
Como sempre estou orgulho de você! 
 Mas estou morrendo de saudades, volta logo.
Amo você!
João Pedro
As flores eram maravilhosas, e a atitude de João também. Eu as coloquei em um vaso e deixei ao lado de minha cama para observá-las assim que eu acordasse.
Liguei para João Pedro para agradecer, e ficamos conversando por horas, onde eu o coloquei a par de tudo.
No dia seguinte, ao acordar, olhei para as lindas flores e percebi que tinha alguma coisa se movendo. Levante e fui até o vaso e vi uma borboleta azul, no mesmo tom das flores, tornando-se quase que imperceptível.
Eu nunca havia visto uma borboleta azul e sabia que era rara, então entrei no Google e pesquisei diversas delas, até que achei a borboleta da mesma espécie, era uma borboleta Morpho que realmente era uma espécie rara. Fiquei pensando que só podia ser um milagre, uma borboleta em extinção, em plena grande São Paulo, e o melhor, me visitando. Tirei várias fotos da pequena azulzinha, como eu a chamei. Tomei um banho e quando saí ela ainda estava lá, como se fizesse companhia para mim.
Mais tarde, durante um almoço com o pessoal da agência, passei muito mal, com enjoos e quedas de pressão. Achei que fosse stress por causa do trabalho, mas me levaram para o pronto atendimento e descobriram que eu estava grávida. Fiquei sem reação, sentia alegria, mas ao mesmo tempo medo; medo de não conseguir levar a gravidez adiante.
Naquela noite, João foi me buscar no aeroporto. Assim que eu o vi, corri em direção e ele e o abracei forte de tanta saudade.
-Oh, que saudades de você! Ele disse me pegando pela cintura e me girando em torno do corpo dele.
-Senti muito a sua falta, aliás, sentimos.
João me olhou intrigado.
-O quê, como assim, aconteceu de novo?
Eu ri da cara dele de assustado, ele tinha medo assim como eu. Mas ele me abraçou e em seguida beijou minha barriga.
-Alice, você não sabe o quanto isso me deixa feliz, mas dessa vez, vamos fazer as coisas devagar.
-Eu sei, João, também pensei nisso, não vamos dizer para ninguém por enquanto, combinado?
Ele fez que sim com a cabeça.
-Mas vai dar certo dessa vez, tenho certeza. Ele disse passando mão sobre minha barriga.
Em seguida me beijou sem se importar com as pessoas que iam e vinham.
No dia seguinte fomos à minha ginecologista. Depois da ultrassonografia, voltamos para a sala dela, onde ela já nos aguardava. João Pedro segurou em minha mão e nos sentamos.
-Alice, como vocês viram, está tudo perfeitamente bem, você está de cinco semanas; mas não devemos nos esquecer que das outras vezes foram a mesma coisa, tudo em perfeita ordem, mas no terceiro ou quarto mês, tivemos as complicações. Então um conselho de amiga, não de médica, você já sabe os riscos que está correndo, vá com calma, vamos esperar mais um pouco, e tudo vai correr bem, só não quero que você se apegue demais e depois aconteça o pior. Não quero dizer que vai acontecer, pelo contrário, pelo o que tudo indica o bebê está excelente, mas vamos com cautela.
-Eu sei Dra. Mônica, dessa vez iremos até esperar mais um pouco antes mesmo de contarmos para alguém, quero ser mais reservada.
-Exatamente isso Alice, vocês estão certos.
Fomos para nosso apartamento em seguida, felizes mas ao mesmo receosos.
No aniversário de Mariah, eu já estava entrando no quarto mês; algumas pessoas diziam que eu estava engordando, outras diziam que eu estava com cara de mãe. Eu queria explodir de felicidade, mas tinha medo em contar a novidade, e perder a criança dali alguns dias.
Eu e João Pedro, fazíamos o acompanhamento do pré-natal de quinze em quinze dias, mas tive um sangramento no final do início do quinto mês, onde precisei ser hospitalizada.
 Após alguns exames, a Dra. Mônica foi até meu quarto.
-Alice, está tudo bem. Seu bebê está aí quietinho, seguro. A única coisa é que de agora em diante você precisa fazer repouso absoluto se quiser ser mãe. E digo claramente, repouso absoluto! Até a segunda ordem.
Eu olhei para João Pedro e suspirei aliviada. Ele segurava minha mão e suspirou aliviado.
-Claro, com certeza eu o farei. Disse convicta.
-Vocês querem saber o sexo do bebê? Ela disse com um sorriso de orelha a orelha.
-Claro. Respondeu João sem hesitar.
-E você, Alice, quer?
-Sim, claro. Respondi sentindo-me nervosa.
-O bebê de vocês é um lindo garoto.
João olhou para mim emocionado e eu senti a mesma emoção.
-Amanhã faremos outros exames, mas por enquanto só quero que você descanse.
Olhei para ela consentindo com a cabeça.
Assim que ela saiu, eu e João nos abraçamos e começamos a chorar. Então decidimos contar para as nossas famílias, e eles assim como nós, estavam radiantes, porém apreensivos.
Os meses foram passando, minha barriga foi crescendo, meus peitos foram aumentando, meus pés inchando, mas tudo isso me deixava cada vez mais feliz e realizada. Meu apartamento vivia com visitas dos nossos familiares, e com isso muitos presentes para nosso bebê.
João Pedro também estava me acostumando mal, pois todos os dias chegava do trabalho com presentes para mim e para nosso príncipe.
Com oito meses de gestação, nos mudamos para uma casa que ficava em um condomínio, um pouco afastado da cidade, porém cercado de vegetação. E era isso o que estávamos procurando; uma casa grande, em um lugar seguro, e em meio à natureza. O paisagismo contemplava toda a área externa da casa. Da piscina podia-se ver um bosque ao fundo; o paisagismo cercava todo o deck de madeira, toda a piscina e área de lazer, meu jardim vivia repleto de borboletas, e o engraçado era que antes da minha viagem à São Paulo, onde eu recebi a visita da linda borboleta azul, eu nunca havia reparado na beleza e na delicadeza que elas carregavam.
Nossa sala de estar tinha uma vista privilegiada do imenso jardim, que parecia mais um cartão postal.
Montamos o quartinho do nosso príncipe, que era todo branco, com detalhes em azul. Esse era o meu lugar favorito da casa, enquanto João Pedro trabalhava à tarde toda, era lá que eu ficava. Arrumava as roupinhas de diversas formas, não me cansava de ver os sapatinhos, os brinquedinhos; contava histórias para meu príncipe que mesmo dentro da barriga adorava ouvi-las.
E quando o João Pedro chegava do trabalho, a agitação era imensa, só de ouvir a voz do pai, nosso bebê começava a chutar.
Começo de junho nasceu nosso Pedro, mais precisamente no dia sete de junho. Essa foi sem dúvida a melhor das mudanças que havia acontecido em minha vida, onde conheci realmente o significado da palavra amor. Era um amor tão grande, tão puro, que chegava a doer.
Pedro era lindo, parecia um anjo. Sua pele era branquinha feito a neve, seus cabelos eram castanhos claros e os olhos pareciam azuis.
 Quando ouvi o seu primeiro chorinho ainda na sala de cirurgia, foi a melhor coisa que eu havia escutado na vida. A enfermeira o trouxe para mim, todo enrolado no pano verde do hospital, ele chorava muito, mas quando ela o colocou ao meu lado, ele instantaneamente parou de chorar, como se conhecesse minha voz. Aquele foi o encontro mais divino do mundo, fui uma sensação angelical.
Depois que fui para o quarto, me trouxeram o meu pequeno Pedro, todo arrumadinho, com um macacão branco, era como ver um anjo. João Pedro estava bobo, conversava parecendo criança, sentia o cheiro do nosso filho constantemente, beijava-o a todo o segundo. E é claro, não podia ver Pedro abrir os olhos que achava que ele estava com fome e o colocava nos meus peitos.
Eu achava até então que eu o amaria, assim como eu amava minha mãe ou o João Pedro. Mas não! Mesmo amando muito o João, era muito diferente do amor que eu sentia pelo Pedro, quando eu o vi em meus braços, não sabia como havia conseguido ficar tanto tempo sem meu filho e percebi que eu o amava mais do que amava a mim mesma, aliás, muito mais, era um sentimento divino, sem explicação. É a experiência que toda mulher precisa passar para entender o verdadeiro significado de amar.
Fomos para nossa casa depois de dois dias. Minha mãe queria passar uns dias comigo, mas João Pedro a dispensou, queria ficar com o Pedro a cada instante enquanto ele estivesse em casa. Prometeu a minha mãe que me auxiliaria em tudo, e foi como ele disse. Passamos os primeiros dias descobrindo o nosso filho, a cada som, a cada movimento era motivo para ficarmos em cima babando de felicidade. Ele o trocava, me ajudava no banho, dava os remédios para mim e para o Pedro, cantava músicas de ninar quando Pedro estava com sono, fazia-o rotar. Até os soluços foram motivo para que ele se aprofundasse no assunto.
O Google virou nosso assistente, qualquer anormalidade João ia pesquisar. Pedro era nosso pequeno tesouro e nós éramos os seus guardiões. E foi exatamente assim, não apenas nos primeiros dias, mas nos primeiros meses, no primeiro ano, no segundo, no terceiro...
Nossa vida estava perfeita, éramos apaixonados um pelo outro, nosso desejo nunca diminuía, ríamos de coisas bobas a toda hora, estávamos realizados profissionalmente, mas o mais importante era que tínhamos nosso principezinho, nosso Pedro.
Pedro tinha uma paixão curiosa, ele amava borboletas e outros tipos de inseto, tanto que seu quarto era cheio de livros com fotos de insetos dos mais diferentes tipos. Quando passava um documentário sobre o mundo dos insetos, ele deixava de brincar ou de assistir desenho para prestar atenção nos bichinhos. Com isso o lugar que ele mais gostava de ficar era em nosso jardim, onde vivia cheio de borboletas, joaninhas, abelhinhas, besourinhos... De vez em quando, uma borboleta pousava em sua mãozinha e ele me gritava, e eu o via admirando-a com amor que seus olhinhos chegavam até a brilhar.
Pedro e Mariah eram os melhores amigos um do outro, era a maior festa quando se encontravam, é claro que brigavam também, como qualquer criança, mas um não vivia sem o outro.
Eu continuava a trabalhar para a revista, porém, em casa. Também estava trabalhando no terceiro livro, mas dessa vez, me dedicava ao livro apenas quando Pedro estava dormindo. Aliás que foi por esse motivo que comecei a trabalhar em casa, pois eu queria curti-lo cada segundo, cada minuto. Queria estar e estive presente em cada etapa de desenvolvimento de Pedro; quando ele disse sua primeira palavra, que é claro que foi papai, deixando o pai coruja todo orgulhoso; quando ele sentou, quando apareceu seu primeiro dentinho, quando ele engatinhou, quando ele andou, quando ele caiu pela primeira vez, enfim Pedro tornou-se o protagonista da minha vida e da vida de João.
Com três aninhos, Pedro foi para a escolinha, me deixando um tremendo vazio por dentro. Nos primeiros dias, eu o levava para a escola, onde ele ficava chorando pois dizia que sentiria minha falta, então eu voltava para casa, chorando mais ainda. Ligava na escola de uma em uma hora, para saber se estava tudo bem. E quando eu o buscava, ele estava radiante, pois o dia dele havia sido perfeito, cheio de brincadeiras com os amiguinhos.
Na primeira festinha de um amiguinho da escola que Pedro foi sozinho, eu e João o deixamos com o coração partido, era como se ele tivesse abrindo as asinhas. Ficamos mais de hora dentro do nosso carro, do lado de fora do buffet onde estava sendo comemorado o aniversário, caso acontecesse algo. Até que percebemos que era uma noite em que poderíamos sair para relembrar os velhos tempos. Então fomos para o Aquarello´s, onde ambos colocamos nossos celulares sobre a mesa, olhando a cada minuto para ver se alguém. Jantamos rapidamente e voltamos em frente ao buffet e ainda o esperamos por mais de uma hora. Quando vimos Pedro saindo da festinha chorando, ficamos loucos, só de imaginar o que poderia ter acontecido, então ele disse que ele não queria ir embora, queria ficar e brincar mais. Eu e João olhamo-nos incrédulos, nós ali o tempo todo, mortos de saudades, e ele chorando porque nós o buscamos muito cedo.
Mesmo sendo uma mãe extremamente presente, eu nunca deixei de fazer meu papel de mulher do João, sempre me dividia para agradar meus dois amores, e João Pedro sempre ficava satisfeito com meus agrados, que eram à noite, ou quando não dava, durante as manhãs, ou durante as tardes quando João Pedro dava uma escapadinha do fórum para me ver.
Alguns meses depois que Pedro entrou na escolinha, eu como de costume fui buscá-lo e ele me disse que estava namorando. Sim, namorando com três aninhos! Era uma coleguinha da sala; eu sabia que isso era coisa de menino, mas foi a primeira vez que ele havia dito isso, pois até então, as únicas mulheres da vida dele eram eu, Mariah, vovó Maria Helena e vovó Karen; mas eu era a principal como ele dizia. Eu fiquei chocada, feliz também e com ciúmes, ciúmes esse que só mãe sente. O João claro achou um máximo saber que o filho com três anos já tinha uma namorada, era seu primogênito mostrando sua masculinidade, assim como o pai, como dizia João.
João Pedro levava Pedro para assistir jogos de futebol, andar de bicicleta, soltar pipa; brincavam no jardim de carrinho, de esconde, pega pega, de bola, e Pedro amava brincar de procurar insetos, mas eles nunca os prendia, ele os segurava na mão, mas depois os devolvia para a natureza.
As maiores satisfações de João era levar o filho para cortar os cabelos a cada vinte dias; o cabelinho de Pedro nem havia crescido direito, mas João o levava em seu barbeiro. E leva-lo para pescar. João amava ir pescar com o Pedro e Pedro amava arrumar suas coisinhas para ir com o pai.
Toda vez que lançava um filme infantil no cinema, éramos os primeiros a comprar os ingressos, pois Pedro amava ir ao cinema e ficava feito gente grande, sentado quietinho, com o balde de pipoca entre as pernas, prestando atenção em cada detalhe.
...
A festa de quatro anos de Pedro foi realizada em nosso jardim. Eu e João pensamos em uma decoração com o tema de safari e Pedro amou. Todos os seus amiguinhos da escola estavam presentes, e eles amaram ter todo o bosque para explorar juntamente com os monitores, onde havia várias surpresas para as crianças. Toda a família de João Pedro assim como a minha estavam presentes. Foi inesquecível.
 Mas mais inesquecível ainda foi quando Pedro foi dormir, estava exausto depois de um dia inteiro brincando, ele chamou a mim e ao pai dele e disse que estava muito feliz, pois éramos os melhores pais do mundo. Nós o abraçamos emocionados.
  



5 comentários:

  1. ainnnn que lindooo. .... e olha ai, que eu votei na borboleta branca e agora estou confusa pela história com a borboleta azul kkkkkkkk....

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  2. Parabéns! A história está cada vez mais linda!

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  3. Parabéns esta simplesmente lindo.....

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